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Papéis da empresa negociados na Nasdaq caíam mais de 10% no after market; pandemia impactou em novas produções, com reflexo no balanço da companhia
A Netflix divulgou há pouco uma drástica redução no número de novos assinantes durante o primeiro trimestre, em relação ao histórico recente da companhia. No entanto, a empresa negou que a decepção seja reflexo do aumento da concorrência.
Os papéis da Netflix negociados na Nasdaq caíam mais de 10% no after market, a US$ 588,12, embora no ano acumulem alta de 48% por conta do aumento de número de assinantes em meio à pandemia.
A covid-19 é justamente a razão atribuída pela empresa para a decepção com o número de novos assinantes no início deste ano. A plataforma da empresa ganhou 3,98 milhões de membros, mas analistas esperavam 6,2 milhões, segundo a Factset.
No mesmo período do ano passado, a Netflix ganhou 15,7 milhões de usuários.
Segundo a companhia, que agora conta com 207,64 milhões de assinantes, o avanço da covid-19 em 2020 impactou o ritmo das produções, o que levou a empresa a ter um catálogo de lançamentos mais enxuto no início deste ano.
"Não acreditamos que a concorrência tenha mudado no trimestre ou que esse tenha sido um fator relevante na variação dos resultados", disse a companhia em relatório.
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A Netflix tem lidado com um avanço da concorrência em todo o mundo, depois de reinar praticamente sozinha no início da era do streaming. No Brasil, por exemplo, além da plataforma da companhia, o consumidor tem acesso a serviços como Amazon Prime e Globo Play.
A empresa diz esperar uma retomada de um ritmo mais parecido com o de pré-pandemia a partir da segunda metade deste ano. A Netflix espera investir US$ 17 bilhões ao longo de 2021 em produções, se a pandemia permitir.
Ao contrário do Brasil, os Estados Unidos estão voltando à normalidade e já esperam um crescimento de 7% da economia neste ano, enquanto a vacinação avança no país.
Além do número de assinantes, o relatório divulgado nesta terça mostrou que a receita da Netflix cresceu 24% na comparação anual, para US$ 7,1 bilhões, em linha com as projeções da Refinitiv e da própria empresa.
O lucro por ação chegou a US$ 3,75, contra US$ 2,97 esperado por analistas. Já o lucro líquido chegou a US$ 1,7 bilhão, em uma alta de 140% na comparação com o resultado de igual período do ano passado.
A Netflix projeta lucro líquido de US$ 1,8 bilhão no segundo trimestre. A receita no período chegaria a US$ 7,3 bilhões, e o número de novos assinantes seria de 1 milhão, segundo expectativas da empresa.
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O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
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