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Banco encerrou 683 agências entre janeiro e setembro e encerrou o terceiro trimestre com uma rede de 3.795 agências e 5.384 pontos de atendimento
Com a tesoura afiada, o Bradesco vem promovendo um amplo programa de corte de custos, cujo lado mais visível é o fechamento de agências e prédios administrativos e redução de pessoal.
“As despesas de uma corporação como o Bradesco são muito elevadas, então precisamos fazer um ajuste para ter um custo de servir adequado para o cliente”, disse o presidente do banco, Octavio de Lazari Jr.
Dentro desse programa, o Bradesco planeja fechar ou converter em unidades de negócio 1.100 agências neste ano. Desse total, 683 já foram encerradas entre janeiro e setembro. Com isso, o banco encerrou o terceiro trimestre com uma rede de 3.795 agências e 5.384 pontos de atendimento.
O banco também aproveitou a pandemia, quando colocou praticamente todos os funcionários em home office, para fechar prédios administrativos. Em Curitiba, dos 11 edifícios herdados com a compra do HSBC, 9 foram desativados.
O processo de fechamento de agências continuará ao longo de 2021, mas em um ritmo menor do que neste ano, afirmou o presidente do Bradesco, em teleconferência com a imprensa para comentar o balanço do terceiro trimestre.
O Bradesco também reduzirá o quadro de funcionários, mas Lazari não falou em demissões. “O banco tem um turnover (saída) de 7 mil pessoas por ano, então é só não admitirmos que o ajuste é natural”, disse.
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Para arcar com os custos relacionados aos cortes, o banco fez uma provisão de quase R$ 500 milhões no balanço do terceiro trimestre.
O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 5,031 bilhões entre julho e setembro. Trata-se de uma queda de 23,1% em relação ao mesmo período de 2019, mas representa um avanço de 29,9% no trimestre.
A redução das despesas contribuiu para que o lucro ficasse acima do esperado pelo mercado. Essa tendência deve continuar nos próximos balanços. “Os custos do banco certamente vão cair em termos nominais em 2020 e 2021”, disse Lazari.
A rentabilidade do Bradesco também subiu no trimestre e ficou em 15,2%. A expectativa de Lazari é que os níveis de retorno continuem melhorando e voltem aos níveis de 2019 no ano que vem.
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