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A companhia afirma se manter certa de seus direitos e diz que tomará todas as medidas cabíves para manter o acordo inicial válido
Se depender da Ser Educacional, a briga pelos ativos da Laureate Brasil está longe de um fim.
Em fato relevante divulgado nesta quarta-feira (28), a companhia informou que a decisão liminar de primeira instância que mantinha o acordo inicial entre a Ser e a Laureate válido, obtida no último dia 21, foi revogada. No entanto, a companhia pediu a instauração de um procedimento arbitral para apurar a questão, já que acredita na validade dos termos iniciais do acordo.
No documento, a companhia afirma que se mantém "certa de seus direitos e tomará todas as medidas cabíveis para garantir o efetivo cumprimento" do acordo firmado entre as duas companhias.
Em setembro, a Ser Educacional anunciou a aquisição dos ativos do grupo Laureate no Brasil. A proposta, avaliada em cerca de R$ 3,8 bilhões, envolvia a troca de ações e parte de pagamento em dinheiro. O acordo previa que a Laureate poderia receber novas propostas até o dia 13 de outubro.
No último dia 21, a Laureate anunciou que rescindiria o acordo com a Ser e aceitaria a proposta da Ânima, que ofereceu cerca de R$ 500 milhões a mais.
Porém, para a Ser Educacional, houve divergências no cumprimento do exercício de direito da Laureate em procurar outras propostas e, por conta disso, entrou com um pedido de tutela cautelar na Justiça para manter o acordo de compra dos ativos.
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Segundo o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, a Ser afirmou que a proposta feita pela Ânima não cumpria exigências postas em contrato, incluindo a declaração das fontes dos recursos utilizados para financiar a transação. A decisão inicial foi favóravel à empresa brasileira e o acordo seguiu valendo.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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