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Pagamento de novas parcelas do auxílio emergencial de Joe Biden e avanço dos Treasuries também são destaques para o dia de hoje
A agenda para o dia está relativamente esvaziada de indicadores. Mas isso não é motivo para o investidor deixar de olhar o noticiário internacional, que pode abalar as bolsas pelo mundo.
A temporada de balanços das grandes empresas nos Estados Unidos segue colocando os índices mundiais em compasso de espera. Enquanto isso, os juros dos títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries) continuam subindo até os investidores retomarem um maior apetite de risco.
Por aqui, o Congresso e o governo federal chegaram a um acordo sobre o Orçamento, que tem até quinta-feira (22) como data limite para aprovação presidencial. Mas, se a PEC “fura-teto” foi um princípio de banho de água fria, os investidores devem analisar com muita cautela esse novo acordo. Além disso, a arrecadação federal no mês de fevereiro também deve ser observada no dia de hoje.
Confira esses e outros destaques para esta terça-feira (20):
A Vale divulgou sua produção de minério de ferro do primeiro trimestre deste ano. Foram 68,045 milhões de toneladas, 14,2% acima do mesmo período do ano passado. As vendas do subiram 14,8%, para 59,298 milhões de toneladas. Mas a produção de níquel e cobre caíram 8,8% e 19%, respectivamente para a mesma base de comparação.
Já os contratos futuros do petróleo operam em alta de cerca de 1,0%, após relatos de que a Opep+ pode abandonar a reunião do próximo dia 28. No pregão de ontem, a Petrobras foi o grande destaque, subindo mais de 5% após a fala do novo presidente da estatal, o general Joaquim Silva e Luna.
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Governo federal e Congresso chegaram a um acordo sobre o Orçamento para 2021. A partir da aprovação do projeto, os gastos emergenciais, como os projetos de ajuda às empresas e auxílio emergencial, estarão fora do teto de gastos. Mais de R$ 125 bilhões de gastos estarão fora da meta fiscal, que limita o avanço das despesas.
No mesmo acerto, o governo cedeu à pressão dos parlamentares e deve preservar R$ 16,5 bilhões em emendas dentro do Orçamento a partir de cortes em suas próprias despesas de custeio e investimento.
Com o pagamento da terceira parcela do auxílio de US$ 1.400 do presidente norte-americano, Joe Biden, a pressão por uma quarta rodada aumentou. E pode ser que se mantenha por mais tempo.
De acordo com o portal Market Whatch, dezenas de congressistas democratas estão pressionando Biden para instaurar pagamentos regulares em dinheiro até que a crise do coronavírus termine. Esse gasto seria incluso no pacote de US$ 2,3 trilhões para infraestrutura e iria diretamente para famílias necessitadas.
Entretanto, o primeiro pacote de estímulos de US$ 1,9 trilhão já foi motivo suficiente para republicanos torcerem o nariz. A aprovação do pacote foi considerada difícil por analistas da Casa Branca. Incluir novos gastos em uma já robusta rodada de estímulos pode exigir um poder político que Biden (ainda) não possui.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única na manhã desta terça-feira. Motivadas pela realização de lucros de Nova York no pregão de ontem, o Banco Central chinês ainda deu um empurrãozinho, mantendo a principal taxa de juros nos níveis atuais por mais um mês.
Já os índices europeus apontam para um dia de perdas. A temporada de balanços de grandes empresas dos Estados Unidos segue no radar do investidor, mas o cenário interno também pressiona. As ações de empresas tradicionais de Londres sofrem quedas acima de 6% após o governo dos EUA considerar exigir uma redução de nicotina nos cigarros vendidos em solo americano.
Fique por dentro dos principais eventos e indicadores para o dia de hoje:
Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores
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