Nova York e Petrobras patinam, e Ibovespa fecha o dia em queda; dólar volta a subir
O Ibovespa teve mais um dia de alta volatilidade, mas desta vez a influência negativa veio de fora

Em tempos de economia vacilante e incertezas como a variante delta no ar, cada novo dado econômico é analisado por todos os lados possíveis. Nos últimos meses, com os países se recuperando de forma desigual, não foi raro ver uma reação positiva dos investidores a um número que, num primeiro momento, parecia negativo e vice-versa.
Essa tendência se acelerou com a sinalização mais efetiva do Federal Reserve, o banco central americano, para a possível retirada de estímulos monetários ainda em 2021. Como o mercado vive de antecipar os próximos passos, cada interpretação importa.
E foi assim que os dados da inflação americana trouxeram volatilidade ao mercado nesta terça-feira (14). O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) desacelerou a alta ao menor nível dos últimos seis meses, surpreendendo o mercado ao subir apenas 0,3% em agosto ante julho. O núcleo do CPI, avançou 0,1% na comparação mensal.
Em um primeiro momento, a reação das bolsas em Wall Street foi positiva, indicando que talvez o Fed não precise diminuir o ritmo da sua compra de ativos ainda este ano. O sentimento contagiou também o Ibovespa — que por algum tempo conseguiu ignorar a tensão em torno dos papéis da Petrobras —, mas não se sustentou. Logo os investidores começaram a entender que a inflação mais baixa é sinal de que o impacto da variante delta, já sentido no mercado de trabalho, também começa a ser sentido em outros pontos da economia.
Com Nova York no vermelho, o Ibovespa teve pouca força para lutar contra a corrente e fechou o dia em queda de 0,19%, aos 116.180 pontos. O dólar à vista avançou 0,65%, a R$ 5,2573.
Tirando os ruídos em torno da Petrobras, que tiveram o seu ápice com a participação do presidente da estatal em comissão no Congresso, Brasília segue mostrando que os Três Poderes buscam uma convivência mais harmoniosa. Assim, os juros futuros tiveram mais um dia de queda, principalmente após novas falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ajudarem os investidores a calibrar as expectativas para a próxima reunião do Copom.
Leia Também
Ambev (ABEV3) desbanca gigantes como a ação mais negociada da B3 por um grupo de investidores; descubra qual
No noticiário corporativo, a Weg anunciou uma aquisição para ampliar sua presença no mercado de transformadores, e a Camil adquiriu a tradicional marca de café Seleto.
Calma lá, pessoal
Com a inflação local salgada e a crise política aquecida, cada vez mais o mercado financeiro revisa para cima suas projeções de inflação e Selic para 2021 e 2022.
Em participação em evento nesta terça, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, aproveitou para sinalizar o porquê de achar a prática um exagero.
Ele acredita que, à medida que o país retomar a trajetória de equilíbrio fiscal, os prêmios de risco serão reduzidos e disse que o Copom não deve reagir a cada novo dado divulgado, já que o "plano de voo" da instituição é de longo prazo.
Com as falas de Campos Neto, os juros futuros com vencimentos mais curtos fecharam em queda. Veja como ficaram os principais vencimentos:
- Janeiro/22: de 7,04% para 7,01%
- Janeiro/23: de 8,95% para 8,86%
- Janeiro/25: de 10,06% para 10,04%
- Janeiro/27: de 10,46% para 10,47%
Reciclando polêmicas
A Petrobras foi uma pedra no sapato do Ibovespa nesta tarde, mas desta vez a culpa não foi do presidente Jair Bolsonaro.
Ontem (13), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), criticou a política de preços da companhia, o que fez os papéis da empresa recuarem mesmo com o avanço do petróleo no mercado internacional. O mercado acompanhou atentamente a participação do presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna, em audiência no Congresso.
O CEO da Petrobras reafirmou o compromisso com a política de preços vigentes e disse que a companhia tem uma "forte governança, evitando qualquer desvio de foco". Embora os papéis da petroleira tenham fechado o dia longe das mínimas, a queda foi de mais de 1%.
