Ex-CEO da Boeing recebe US$ 62 milhões por demissão, enquanto quase 3 mil trabalhadores ficam sem nada
Executivo levou para casa uma quantia milionária relativas a ações da Boeing, pagamentos de pensões e outras contribuições diferidas

As polêmicas envolvendo a crise na gigante de aeronaves Boeing estão longe de acabar. A mais recente delas envolve o recém-demitido CEO da companhia.
Dennis Muilenburg, deposto da Boeing no final de dezembro, deixou a empresa com nada menos do que US$ 62 milhões em pagamentos. Os dados foram divulgados em documento na Comissão de Valores Mobiliários dos EUA.
O curioso é que o anúncio dessa quantia veio acompanhado, no mesmo dia, da informação de que a Boeing demitiu 2.800 trabalhadores em função do desastre do modelo 737 MAX.
Corda no pescoço?
Muilenburg perdeu seu cargo de CEO depois da estratégia mais do que questionável para lidar com os dois acidentes fatais da Boeing pelo 737 Max, que mataram 346 pessoas.
Mas, apesar de retirar US$ 15 milhões em bônus, indenizações e outros incentivos, o executivo acabou levando para casa uma quantia milionária relativas a ações da Boeing, pagamentos de pensões e outras contribuições diferidas.
Enquanto isso, os trabalhadores do setor de suprimentos da Boeing foram derrotados na Justiça, ficando sem qualquer tipo de compensação.
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As demissões destoam do posicionamento inicial da Boeing. Quando congelou a linha de produção do 737 Max, a empresa prometeu não demitir nenhum de seus empregados. Entretanto, a cadeia de produção de uma aeronave é muito maior do que a própria Boeing, e a Spirit AeroSystems, fabricante do Kansas, que obtém mais da metade de sua receita com o 737 MAX, anunciou demissões em uma de suas instalações.
A produção congelada do 737 MAX se mostrou devastadora para fornecedores como a Spirit, que ainda planeja demitir um número não especificado de trabalhadores em duas fábricas em Oklahoma, e também pode precisar demitir mais trabalhadores em sua base de Wichita.
*Com informações da Business Insider.
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