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Para a empresa, esperar seria problemático e, na ausência de uma ordem clara para interromper o processo, ela foi adiante
Semanas antes da Didi Global realizar sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações, o órgão regulador da segurança cibernética da China sugeriu que a gigante de aplicativos de corrida de carros adiasse a operação e pediu uma avaliação interna de sua rede de segurança, segundo fontes ligadas ao assunto.
Para a Didi, esperar seria problemático e, na ausência de uma ordem clara para interromper o processo, ela foi adiante.
A empresa enfrentava pressão de investidores para fazer o IPO, após levantar bilhões de dólares de investidores importantes. Ela levantou cerca de US$ 4,4 bilhões com a abertura, na maior operação do tipo para uma companhia chinesa desde o IPO do Alibaba em 2014.
Em Pequim, autoridades, sobretudo da Administração do Ciberespaço da China, seguiam temerosos sobre o risco de que os dados de que a companhia dispunha pudessem passar a mãos estrangeiras, disseram fontes.
Os papéis da Didi em Nova York começaram a ser negociados na quarta-feira (30). Na sexta-feira, o regulador do ciberespaço começou sua própria revisão do setor na Didi e bloqueou o aplicativo da companhia de receber novos usuários. Por fim, no domingo, determinou que as lojas de aplicativos retirassem o app de circulação.
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As diferenças estão na forma como essas negociações acontecem e no grau de participação do Judiciário no processo.