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A Baidu pretende realizar seu evento anual de desenvolvedores na segunda-feira já usando seu aplicativo para o metaverso, o XiRang

A expectativa em relação ao metaverso ganha cada vez mais espaço nos debates sobre os rumos do mundo digital e de como será a vida no futuro.
No início de dezembro, o multibilionário Bill Gates, cofundador da Microsoft, disse esperar que em dois ou três anos a maioria das reuniões virtuais vá para o metaverso.
Também neste fim de ano, o Facebook (Meta) anunciou que seu ecossistema de realidade virtual, o Horizon Worlds, se tornaria disponível gratuitamente para qualquer pessoa com 18 anos ou mais nos EUA e no Canadá. Os usuários podem interagir com outros avatares e construir seus próprios mundos e jogos no sistema.
Em meio ao alvoroço, a reação inicial a um anúncio feito hoje pela gigante chinesa de tecnologia Baidu foi de desânimo.
No Ocidente, a empresa sediada em Pequim poderia ser comparada ao Google. E ela pretende realizar seu evento anual de desenvolvedores na segunda-feira no XiRang, o aplicativo de acesso a seu metaverso. Segundo a Baidu, esta será a primeira conferência do metaverso na China.
O evento marcará a abertura do XiRang para desenvolvedores. Em um evento preparatório para a convenção, o vice-presidente da Baidu, Ma Jie, buscou proporcionar um panorama preciso do estágio do projeto.
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Executivo responsável pelo XiRang, Ma anunciou que a atual versão do aplicativo suporta 100 mil participantes simultâneos. Segundo ele, a Baidu pretende construir uma plataforma de código aberto para desenvolvedores do metaverso.
Até aí tudo bem. Em seguida, Ma esforçou-se para reduzir as altas expectativas em relação ao aplicativo. E conseguiu.
De acordo com ele, muitos aspectos do XiRang não estão à altura das expectativas. O metaverso da Baidu não suporta moedas digitais nem permite a negociação de ativos, como as especulações em propriedade virtual que ganharam o noticiário nas últimas semanas, disse Ma. E acrescentou: a empresa estaria a seis anos de entregar um metaverso completo a seus usuários.
Ainda que conservadora, a estimativa caiu como um balde de água fria sobre parte dos especialistas. Na opinião de Dan Ives, analista sênior de ações da Wedbush Securities, “um cronograma de seis anos para o Baidu é decepcionante para os investidores”. Ives espera que a monetização do metaverso comece em 2024 e cresça em uma escala maior no ano seguinte.
Há quem aponte, porém, que o metaverso poderia estar a dez anos de um desenvolvimento pleno.
“O metaverso, embora seja uma palavra da moda na comunidade global de tecnologia e investimento, ainda está em sua infância”, disse Brian Tycangco, analista da Stansberry Research, em e-mail enviado à CNBC. “Muitas pessoas nem mesmo entendem completamente o que a palavra significa hoje ou significará nos próximos três a cinco anos.”
A linha do tempo do Baidu reflete o entendimento da empresa sobre o metaverso, sua abordagem conservadora na gestão de expectativas e o ambiente regulatório da China, prosseguiu Tycangco.
“A Baidu está claramente tentando avançar para ser a dona do metaverso em seu mercado doméstico, ao mesmo tempo que adere às novas políticas de Pequim destinadas a prevenir situações de monopólio, daí a plataforma aberta.”
Ele não é a única voz de moderação.
Alvin Graylin, presidente da HTC, uma empresa de smartphones e realidade virtual na China, afirma que um metaverso completo levará de cinco a dez anos para ser desenvolvido.
*Com informações da CNBC.
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