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Revista fala em suspeita de "insider trading"; estatal nega e diz que não houve justa causa

O gerente-executivo de recursos humanos da Petrobras, Cláudio da Costa, foi demitido nesta segunda-feira (29), informou a estatal. O chefe do gabinete da presidência, Pedro Brancante, assume interinamente a função.
Segundo a revista Crusoé, Costa foi demitido sob suspeita de negociar ações da Petrobras assim que o presidente Jair Bolsonaro decidiu demitir Roberto Castello Branco da presidência da petroleira. Ao Seu Dinheiro, a Petrobras negou a informação e disse que não houve justa causa para demissão.
A publicação sustenta que a suspeita de insider trading (uso de informações privilegiadas) surgiu depois que controles internos da Petrobras identificaram que Costa vendeu as ações da Petrobras em 18 de fevereiro. Bolsonaro anunciou a intenção de demitir Castello Branco no dia seguinte.
A Petrobras abriu um processo interno para dar seguimento à apuração das transações, disse a revista - que ainda afirma que Costa negou internamente que tenha incorrido em insider trading.
Castello Branco fica no cargo até dia 12 de abril, quando assume o general Joaquim Silva e Luna. Desde a demissão do executivo, a Petrobras enfrenta uma maior desconfiança do mercado. O receio é de um eventual descumprimento da política de preços, o que impactaria o caixa da companhia.
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