Sobe e desce do Ibovespa
Em movimento de correção após as quedas recentes e o desdobramento das ações na proporção de um para seis, as ações da Méliuz brilharam nesta terça-feira. Confira as maiores altas do dia:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| CASH3 | Meliuz ON | R$ 7,70 | 15,10% |
| LWSA3 | Locaweb ON | R$ 25,27 | 7,99% |
| CSAN3 | Cosan ON | R$ 23,57 | 4,20% |
| PETZ3 | Petz ON | R$ 26,99 | 3,85% |
| ENEV3 | Eneva ON | R$ 16,97 | 3,67% |
Confira também as maiores quedas:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VAR |
| BRFS3 | BRF ON | R$ 23,86 | -3,01% |
| CVCB3 | CVC ON | R$ 21,61 | -2,70% |
| DXCO3 | Dexco ON | R$ 18,70 | -2,60% |
| EMBR3 | Embraer ON | R$ 21,34 | -2,42% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 17,04 | -2,29% |
RECOMENDAÇÃO NEUTRA
UBS BB passa a tesoura no preço-alvo de Santander (SANB11) e desiste da recomendação de olho em OPA; o que aconteceu?
24 de agosto de 2026 - 15:22DESTAQUES DA BOLSA
Casamento à vista? Yduqs (YDUQ3) dispara 12% após confirmar conversas com dona da Afya (AFYA) para combinação de negócios
24 de agosto de 2026 - 11:27EM MEIO A UM "VALE DE DESEMPENHO"
Após o ‘maior erro de sua história’, Squadra coloca Meli (MELI34) e Nubank (ROXO34) entre as maiores apostas e vê oportunidades ignoradas pelo mercado
24 de agosto de 2026 - 11:07CARTEIRA SEMANAL
Quer ganhar do Ibovespa? Terra aposta em WEG (WEGE3), MBRF (MBRF3) e mais 3 ações nesta semana
23 de agosto de 2026 - 15:30SOB PRESSÃO
TRXF11 está dando um passo maior que a perna? CEO responde, mas mercado não compra e cota cai mais de 9% nesta semana
22 de agosto de 2026 - 14:33SOBE E DESCE
Ibovespa engata 3ª semana de sangria, e Hapvida (HAPV3) despenca de novo; veja quais ações sobreviveram
22 de agosto de 2026 - 12:11PIOR DO RANKING
Do topo ao poço da América Latina: Ibovespa perde o encanto e entra na lanterna dos gringos
21 de agosto de 2026 - 19:33ADEUS, ESTRANGEIRO
UBS vê exagero no medo dos juros nos EUA, mas alerta: Brasil está entre os mercados mais vulneráveis
21 de agosto de 2026 - 18:31BOTA CASACO, TIRA CASACO
Hapvida (HAPV3) convence ANS e consegue derrubar trava sobre reajustes — mas agência ficará de olho
21 de agosto de 2026 - 18:02AÇÕES PARA COMPRAR AGORA
As melhores oportunidades desde a crise Dilma: após a bolsa perder o equivalente a uma Vale (VALE3), gestor revela onde investir
21 de agosto de 2026 - 17:17Conteúdo BTG Pactual
FI-Infra: Conheça classe de ativos e saiba se vale a pena investir agora
21 de agosto de 2026 - 16:00TOUROS E URSOS #284
Até os gênios da Faria Lima desistiram? Por que a crise dos multimercados não é o fim da indústria
20 de agosto de 2026 - 19:02CORRIDA DO OURO
Novo tesouro? Quem é a desconhecida Amapá Minerals, mineradora de ouro que conquistou o BTG Pactual e pode saltar 62%
20 de agosto de 2026 - 18:01PENTE-FINO
Hapvida (HAPV3) ganha novo problema: ANS barra estratégia que coloca 950 mil clientes na mira e ações caem mais de 7%
20 de agosto de 2026 - 17:35DISPARADA NAS ÚLTIMAS HORAS
O que fez o bitcoin disparar 20% e voltar aos US$ 72 mil? Três fatores explicam a arrancada
20 de agosto de 2026 - 10:40CONTEÚDO BTG PACTUAL
Um novo jeito de investir na Amazônia: Conheça o AMAB11, ETF do BTG Pactual
20 de agosto de 2026 - 9:30ANALISTAS RECOMENDAM A COMPRA
Embraer (EMBJ3), Sabesp (SBSP3) e Rede D’Or (RDOR3) têm gatilho em comum para o BTG e a XP; entenda por que investir
19 de agosto de 2026 - 18:12DO PICO AO PISO
A pior semana para a bolsa brasileira em 18 anos: você deve seguir a fuga de R$ 12,6 bilhões dos estrangeiros?
19 de agosto de 2026 - 14:28PECHINCHA OU VALOR?
“Não é agora”: gestor da AlphaKey manda recado sobre Magazine Luiza (MGLU3) e revela o que procura na bolsa
18 de agosto de 2026 - 19:15POR TRÁS DA DISPARADA