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FII DO MÊS

Quer se proteger da avalanche dos juros? Veja os melhores fundos imobiliários para investir em novembro

A trajetória de alta da Selic já estava precificada pelo setor, mas os FIIs contavam que o risco fiscal voltasse ao centro do radar e provocasse uma avalanche na curva de juros

Selo Melhores Fundos Imobiliários 2 | Fundo Imobiliário Bresco Logística BRCO11 FIIs Magazine Luiza Fundo Imobiliário
Confira os três fundos preferidos de cada corretora para o mêsImagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Depois de dois meses seguidos de queda, os fundos imobiliários começam outubro com boas perspectivas. Alpinistas experientes, os FIIs escalavam o gráfico de desempenho ponto a ponto e chegaram a subir mais de 1% na primeira metade do mês.

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Apesar de preocuparem, os ventos trazidos pela trajetória de alta da taxa Selic já estavam previstos e precificados pelo setor. Os FIIs só não contavam que o risco fiscal voltasse ao centro do radar e provocasse uma avalanche na curva de juros.

O furo no teto de gastos, aberto para acomodar despesas com o Auxílio Brasil, caiu como uma bomba para todos os ativos de renda variável. Quem apostava na resistência do ministro da Economia — um dos principais defensores desse pilar para a saúde fiscal do país — para conter a manobra, se decepcionou.

Depois de sucessivas derrotas para a ala política, Paulo Guedes se retirou da discussão e isentou-se de responsabilidade pelo formato do programa social. Com a “licença para gastar” aprovada pelo ministro, a PEC dos Precatórios, que vai sacramentar o drible na regra, caminha a passos largos no Congresso. O texto ganhou o primeiro dos dois sinais verdes necessários  na Câmara na semana passada; o segundo turno da votação deve ocorrer amanhã (9).

Ventania altera plano de voo do BC

O impacto da medida não foi sentido apenas pelos ativos alpinistas. O avião do Banco Central, que sobrevoa o Everest financeiro e acompanha os movimentos do mercado, também foi afetado pela tempestade.

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O presidente do órgão e comandante da aeronave, Roberto Campos Neto, havia reforçado que não alteraria o plano de voo a cada nova leva de dados econômicos. Em setembro, o Comitê de Política Monetária do BC (Copom) deixou contratada uma nova alta de 1 ponto percentual para a taxa básica de juros brasileira. 

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Mas, com a rota prejudicada pelos novos rumos fiscais, os dirigentes recalcularam o rumo da Selic. A taxa foi elevada em 1,50 ponto percentual, para 7,75% ao ano, e deve passar por mais uma alta semelhante na próxima reunião, encerrando o ano em 9,25%.

Com isso, o que caminhava para ser um mês de recuperação terminou com a terceira derrota seguida dos FIIs. O IFIX, índice que mede o comportamento dos fundos mais negociados na Bolsa, encerrou outubro com um recuo de 1,47% e acumula perdas de 6,78% em 2021.

Por que os FIIs sofrem com a alta da Selic?

Mas o que a pressão na curva de juros tem a ver com o desempenho dos fundos imobiliários? A resposta para essa pergunta passa por dois fatores principais.

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O primeiro é que alta nos juros aumenta também os retornos dos produtos de renda fixa. O cenário é um prato cheio para alimentar os investimentos mais conservadores. Títulos do Tesouro Direto atrelados à inflação, por exemplo, já pagam mais de 5,5% ao ano de juro real.

Na hora de calcular a rentabilidade e os riscos, os FIIs acabam em desvantagem e sua atratividade é reduzida. Além disso, os juros salgados também encarecem as construções e o crédito, incluindo os financiamentos de longo prazo - menos afetados que os de curto prazo, mas dos quais o setor imobiliário é muito dependente.

Há esperanças no setor

Quem tende a ver o copo sempre meio cheio pode encarar o momento como uma boa oportunidade para pagar barato por fundos de tijolo, especialmente afetados pelo redemoinho fiscal e político.

Para quem não gosta de arriscar nas quedas, porém, vale destacar que nem todos os FIIs sofrem com a alta dos juros. Na verdade, os fundos de papel, que investem em títulos de renda fixa relacionados ao mercado imobiliário, podem ser até beneficiados pela Selic crescente. 

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Isso porque sua rentabilidade está normalmente atrelada a indexadores que se alimentam desse cenário um tanto quanto caótico, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) e o Certificado de Depósito Interbancário (CDI). 

