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A fala de Jerome Powell no Simpósio com dirigentes dos BCs pelo mundo deve mexer com os negócios e o panorama interno não é favorável ao Ibovespa
A semana foi de altas e baixas na bolsa brasileira, mas o Ibovespa deve encerrar os últimos dias de agosto do azul. No radar, o Simpósio Jackson Hole acontece logo pela manhã, o que dá bastante tempo para os investidores digerirem as falas do presidente do Fed, Jerome Powell, ao longo do dia.
O evento mais esperado da semana acontece nesta sexta-feira (27). A reunião dos banqueiros centrais no Simpósio de Jackson Hole deve movimentar os negócios ao longo do dia.
A ausência de representantes do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE, em inglês) joga ainda mais peso sobre a fala de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, às 11h. O mercado parece estar certo de que Powell confirmará as expectativas de tapering, a retirada de estímulos da economia, ainda este ano.
O dado mais importante do dia no exterior deve vir dos Estados Unidos. O Departamento de Comércio deve divulgar a inflação norte-americana (PCE, em inglês) antes da fala de Jerome Powell. A expectativa é de que o presidente do Federal Reserve também comente sobre o avanço de preços e pressione ainda mais por uma retirada de estímulos este ano.
A crise política é como uma dor nas costas gerada por péssima postura. Sempre que a coluna fica naquela posição, uma pontada de dor é um lembrete de que é melhor se ajustar. E, na bolsa, esse é sempre um mau momento.
Mas os investidores parecem ignorar os ruídos emitidos pelas engrenagens de Brasília. O problema com a falta de chuvas e possibilidade de apagões pressiona a retomada da economia brasileira. O Ipea deve divulgar as estimativas do PIB para 2021 e 2022 ainda hoje e deve considerar no relatório que a capacidade energética pode não ser suficiente para a volta das atividades.
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De maneira semelhante, a divulgação da bandeira tarifária pela Aneel também deve ajustar as estimativas de crescimento.
Além disso, um novo capítulo da crise política deve pressionar o governo e mexer diretamente com a bolsa brasileira. O jornal O Estado de São Paulo traz hoje uma análise de que o Centrão político estaria pedindo a troca do ministro da Economia, Paulo Guedes.
Guedes, outrora superministro, foi perdendo poderes e a confiança do mercado. A reforma do Imposto de Renda sem acordo e as constantes brigas entre o presidente Jair Bolsonaro e a equipe econômica pioraram a imagem do ministro da Economia.
Como se não bastasse, o descontrole da inflação e ameaças ao teto de gastos foram minando a confiança do investidor em Paulo Guedes. O “senhor mercado” deve fazer um balanço: ruim com ele ou pior sem ele?
Jackson Hole segue no radar do investidor, no cenário externo. No panorama doméstico, o IBGE deve divulgar hoje dados da inflação ao produtor e estimativas da população em julho.
O Banco Central brasileiro divulga a nota de crédito livre, estoque de crédito e inadimplência média. Por falar em BC, o presidente da instituição Roberto Campos Neto, participa de Live da Febraban com o presidente da entidade, Isaac Sidney, e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Os principais índices da Ásia encerraram o pregão de hoje sem direção definida, à espera do discurso de Jerome Powell em Jackson Hole. Dados regionais da China animaram os negócios, mas a cautela prevaleceu em algumas praças.
Já as bolsas da Europa operam perto da estabilidade, sem direção definida. Com a agenda esvaziada para o Velho Continente, o investidor deve ficar de olho no Simpósio de Jackson Hole.
Por fim, os futuros de Nova York avançam, com pouco medo do presidente do Fed e o discurso sobre a retirada de estímulos da economia. Dados regionais dos EUA devem movimentar as bolsas no pregão de hoje.
A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente
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