Embraer diz que Boeing “fabricou falsas alegações” para desistir de acordo
Para a Embraer, alegações da Boeing para cancelar associação foram pretexto para evitar o pagamento de US$ 4,2 bilhões previsto no acordo entre as fabricantes de aeronaves

A Embraer partiu para o ataque contra a Boeing após a empresa norte-americana desistir da associação (joint venture) entre as fabricantes de aeronaves.
Para a companhia brasileira, a Boeing rescindiu indevidamente o Acordo Global da Operação (MTA).
Em comunicado, a Embraer informou que a Boeing “fabricou falsas alegações como pretexto para tentar evitar seus compromissos de fechar a transação”. O negócio previa o pagamento de US$ 4,2 bilhões por parte da empresa americana.
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A Boeing teria adotado um “padrão sistemático de atraso e violações repetidas ao MTA, devido à falta de vontade em concluir a transação, sua condição financeira, ao 737 MAX e outros problemas comerciais e de reputação”.
Pouco depois do acordo com a Embraer, a Boeing entrou em uma crise gravíssima em razão dos problemas de seu jato 737 Max.
A situação piorou ainda mais recentemente diante da crise do coronavírus, que derrubou a demanda global por transporte aéreo.
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[captacao]
“A empresa buscará todas as medidas cabíveis contra a Boeing pelos danos sofridos como resultado do cancelamento indevido e da violação do MTA”, acrescentou a Embraer, no comunicado.
O prazo para um acordo entre as empresas acabou ontem, mas poderia ser prorrogado. “A Boeing exerceu seu direito de rescisão depois que a Embraer não satisfez as condições necessárias”, informou a companhia norte-americana.
O negócio previa a criação de uma duas parcerias estratégicas, uma na área de aviação comercial da Embraer e outra para desenvolver novos mercados para as aeronaves C-390 Millennium de transporte aéreo e mobilidade aérea.
Com os rumores de que o negócio não seria concretizado, as ações da Embraer (EMBR3) fecharam em forte queda de 10,68% na B3 no pregão de ontem.
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