Um exemplo dessa classe de ativos são os recebíveis imobiliários (CRI), os únicos a escaparem da queda em outubro. Veja abaixo:

SegmentoRentabilidade em outubro
Recebíveis imobiliários0,94%
Shoppings/Varejo-0,84%
IFIX-1,47%
Híbridos-2,06%
Logístico/Industrial-2,47%
Fundos de fundos-2,94%
Outros-3,49%
Escritórios-4,86%
Fonte: Santander

Conheça os fundos imobiliários preferidos para novembro

O fundo de investimento favorito das corretoras em novembro também faz parte dessa classe de ativos: o VBI CRI (CVBI11). O FII recebeu novamente quatro recomendações — foi mantido nos top três de Ativa, Guide, Necton e Santander — e é, pela quarta vez consecutiva, ouro no pódio do Seu Dinheiro. 

Quem acompanhou a nossa indicação no mês passado viu o ativo ficar praticamente no zero a zero, com alta de 0,04%. Mas, apesar de tímido, o resultado ainda passa longe da queda de 1,47% do IFIX no período.

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Para a segunda posição foi preciso aumentar a produção de medalhas de prata, pois tivemos um empate entre cinco fundos: Devant Recebíveis Imobiliários (DEVA11), Kinea Índice de Preços (KNIP11) RBR Rendimento High Grade (RBRR11), TRX Real Estate (TRXF11) e Valora RE III (VGIR11), com duas recomendações cada.

Confira a seguir os três fundos preferidos de cada corretora entre os indicados nas suas respectivas carteiras recomendadas para novembro:

Veja também os fundos mais promissores para o restante de 2021. Confira no vídeo abaixo (e aproveite para seguir o canal do Seu Dinheiro no YouTube para receber mais conteúdos como esse):

VBI CRI (CVBI11) — esquiando na tempestade

Longe de se assustar com a avalanche dos juros, o campeão de novembro tirou os esquis do armário e surfa pela neve, desviando de obstáculos que costumam atrapalhar a vida de outros FIIs.

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O feito é possível graças às características centrais de seu portfólio: enquanto o avanço da Selic e o sopro do dragão inflacionário assustam muitos investidores, quem aposta no VBI CRI (CVBI11) pode lucrar com a alta dos preços e dos juros. 

O produto investe majoritariamente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Letras Hipotecárias (LH), Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras Imobiliárias Garantidas (LIGs), classes de ativos cujos rendimentos podem estar diretamente ligados à alta da inflação e das taxas de juros.

Para se ter uma ideia do impacto dos índices, 69% do portfólio do fundo é composto por títulos indexados ao IPCA e 31% por títulos ligados ao CDI. Com 35 ativos na carteira, a taxa média de alocação é: IPCA + 6,9% e CDI + 3,6%.

Com isso, desde que entrou em nossa seleção, a projeção de rendimentos do FII tem crescido mês a mês. Segundo os analistas do Santander, o dividend yield — indicador que mede o rendimento de um ativo a partir do pagamento de dividendos — previsto para os próximos 12 meses fica em torno dos 11,5%.

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O portfólio do fundo, que é considerado diversificado pelas corretoras, ganhou uma adição recentemente com a alocação de R$ 44,6 milhões no CRI Cash ME VIII, com taxa de IPCA+ 5,75% ao ano.

Agora, 90,3% do patrimônio líquido do VBI CRI está alocado em certificados de recebíveis imobiliários com rentabilidade média de 13,7% ao ano. Confira abaixo os percentuais de alocação por segmento:

  • Residencial (27%);
  • Logística (21%);
  • Loteamento (20%);
  • Shopping (14%);
  • Outros (12%);
  • Educacional (6%);

O Santander aponta que a concentração nos setores de Logística, Loteamento e Residencial, que respondem por 68% do total dos investimentos, é um fator de risco aos investidores, mas assegura que o produto segue uma política de crédito bem estruturada pela gestora.

O banco afirma que, com os recursos de sua sexta emissão de cotas (R$ 330 milhões), o fundo “poderá diversificar ainda mais a carteira de CRIs e aproveitar melhores oportunidades nas operações estruturadas”.

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A operação, aprovada em meados de setembro, será realizada com preço de subscrição por cota de R$ 101. Segundo o prospecto definitivo, os cotistas com Direito de Preferência poderão exercer a opção até amanhã (9). Para mais novidades, acompanhe a página de comunicados ao mercado do CVBI11.

Repercussão — entre mortos e feridos

Em mais um período com ganhos escassos para os FIIs, um dos destaques da seleção de outubro — o Valora RE III (VGIR11), segundo lugar no pódio do mês passado — liderou a ponta positiva da tabela, com alta de 2,90%.

Apesar da alta tímida em outubro, o VBI CRI, nosso campeão, também garantiu a sobrevivência em um mês no qual apenas seis dos indicados pelos analistas anotaram ganhos. Veja na tabela a seguir o desempenho de todos os fundos dos top 3 das corretoras em outubro:

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