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Ivan Ryngelblum

Ivan Ryngelblum

Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.

faturamento alto

Petz fecha quarto trimestre e 2020 com resultados ‘bons para cachorro’

Rede de lojas de produtos para animais ganha impulso com vendas pela internet e fecha ano com recorde trimestral de aberturas de lojas

Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
9 de março de 2021
7:34 - atualizado às 17:46
Surfe cachorro Ibovespa
Imagem: Shutterstock

Um dos principais nomes da onda de ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) de 2020, a Petz (PETZ3) registrou um faturamento “bom para cachorro” no quarto trimestre e no acumulado do ano, puxado principalmente pelo avanço do canal digital, que respondeu por um quarto da receita bruta nos últimos três meses de 2020.

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O bom desempenho operacional, combinado com créditos de imposto de renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), fez a rede de lojas de produtos para animais registrar lucro líquido de R$ 27,4 milhões no quarto trimestre, alta de 65,1% em base anual. Em 2020, o lucro somou R$ 74,2 milhões, aumento de 98,3%.

No quarto trimestre, a receita bruta total da Petz foi de R$ 525,0 milhões, um crescimento de 59% quando comparado ao mesmo período do ano anterior, impulsionada pelo aumento de 64% na venda de produtos. Em 2020, ela avançou 46,6%, para R$ 1,7 bilhão.

As vendas pelos canais digitais foram o destaque do fim do ano, avançando 313%, para R$ 136,6 milhões, representando 26% da receita bruta total, o mais alto patamar registrado na história da companhia.

O desempenho das lojas físicas também foi positivo, com as vendas totalizando R$ 365 milhões, alta de 33,6%. As vendas no conceito “mesmas lojas”, que considera o desempenho de unidades em funcionamento há mais de 12 meses, cresceram 37% no trimestre.

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Já a parte de serviços teve queda de 3,2% no faturamento total, para R$ 23,5 milhões, por conta do fechamento dos centros de estética, por conta das restrições à circulação de pessoas para o combate à covid-19. O crescimento de 37,1% da receita com serviços veterinários ajudou a compensar parte da queda deste segmento.

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Ritmo acelerado, pressão nas despesas

No final do ano passado, a Petz inaugurou 13 lojas, um novo recorde trimestral de aberturas, fechando 2020 com 28 novas lojas, em linha com as expectativas e o plano de expansão que foi apresentado aos acionistas no IPO.

O crescimento que a Petz promoveu no ano passado gerou pressão sobre as despesas operacionais, que subiram 62%, para R$ 166 milhões no quarto trimestre, e avançaram 47,5%, para R$ 532,7 milhões em 2020.

A maior alta no final do ano passado foi vista na linha de vendas, que subiu 68,7%, para R$ 122,4 milhões, por conta do incremento dos investimentos em marketing para aquisição de novos clientes, além de despesas com frete, em função da maior participação dos canais digitais, e também do maior número de abertura de lojas.´

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Outro ponto a ser destacado do resultado da Petz foi a pressão negativa exercida pelo canal digital nas margens. Segundo a companhia, embora saudável, a margem com a venda pela internet é inferior àquela obtida pelo canal físico.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado, que desconsidera créditos com a exclusão do ICMS da base de cálculo de PIS e Cofins em 2019, cresceu 19%, para R$ 47 milhões, mas a margem caiu de 12% para 9%. Em 2020, o Ebitda ajustado subiu 40%, para R$ 160,7 milhões, mas a margem caiu de 9,9% para 9,4%.

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