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Para analistas, empresa tem tudo para manter os resultados em patamares altos, justificando valor de mercado
Existem atualmente no mercado empresas boas e ótimas. E existe a Weg.
É com esta frase que o Bank of America (BofA) inicia a análise dos resultados da fabricante de equipamentos industriais no terceiro trimestre. Não é para menos, afinal, ela superou (e muito) as expectativas do mercado para o período.
Após ter um aumento de 54% do lucro líquido em relação ao mesmo período de 2019, em meio à pandemia de covid-19, os analistas Murilo Freiberger e Gustavo Tasso decidiram elevar o preço-alvo das ações de R$ 75,00 para R$ 90,00, reiterando a recomendação de compra, ao avaliar que a companhia ainda tem gás para apresentar resultados como os vistos no trimestre passado.
Por volta das 12h50, as ações da Weg subiam 2,95%, a R$ 80,71. Acompanhe a cobertura de mercados do Seu Dinheiro.
Para eles, a Weg está aproveitando a combinação de exposição ao mercado de energia solar, que registra forte avanço, a retomada do mercado de bens de capital no País e uma execução espetacular da estratégia operacional, capturando a demanda reprimida.
Os analistas destacaram que a receita apresentou uma taxa de crescimento composta anual (CAGR, em inglês) de quase 15% nesta década, mesmo com a economia contraindo 4% por dois anos consecutivos.
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“Para nós, esta impressionante conquista destaca a execução sem paralelo [da estratégia] da Weg e a força de seus produtos premium”, diz trecho do relatório.
O fato de as ações estarem em patamares elevados – 71 vezes a relação entre o preço das ações e o lucro para 2021, acima da média de 28 vezes vista nos últimos cinco anos – não é um motivo para se adotar uma postura negativa em relação aos papéis da Weg, na opinião dos analistas do BofA.
“Nós acreditamos que esta avaliação é justificável pela exposição às tendências disruptivas [do mercado de bens de capital], a primorosa execução [da estratégia], escassez de valor e o bom momento dos resultados”, diz trecho do relatório.
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