Braskem dispara 10% e lidera altas do Ibovespa com proximidade de acordo com governo mexicano
O acordo deve permitir a retomada integral do funcionamento da Braskem Idesa

Em dia de grande instabilidade para a bolsa brasileira, a petroquímica Braskem se firmou como o melhor desempenho do Ibovespa no pregão desta quarta-feira (24).
As ações da companhia (BRKM5) fecharam em alta de 10,14%, aos R$ 33,14. O movimento acontece após a Bloomberg noticiar que a empresa está próxima de fechar um acordo com o governo mexicano para o fornecimento de gás natural para a Braskem Idesa SAPI.
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Em dezembro, o governo mexicano e a Braskem entraram em uma briga de preços e pedidos de revisão de contratos com a Pemex, controlada pelo governo mexicano, e que hoje tem um acordo de 20 anos para o fornecimento de etano (66 mil barris por dia), o que permite a produção de 1,05 milhão de toneladas de polietileno por ano.
O México havia paralisado a entrega do gás natural, principal insumo para a produção, e desde então a renovação do contrato tem sido motivo de entraves entre a companhia e a estatal Petróleos Mexicanos, guiados principalmente pelos interesses do presidente Andrés Manuel López Obrador.
Em janeiro, a companhia havia retomado parcialmente as suas operações. Mas as notícias positivas não param por aí. O papel também se beneficia de uma elevação de recomendação feita pelo JP Morgan.
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A recomendação passou de neutro para "overweight" (acima da média do mercado, o equivalente a compra), com um preço-alvo que indica um potencial de alta superior a 24% (R$ 37,50). Essa foi a primeira vez que o banco americano revisou a recomendação para a companhia desde o início da cobertura, em agosto de 2019.
"A hora chegou"
Em relatório assinado pelos analistas Ricardo Rezende, Rodolfo Angele e Lucas F. Yang, o JP Morgan cita alguns dos gatilhos que levaram o banco a elevar a recomendação para a companhia.
O primeiro deles é o fato de as margens do setor terem se mantido resilientes por mais tempo do que o esperado. Em seguida, temos o acordo da Braskem com o governo de Alagoas, um processo que se arrastou por anos e que, no final, acabará resultando em uma economia de R$ 3 bilhões para a companhia.
O banco também não vê a crise que atingiu a Petrobras nos últimos dias como um fator de risco para a Braskem, já que o contrato para comercialização de Nafta foi fechado no ano anterior. Além disso, a posição atual do processo de venda da fatia da Odebrecht na companhia é muito mais relevante do que o da estatal, já que se trata do acionista controlador.
O JP também colocou a retomada da planta mexicana na conta, já contabilizando uma pausa total no primeiro trimestre, enquanto a produção se manteve crescente nos últimos meses, em caráter experimental. "Agora, projetamos uma utilização de 60% da planta mexicana em 2021, contra 54% projetado anteriormente".
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