Boeing falhou ao não responsabilizar ex-CEO por acidentes, acusam acionistas
Na época, o plano foi discutido com o atual CEO da empresa, David Calhoun, e o então diretor-chefe Kenneth Duberstein, de acordo com e-mails internos citados no processo.

Uma ação judicial movida por um grupo de acionistas acusa a Boeing de ter falhado ao não responsabilizar o ex-CEO da companhia, Dennis Muilenburg, pelos problemas de seguranças do modelo 737 MAX que causaram dois acidentes fatais, matando 346 pessoas.
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Cerca de duas semanas após o primeiro acidente, no final de 2018, Muilenburg planejou "uma campanha de relações públicas, relações com investidores e lobby", de acordo com o processo, em parte destinada a resistir enfrentar a publicidade negativas e críticas de grupos de pilotos à aeronave.
Na época, o plano foi discutido com o atual CEO da empresa, David Calhoun, e o então diretor-chefe Kenneth Duberstein, de acordo com e-mails internos citados no processo.
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Ao mesmo tempo, a Boeing estava culpando erros de pilotos e de manutenção como fatores importantes na queda fatal do Lion Air Flight 610 na Indonésia, embora já tivesse iniciado um trabalho interno para consertar um sistema de controle de voo automatizado implicado naquele acidente.
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Conforme consta na ação judicial, ao discutir um boletim de segurança de emergência emitido pela agência reguladora de aviação americana (FAA, na sigla em inglês) após o acidente da Lion Air, Muilenburg estava mais preocupado com possíveis interrupções no fluxo de caixa do que com questões de segurança. "Precisamos ter cuidado para que o interesse da FAA nos conteúdos manuais do voo não se transforme em um item de conformidade que restrinja as entregas no curto prazo", escreveu, em e-mail.
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