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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

Esquenta dos Mercados

Fim do impasse com o Orçamento e temporada de balanços no exterior devem movimentar a bolsa hoje

Pagamento de novas parcelas do auxílio emergencial de Joe Biden e avanço dos Treasuries também são destaques para o dia de hoje

Renan Sousa
Renan Sousa
20 de abril de 2021
8:04

A agenda para o dia está relativamente esvaziada de indicadores. Mas isso não é motivo para o investidor deixar de olhar o noticiário internacional, que pode abalar as bolsas pelo mundo. 

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A temporada de balanços das grandes empresas nos Estados Unidos segue colocando os índices mundiais em compasso de espera. Enquanto isso, os juros dos títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries) continuam subindo até os investidores retomarem um maior apetite de risco. 

Por aqui, o Congresso e o governo federal chegaram a um acordo sobre o Orçamento, que tem até quinta-feira (22) como data limite para aprovação presidencial. Mas, se a PEC “fura-teto” foi um princípio de banho de água fria, os investidores devem analisar com muita cautela esse novo acordo. Além disso, a arrecadação federal no mês de fevereiro também deve ser observada no dia de hoje.

Confira esses e outros destaques para esta terça-feira (20):

Commodities

A Vale divulgou sua produção de minério de ferro do primeiro trimestre deste ano. Foram 68,045 milhões de toneladas, 14,2% acima do mesmo período do ano passado. As vendas do subiram 14,8%, para 59,298 milhões de toneladas. Mas a produção de níquel e cobre caíram 8,8% e 19%, respectivamente para a mesma base de comparação.

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Já os contratos futuros do petróleo operam em alta de cerca de 1,0%, após relatos de que a Opep+ pode abandonar a reunião do próximo dia 28. No pregão de ontem, a Petrobras foi o grande destaque, subindo mais de 5% após a fala do novo presidente da estatal, o general Joaquim Silva e Luna. 

Leia Também

Orçamento 2021

Governo federal e Congresso chegaram a um acordo sobre o Orçamento para 2021. A partir da aprovação do projeto, os gastos emergenciais, como os projetos de ajuda às empresas e auxílio emergencial, estarão fora do teto de gastos. Mais de R$ 125 bilhões de gastos estarão fora da meta fiscal, que limita o avanço das despesas.

No mesmo acerto, o governo cedeu à pressão dos parlamentares e deve preservar R$ 16,5 bilhões em emendas dentro do Orçamento a partir de cortes em suas próprias despesas de custeio e investimento.

Auxílio emergencial (gringo)

Com o pagamento da terceira parcela do auxílio de US$ 1.400 do presidente norte-americano, Joe Biden, a pressão por uma quarta rodada aumentou. E pode ser que se mantenha por mais tempo. 

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De acordo com o portal Market Whatch, dezenas de congressistas democratas estão pressionando Biden para instaurar pagamentos regulares em dinheiro até que a crise do coronavírus termine. Esse gasto seria incluso no pacote de US$ 2,3 trilhões para infraestrutura e iria diretamente para famílias necessitadas.

Entretanto, o primeiro pacote de estímulos de US$ 1,9 trilhão já foi motivo suficiente para republicanos torcerem o nariz. A aprovação do pacote foi considerada difícil por analistas da Casa Branca. Incluir novos gastos em uma já robusta rodada de estímulos pode exigir um poder político que Biden (ainda) não possui. 

Bolsas pelo mundo

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única na manhã desta terça-feira. Motivadas pela realização de lucros de Nova York no pregão de ontem, o Banco Central chinês ainda deu um empurrãozinho, mantendo a principal taxa de juros nos níveis atuais por mais um mês.

Já os índices europeus apontam para um dia de perdas. A temporada de balanços de grandes empresas dos Estados Unidos segue no radar do investidor, mas o cenário interno também pressiona. As ações de empresas tradicionais de Londres sofrem quedas acima de 6% após o governo dos EUA considerar exigir uma redução de nicotina nos cigarros vendidos em solo americano. 

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Agenda do dia

Fique por dentro dos principais eventos e indicadores para o dia de hoje:

  • FGV: Monitor do PIB de fevereiro (10h15)
  • CNC: Intenção de consumo das famílias para abril (10h30)
  • Receita Federal: Arrecadação federal e março (14h30)
  • Ministério da Economia: Ministro da Economia, Paulo Guedes, participa de coletiva da Receita Federal sobre os resultados da arrecadação (15h)
  • Estados Unidos: Estoques de petróleo, derivados, gasolina e destilados (17h30)

Empresas

  • Nos Estados Unidos, Procter & Gamble divulga seu balanço antes da abertura da bolsa no Brasil
  • Nos Estados Unidos, Johnson & Johnson divulga seu balanço às 7h45
  • Nos Estados Unidos, Netflix divulga seu balanço às 17h
  • A Vale divulgou a produção de minério de ferro, níquel e cobre deste primeiro trimestre
  • A Rio Tinto viu sua produção de minério de ferro cair 2% no primeiro trimestre, para 76,4 milhões de toneladas
  • A Itaúsa aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio de R$ 0,0213 por ação
  • Nenhum comprador habilitado foi atraído pelo leilão de lojas da Saraiva
  • A BRMalls informou que irá retomar as atividades em 11 shoppings do seu portfólio
  • O Comitê de Pessoas da Eletrobras aprovou a indicação dos nomes dos acionistas minoritários

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