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2021-09-14T11:08:11-03:00
Ricardo Gozzi
NO BTG MACRO DAY

Campos Neto: BC fará o que estiver ao alcance para levar inflação para a meta, mas sem alterar ‘plano de voo’ a cada novo dado

Comentário foi feito no BTG Pactual Macro Day 2021, último evento público da agenda do presidente do BC antes do período de silêncio prévio à próxima reunião do Copom

14 de setembro de 2021
10:55 - atualizado às 11:08
Roberto Campos Neto
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento da Câmara dos Deputados. - Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência

O Banco Central (BC) vai fazer tudo o que estiver a seu alcance para provocar uma convergência da inflação para dentro das metas estabelecidas pela autoridade monetária, mas não vai alterar sua estratégia ao sabor de cada novo indicador econômico.

O comentário foi feito na manhã desta terça-feira pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto, em sua participação no BTG Pactual Macro Day 2021.

Trata-se do último evento público da agenda do presidente do BC prévio ao período de silêncio que antecede a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 21 e 22 de setembro.

“Quando falamos em atingir a meta da inflação por um horizonte relevante, a gente quer dizer que vai levar a Selic aonde for, mas não vai alterar o plano de voo a cada número de alta frequência que saia”, declarou Campos Neto em apresentação preparada para o evento.

E dá-lhe inflação

Primeiro palestrante do evento, o presidente do BC observou ainda que o fenômeno inflacionário ocorrido globalmente na esteira da pandemia provocou uma ruptura menor na oferta, mas o impacto estrutural foi mais profundo. “A normalização do processo inflacionário no mundo será mais lenta do que se projetava anteriormente”, antecipou.

Segundo ele, porém, a autoridade monetária ainda tenta entender por que as expectativas de mercado para a inflação no Brasil são tão diferentes daquelas do Banco Central. Campos Neto também disse que a "inflação está em toda a parte", não só no Brasil, e chamou a atenção dos impactos de problemas climáticos sobre a inflação. “Estamos vendo isso com a crise hídrica e a estiagem”, pontuou.

Os comentários de Campos Neto ocorrem em meio ao primeiro ciclo de aperto monetário em anos no Brasil e também em um momento no qual o prêmio por risco dos contratos de juros futuros já está na casa dos dois dígitos.

O processo de aperto monetário foi iniciado em março deste ano, em uma tentativa de conter a pressão inflacionária. Na ocasião, a taxa Selic encontrava-se na mínima histórica de 2% ao ano. Desde então, a taxa básica de juro tem sido constantemente elevada e encontra-se 5,25% ao ano desde 5 de agosto. A expectativa é de que o aperto monetária continue pelos próximos meses antes de alcançar alguma estabilização.

Mais Campos Neto

O presidente do BC abriu sua apresentação de hoje mostrando dados comparando a queda no número de óbitos ao avanço da vacinação em diversos países, entre eles o Brasil.

Destacando que o mundo atravessa uma recuperação econômica irregular, Campos Neto disse acreditar que o Brasil tem a vantagem de, apesar das polêmicas surgidas em torno do tema, ser um país onde a rejeição às vacinas é baixa.

Depois da apresentação preparada, Campos Neto respondeu a perguntas feitas por Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual, mas em grande reiterou os argumentos de sua fala inicial.

Apresentado ao público pelo sócio-diretor do BTG Pactual André Esteves como "uma palavra de ponderação e racionalidade no debate atual", Campos Neto foi o primeiro palestrante do BTG Pactual Macro Day 2021, que terá ainda hoje a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do ex-presidente Michel Temer.

Ao apresentar Campos Neto, Esteves destacou o fato de este ser o primeiro presidente do BC independente. Segundo Esteves, a transição só pôde ser concluída “graças à credibilidade de Roberto Campos Neto”.

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