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O Mercado Livre (MELI34) mostrou crescimento intenso das operações brasileiras no trimestre, animando Magazine Luiza (MGLU3) e Via (VIIA3)
Conforme a vacinação contra a Covid-19 no Brasil foi progredindo e a economia foi retornando à normalidade, uma sombra de dúvida começou a pairar sobre as empresas de varejo eletrônico — como Magazine Luiza (MGLU3) e Via (VIIA3): será que o crescimento forte do e-commerce visto durante a pandemia seria freado com a reabertura das lojas físicas? Pois o Mercado Livre (MELI34) começou a responder essas perguntas, e a resposta foi animadora para o setor.
A gigante argentina do e-commerce reportou um balanço trimestral bastante sólido: o volume bruto de mercadorias (GMV), um indicador que mede o total de vendas nas plataformas online das varejistas, chegou a US$ 7,3 bilhões entre julho e setembro deste ano, um aumento de 23,9% em um ano. A receita líquida da companhia saltou 68% na mesma base de comparação, a US$ 1,63 bilhão.
Dito isso, o que realmente importa para o mercado brasileiro é o desempenho do Mercado Livre no país — e ele não decepcionou. A receita líquida obtida no Brasil aumentou 57% em relação ao terceiro trimestre do ano passado; em reais, o crescimento foi de 112%.
O Mercado Livre não abre a cifra obtida em cada um dos mercados em que atua — também há operações relevantes na Argentina e no México. Mas, ainda assim, a notícia de forte expansão das operações brasileiras animou as outras companhias de e-commerce da bolsa.
Antes de continuar, vale destacar que você pode também ler essa notícia pelo nosso Instagram, no qual apresentamos a análise de mercado sobre essa situação.
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Voltando à matéria, Magazine Luiza ON (MGLU3), por exemplo, disparou 12,27%, a R$ 12,44; Via ON (VIIA3) subiu 10,79%, a R$ 7,29; e Lojas Americanas PN (LAME4) saltou 7,42%, a R$ 6,08. Os próprios BDRs do Mercado Livre (MELI34) também tiveram um dia de ganhos, avançando 2,42%, a R$ 74,80.
A lógica é simples: se o Mercado Livre conseguiu crescer mesmo num cenário em que a concorrência com shoppings e lojas físicas aumentou, então é de se imaginar que Magazine Luiza, Via e Americanas também consigam o mesmo — o que comprovaria a tese de que o e-commerce ainda tem um amplo espaço para se desenvolver no Brasil.
O Seu Dinheiro preparou um vídeo comparando o desempenho operacional de Magazine Luiza e Via — e os múltiplos de suas ações na bolsa. Quer saber os fortes e fracos de cada empresa? É só dar play:
Em primeiro lugar, vale ressaltar que o setor de varejo da bolsa estava com um desempenho bastante ruim — suas principais representantes acumulavam perdas de mais de 50% desde o começo do ano. Sendo assim, os dados do Mercado Livre serviram como gatilho para um movimento de correção positiva nesses papéis.
Em segundo, é importante ter em mente qual a importância das vendas digitais na composição das receitas de cada uma dessas empresas. A começar pelo Magazine Luiza: o e-commerce representava cerca de 71% das vendas totais da companhia no fim do segundo trimestre — o que explica a alta mais intensa de MGLU3 às sinalizações animadoras do Mercado Livre.
A Via, por sua vez, tem pisado no acelerador e desenvolvido rapidamente suas plataformas digitais. Ainda assim, o e-commerce da empresa responde por uma fatia bem menor das vendas totais, de cerca de 55% no segundo trimestre.
Essa expectativa positiva, no entanto, pode se reverter em frustração caso os balanços trimestrais das varejistas brasileiras não mostrem um crescimento tão intenso — o que, no limite, pode indicar uma perda de participação para o Mercado Livre e outros competidores, como os operadores asiáticos de plataformas de e-commerce.
A Via (VIIA3) reporta seus números no dia 10, depois do fechamento do mercado; o Magazine Luiza (MGLU3) e a Lojas Americanas (LAME4) publicam seu balanço no dia seguinte, também à noite.
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