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A privatização da Sabesp é um tema polêmico, mas que agrada o mercado, mesmo sem sinais mais concretos de como o processo será feito
Não é novidade que os papéis da Sabesp (SBSP3), estatal paulista de saneamento, são sensíveis a qualquer ruído em torno da possibilidade de sua privatização e, nesta sexta-feira (20), a história ganha mais um capítulo.
O ex-presidente da Câmara e deputado federal Rodrigo Maia, tomou posse nesta manhã como secretário de Projetos e Ações Estratégicas de São Paulo e já deixou claro que a privatização da empresa de saneamento deve ser uma das prioridades da sua gestão e que deve ser entreque até o final do governo de João Doria.
"Acho que é uma coisa simbólica organizar a privatização, a concessão, deixar isso organizado até o final da minha gestão". Ao comentar o tema, o novo secretário disse que ainda estuda a pasta, mas que 'a questão da privatização da Sabesp' já foi tratado com o vice-governador Rodrigo Garcia.
É verdade que de concreto pouco se tem ou se sabe sobre os planos do governo de São Paulo, mas as palavras foram suficientes para animar os investidores. As ações da estatal chegaram a disparar quase 15% após a fala de Maia.
Por volta das 12h15, o avanço era de 12,19%, aos R$ 36,99. No ano, a queda é de 16%. Além das questões envolvendo a privatização da companhia, o papel também sofre o impacto da crise hídrica que atinge o país. Acompanhe nossa cobertura completa de mercados.
Antes da sinalização de Maia nesta manhã, o entendimento do mercado era de que uma capitalização ou privatização estaria descartada até 2022. Em maio deste ano, o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado, Marcos Penido, havia reforçado que o foco da companhia é a universalização dos serviços
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