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A empresa tem se beneficiado do aumento no consumo de móveis e materiais de construção; conforme a direção da empresa havia previsto, a produção terminará 2020 acima dos níveis de 2019
Com a recuperação da demanda por móveis e materiais de construção, a Duratex (dona de marcas como Deca, Hidra, Durafloor, entre outros) apresentou lucro líquido de R$ 123,939 milhões no terceiro trimestre de 2020, aumento de 347,2% ante os R$ 27,715 milhões anotados no mesmo período de 2019.
Já o lucro líquido recorrente (que desconsidera efeitos de reestruturações fabris e venda de ativos, entre outros eventos considerados não recorrentes) foi a R$ 175,719 milhões, expansão de R$ 30,472 milhões na mesma base de comparação.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 391,085 milhões, crescimento de 58,5%. A margem Ebitda cresceu 3,1 pontos porcentuais, para 22,0%. O Ebitda ajustado e recorrente foi a R$ 433,787 milhões, alta de 82,3%. A margem cresceu 6,2 pontos, para 24,4%.
A receita operacional líquida totalizou R$ 1,778 bilhão, avanço de 35,9%. O resultado financeiro gerou uma despesa de R$ 32,941 milhões, queda de 41,9%.
O salto nos resultados da Duratex ocorreu por uma combinação de fatores positivos, sendo o principal deles o crescimento na expedição de painéis de madeiras (38,5%), revestimentos cerâmicos (46,7%) e Deca, de louças e metais sanitários (25,3%), o que elevou o faturamento no período.
Conforme a direção da empresa havia previsto por volta da metade do ano, a produção terminará 2020 acima dos níveis de 2019, graças ao avanço na demanda tanto no varejo quanto no atacado.
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A empresa tem se beneficiado do aumento no consumo de móveis e materiais de construção, já que as pessoas têm ficado mais tempo em casa, e novos canteiros de obras estão sendo abertos.
O balanço do terceiro trimestre deste ano também contabilizou na íntegra os resultados da Cecrisa, unidade industrial adquirida pela Duratex e que teve apenas os resultados de agosto e setembro apurados no balanço do trimestre no ano passado.
Além disso, a companhia avançou nas medidas de melhoria das plantas industriais para ganho de escala, diluição de custos e aumento de eficiência, o que aumentou as margens; e diminuiu suas despesas com pagamentos de juros, o que aparece na melhora do resultado financeiro.
Por outro lado, o custo dos produtos vendidos subiu 28,8%, para R$ 1,069 bilhão, influenciado pela desvalorização do real, já que muitos insumos como metais e resinas são importados.
O fluxo de caixa livre alcançou R$ 311,2 milhões, expansão de 34,8%. A companhia recebeu o pagamento de muitos clientes que haviam pedido prorrogação de prazos no trimestre anterior, em meio à quarentena.
A Duratex fechou o trimestre com R$ 1,559 bilhão em caixa, alta de 49% em um ano. A dívida líquida foi para R$ 1,885 bilhão, queda de 12,7%. E a alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e patrimônio líquido) recuou de 45,3% para 38,6%.
A companhia informou ainda que, diante da situação considerada saudável de liquidez, está buscando realizar o pré-pagamento de parte das dívidas captadas no início da crise, tendo já pré-pago o montante de R$ 350 milhões no trimestre.
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