Bradesco volta a superar Itaú e tem lucro de R$ 6,5 bilhões no 1º trimestre
O lucro do Bradesco avançou 73,6% em relação ao mesmo período de 2020 e também superou as projeções dos analistas

O Bradesco confirmou a tendência de recuperação do resultado dos grandes bancos brasileiros e registrou um lucro recorrente de R$ 6,515 bilhões no primeiro trimestre deste ano, um avanço de 73,6% em relação ao mesmo período de 2020.
O lucro do Bradesco superou o do Itaú Unibanco pelo segundo trimestre consecutivo, o que se trata de um feito considerável se levarmos em conta que o rival histórico é maior.
O resultado também ficou acima das projeções dos analistas, que já eram otimistas e apontavam para um lucro de R$ 6,318 bilhões, de acordo com dados da Bloomberg.
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A rentabilidade sobre o patrimônio líquido do Bradesco (ROAE) atingiu 18,7% nos três primeiros meses de 2021. Apesar do forte avanço em relação ao mesmo período do ano passado, o indicador ficou abaixo do registrado quarto trimestre, quando o banco surpreendeu com um ROAE de 20%.
Provisões e inadimplência
A forte alta do lucro do Bradesco é fruto da base de comparação fraca. Com a pandemia da covid-19, os bancos fizeram bilhões em provisões para possíveis perdas no crédito em 2020.
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Com o balanço reforçado, o Bradesco conseguiu agora reduzir as despesas com provisões, que recuaram 41,8% no primeiro trimestre deste ano, para R$ 3,9 bilhões.
“O posicionamento estratégico adotado no início do ano passado, quando a pandemia chegou ao Brasil, se mostrou tempestivo e oportuno, protegendo a instituição na travessia da crise aguda e, agora, permitindo uma posição robusta no relançamento da economia”, disse o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari.
O índice de inadimplência do banco segue em níveis historicamente baixos e encerrou março em 2,5%, mas apresentou uma evolução de 0,3 ponto percentual na comparação com o fim do ano passado, algo que não ocorreu com Itaú e Santander.
A carteira de crédito do Bradesco atingiu R$ 705 bilhões no primeiro trimestre, o que representa um crescimento de 2,6% no trimestre e de 7,6% em 12 meses.
A margem financeira foi outro destaque do balanço. A linha do resultado que inclui as receitas do banco com a concessão de crédito e as operações da tesouraria avançou 7,4% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, para R$ 15,6 bilhões.
Mãos de tesoura
O aumento da concorrência no setor financeiro nos últimos anos com o avanço das fintechs mais uma vez se fez presente no balanço do Bradesco.
A receita com prestação de serviços e tarifas do banco apresentou queda de 2,6% no primeiro trimestre deste ano, para R$ 8,1 bilhões.
Os ganhos com a manutenção de conta corrente, por exemplo, caíram 1,9% na comparação com os três primeiros meses de 2020. O banco atribui o resultado, entre outros fatores, ao menor uso dos serviços avulsos e ao aumento das transações via Pix.
O Bradesco procurou compensar a queda das receitas com o corte de despesas. A tesoura do banco fez com que os gastos administrativos e com pessoal apresentassem uma queda de 4,7% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, para R$ 11,2 bilhões.
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