BofA passa a recomendar compra de ação da MRV, otimista com atuação da empresa nos EUA
Banco incorporou avaliação da AHS à sua análise e considera que potencial de crescimento da empresa ainda não está precificado

O Bank of America (BofA) elevou a recomendação das ações da MRV (MRVE3) de neutro para compra e aumentou seu preço-alvo de R$ 23 para R$ 26,50 após incorporar à sua análise a avaliação da AHS Residential, subsidiária da construtora que atua nos Estados Unidos. Os papéis da companhia fecharam hoje em alta de 3,22%, a R$ 18,57.
A AHS foca no desenvolvimento de empreendimentos para locação residencial e posterior venda para fundos imobiliários do tipo REITs (Real Estate Investment Trusts).
[captacao]
No fim do ano passado, a empresa concluiu a venda do seu primeiro empreendimento, localizado no estado americano da Flórida, mas pretende expandir sua atuação ainda neste ano para os estados do Texas e da Geórgia.
"A AHS deve representar 23% dos lucros [da MRV] neste ano (12% em 2022)", diz o BofA, em relatório. O banco prevê que a maior parte do crescimento de curto prazo da MRV virá da AHS (que tem vendas previstas de US$ 249 milhões em 2021) e de imóveis financiados com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que têm margens melhores e mutuários com maior capacidade de pagamento, e não de segmentos que se enquadrem em programas de habitação do governo.
Para as analistas Nicole Inui e Aline Caldeira, os lucros por ação consolidados (AHS + MRV Brasil) devem crescer a uma taxa de crescimento anual composta de 23% de 2020 a 2023 e podem continuar acelerando até 2025 conforme as subsidiárias Urba (de loteamentos) e Luggo (de imóveis residenciais para locação) ganhem escala.
Leia Também
"Embora o negócio principal da MRV deva ter crescimento de lucros menor em relação aos pares, o potencial de crescimento dolarizado adicional da AHS ainda não está precificado, na nossa visão", dizem as analistas.
Ainda que a MRV tenha previsto o lançamento de 80 mil unidades por ano até 2025, por meio da expansão das operações das subsidiárias, o BofA tem estimativas mais conservadoras e projeta o lançamento de apenas cerca de 60 mil unidades por ano no período.
Mesmo assim, espera que AHS, Luggo e Urba somadas cheguem a representar 45% da receita líquida da MRV em 2025, sendo que a principal contribuição deve vir da subsidiária americana.
Riscos
Apesar do otimismo com MRV, as analistas lembram que a alta das taxas de juros são um risco para o negócio. O BofA espera que a Selic termine o ano em 5% ao ano e chegue a 5,75% em 2022.
Elas lembram que juros em alta podem afetar a "affordability", isto é, a capacidade de as pessoas obterem financiamentos a partir da sua renda (uma vez que só é possível comprometer um terço da renda com dívidas), principalmente nos segmentos fora dos programas habitacionais.
A alta dos juros também pode prejudicar a estratégia de reciclagem de ativos da companhia. E caso os efeitos da recessão se prolonguem, os recursos para financiamentos habitacionais também podem sentir um baque.
NOVA FASE
Tem ações da Braskem? Nova oferta da controladora permite venda dos papéis, mas nem todo acionista pode participar; entenda
17 de outubro de 2026 - 11:01FIQUE POR DENTRO
A noite na bolsa: os anúncios de Cosan (CSAN3), Rede D´Or (RDOR3), XP(XPBR31) e mais
16 de outubro de 2026 - 19:51APOSTA RENOVADA
O Itaú (ITUB4) quer mais energia: bancão injeta mais R$ 1,77 bilhão em subsidiária da Eneva (ENEV3)
16 de outubro de 2026 - 11:09FORA DE CIRCULAÇÃO
Banco Central decreta liquidação da cooperativa de crédito Credipaiva após “grave violação” de regras
16 de outubro de 2026 - 9:26MERCADO EM EXPANSÃO
Rival da B3 quer estrear em 2027 e promete reduzir custos e ampliar opções para quem investe em ações, ETFs e FIIs
15 de outubro de 2026 - 17:10DOS MIMOS ÀS PROTEÍNAS
Black Friday 60% maior: como o iFood quer provar de vez que não é mais um aplicativo de entregas de refeições
15 de outubro de 2026 - 16:35ATENÇÃO, INVESTIDOR
INBR32 dá adeus à B3: prazo para decidir o destino dos BDRs do Inter termina nesta sexta-feira; veja as opções
15 de outubro de 2026 - 10:50ESTRUTURAS INTACTAS
O negócio caiu, mas a ação subiu: por que a disparada dos distratos não assusta os investidores de Tenda (TEND3) e Cury (CURY3)
15 de outubro de 2026 - 6:06ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: dona da Vivo (VIVT3) vai distribuir R$ 450 milhões em proventos; confira os prazos
14 de outubro de 2026 - 19:14EM MEIO À EUFORIA
O Bradesco saiu de moda na bolsa? O rali eleitoral tem seus queridinhos — e BBDC4 ficou de escanteio
14 de outubro de 2026 - 19:03PARA ALÉM DAS ACADEMIAS
Juros são o maior desafio da Smart Fit (SMFT3), segundo o CEO. Como a líder do setor fitness tem crescido nesse cenário?
14 de outubro de 2026 - 17:45SAÚDE NA BOLSA
Ações de saúde pegaram carona na eleição; agora, UBS BB revela o que pode vir pela frente para Rede D’Or, Hapvida e outras
13 de outubro de 2026 - 19:51DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?
Vencedores e vencidos pelos juros: o mapa do BTG para a sua carteira com a Selic menor
13 de outubro de 2026 - 19:21ESPAÇO PARA FATURAR BILHÕES
O jogo virou para o Magazine Luiza (MGLU3)? Itaú BBA eleva recomendação para compra com alívio nos juros e crise na Casas Bahia (BHIA3)
13 de outubro de 2026 - 12:45DESALAVANCAGEM EM FOCO
CSN (CSNA3) põe siderúrgica alemã à venda; negócio de R$ 3,1 bilhões vai resolver sua dor de cabeça bilionária?
12 de outubro de 2026 - 10:59ESTRATÉGIA DE EXPANSÃO
Bradseg quer crescer sem entrar na guerra de preços dos seguros, diz CEO; veja onde está a aposta da companhia
12 de outubro de 2026 - 10:03NA ERA DA IA
Seu próximo gerente pode ser uma IA: veja como Bradesco e Santander estão se preparando e se os apps de banco vão acabar
12 de outubro de 2026 - 7:02O QUE ESTÁ EM JOGO?
Raízen (RAIZ4) quer listar subsidiária na B3 em meio a plano bilionário de reorganização
10 de outubro de 2026 - 9:08ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: Santander (SANB11) distribuirá R$ 1,5 bilhão aos acionistas; saiba quem mais paga
9 de outubro de 2026 - 19:34Conteúdo Market Makers