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FECHAMENTO

Ibovespa deixa tensão em Brasília e em NY para trás e avança forte; dólar fica estável

Mesmo com exterior negativo, mercado financeiro brasileiro repercutiu de forma positiva a reforma ministerial que deu mais poder ao Centrão e investidores aproveitaram para ir atrás dos setores descontados

contramão bolsa mercados Ibovespa
Imagem: shutterstock

O dia nem bem amanheceu e todos já se preparavam para uma terça-feira (30) que certamente seria vermelha. O cardápio da aversão ao risco estava servido: nova alta do rendimento dos títulos públicos americanos, queda nos preços do petróleo, Wall Street em queda, pandemia descontrolada, uma reforma ministerial que estava fora do radar dos investidores e uma debandada dos oficiais que comandam as Forças Armadas. 

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Mas, nos últimos tempos, o mercado financeiro brasileiro tem se superado em subverter as expectativas. Hoje não foi diferente. Enquanto no exterior as bolsas americanas terminaram o dia em queda e a tensão seguiu fechando o tempo em Brasília, o Ibovespa foi na contramão de tudo e teve um dia tranquilo, ainda que o começo das negociações tenha sido marcado por uma intensa volatilidade. 

O principal índice da bolsa brasileira encerrou o dia em alta de 1,24%, aos 116.849 pontos, maior patamar desde o dia 15 de março.  

O dólar à vista, chegou a ultrapassar a marca dos R$ 5,80 no pior momento do dia - em meio a falas do ministro Paulo Guedes sobre a possibilidade de alguns gastos com a pandemia ficarem de fora do teto de gastos -, mas também acabou cedendo, levemente, com um recuo de 0,08%, a R$ 5,7615

A razão para esse alívio observado durante a tarde pode ser explicado pelo fato de que o mercado financeiro tem procurado enxergar os pontos positivos das movimentações em Brasília. Bruno Madruga, sócio da Monte Bravo Investimentos, afirma que o ganho de espaço do Centrão dentro do governo, após as mudanças ministeriais, pode até desagradar os militares, mas, para os investidores, indica uma maior abertura para que as reformas e outras pautas prioritárias sejam encaminhadas. 

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Com a percepção de que menos atritos devem chegar de Brasília, os investidores também focam na aceleração do ritmo de vacinação no país. Ainda que o número de doses seja incerto, o país tem acelerado o ritmo de imunização, o que faz os investidores anteciparem uma recuperação melhor do que o esperado - leitura que foi reforçada após a divulgação do Caged de fevereiro.

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Até o momento, foram mais de 21,6 milhões de doses aplicadas - quase 8% da população recebeu a primeira dose e 2,32% completou as duas aplicações necessárias.

Depois da pressão inicial no começo do dia, o mercado de juros futuros também passou por um alívio diante de uma perspectiva de alívio político e de sinalizações de que as “distorções” encontradas no texto do Orçamento de 2021 serão discutidas. Além disso, o IGP-M abaixo do esperado, embora ainda bem elevado, animou os investidores - conhecido como a inflação do aluguel, o indicador subiu para 2,94%

A fala do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em evento, acelerou o movimento. Campos Neto disse que um ajuste na Selic "mais forte e rápido" pode levar a alta total a ser menor do que a esperada. Confira as taxas de fechamento de hoje:

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  • Janeiro/2022: de 4,76% para 4,65%
  • Janeiro/2023: de 6,56% para 6,42%
  • Janeiro/2025: de 8,26% para 8,07%
  • Janeiro/2027: de 8,77% para 8,69%

Inesperado, porém bem recebido

Após um dia marcado pelo pedido de demissão de dois ministros, o governo Bolsonaro confirmou na noite de ontem uma reforma ministerial que mexeu com seis pastas. As mudanças envolvem a Casa Civil da Presidência da República, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o Ministério das Relações Exteriores, a Secretaria de Governo, o Ministério da Defesa e a Advocacia-Geral da União (AGU).

Hoje, mais surpresas. Descontentes com o crescimento da importância do Centrão dentro do governo, os três comandantes das Forças Armadas pediram demissão - Edson Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Moretti Bermudez (Aeronáutica).

As mudanças mostram que o clima em Brasília está longe de ser de paz, mas o aumento da base política do Executivo agrada os mercados. A leitura é de que, com o Centrão mais forte, as reformas e pautas prioritárias voltam ao destaque. A saída de Ernesto Araújo do Itamaraty também é vista como um facilitador para que o Brasil consiga negociar novas doses de vacinas contra a covid-19 e insumos para a produção. 

Ligando os motores? 

A melhora da bolsa brasileira coincide também com a divulgação de dados melhores do que o esperado do mercado de trabalho. Segundo o Caged, o país criou 401.639 vagas de trabalho em março, superando o teto das estimativas dos analistas ouvidos pela Broadcast. A projeção era de 283.936 vagas.

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Alexandre Espírito Santo, economista-chefe da Órama Investimentos e professor de economia da IBMEC-RJ, afirma que o número foi essencial para animar o mercado hoje, já que, aliado a uma vacinação mais rápida, pode significar uma recuperação da economia e um controle da pandemia no médio prazo. 

O elefante na sala

No radar das incertezas, as preocupações com o texto do Orçamento 2021, aprovado com quatro meses de atraso, persistiram. A pauta deve ser auditada pelo Tribunal de Contas da União, mas o mercado segue incomodado com a “festa de emendas”, e a possibilidade de pedaladas fiscais nas despesas obrigatórias causa desconforto até mesmo entre membros da equipe econômica.

Hoje, tanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, quanto o secretário do Tesouro, Bruno Funchal, falaram sobre o assunto e afirmaram que é preciso alterar o texto para que ele de fato se torne viável. 

No vermelho

No exterior, as bolsas asiáticas fecharam em alta, com a perspectiva de uma recuperação global, apesar das dificuldades enfrentadas por um fundo de investimento dos EUA, que atingiu grandes bancos no pregão de ontem. Os incentivos fiscais, com o pacote trilionário norte-americano, o avanço da vacinação e sinalizações sobre o pacote de infraestrutura, que deve ser anunciado amanhã, deram tom positivo às bolsas do continente e impulsionaram os negócios na Europa. 

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No entanto, nos Estados Unidos o dia foi de recuo, na esteira da alta das perspectivas de inflação e de um movimento desordenado dos juros futuros. Ao fim do dia, o Nasdaq recuou 0,11%, o S&P 500 caiu 0,32% e o Dow Jones teve queda de 0,31%. 

Sobe e desce

Com uma visão um pouco mais otimista sobre o desenrolar da pandemia no exterior e o crescimento do ritmo de vacinação no Brasil, as empresas do setor de consumo e turismo, muito descontadas, aproveitam o momento para recuperar parte das perdas. As construtoras pegaram carona também no alívio dos juros futuros. Confira mais detalhes dos destaques de hoje nesta matéria.

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
EMBR3Embraer ONR$ 14,349,30%
GOLL4Gol PNR$ 22,358,65%
AZUL4Azul PNR$ 39,167,35%
EZTC3EZTEC ONR$ 32,236,55%
MRVE3MRV ONR$ 18,436,41%

Com a mudança de cenário no ambiente de negócios brasileiro, as maiores quedas ficaram por conta das empresas de commodities, que têm se favorecido do câmbio pressionado e das altas dos preços no mercado internacional. Ainda que o Canal de Suez já tenha sido liberado, essas empresas devem ser prejudicadas pelo atraso no abastecimento e normalização do comércio global. Confira as maiores quedas do dia:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
SUZB3Suzano ONR$ 70,80-3,07%
PRIO3PetroRio ONR$ 92,21-2,32%
KLBN11Klabin unitsR$ 28,31-1,12%
BEEF3Minerva ONR$ 10,38-0,86%
VALE3Vale ONR$ 97,18-0,82%
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