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O IPO da empresa de tratamento de resíduos pode movimentar até R$ 1,270 bilhão se as ações forem vendidas no teto da faixa indicativa, que varia de R$ 18,75 a R$ 24,75
Com a relativa melhora dos mercados desde o mês passado, algumas empresas voltaram a testar as águas do mercado de capitais. Uma delas é a Ambipar Participações, que atua na área de tratamento de resíduos e de acidentes com produtos químicos e poluentes.
A empresa contratou os bancos Bradesco BBI, Bank of America e BTG Pactual para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na B3.
A operação pode movimentar até R$ 1,270 bilhão se as ações forem vendidas no teto da faixa indicativa, que varia de R$ 18,75 a R$ 24,75.
A maior parte do dinheiro vai para o caixa da Ambipar, que venderá novas ações em uma oferta primária. Mas pelo menos R$ 150 milhões já têm destino certo: o pagamento de uma dívida que a empresa contraiu com o Bradesco, que também é o coordenador-líder do IPO.
A Ambipar pegou o empréstimo com o banco no mês passado, em uma operação de capital de giro com vencimento em cinco anos. O custo da linha é salgado e equivale ao CDI mais 5,10003% ao ano.
A companhia diz que tomou essa linha para reforçar o caixa em meio à pandemia do coronavírus. Após o empréstimo, a Ambipar encerrou maio com R$ 210,8 milhões disponíveis.
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A empresa também pretende usar o dinheiro captado dos novos sócios na bolsa para aquisições e expansão orgânica.
A Ambipar foi fundada em 1995 pelo empresário Tercio Borlenghi Junior, que seguirá no controle da companhia após a oferta.
Em 2019, a receita líquida da companhia foi de R$ 484 milhões, alta de 26% em relação ao ano anterior. Na mesma base de comparação, o lucro líquido caiu 6%, para R$ 34 milhões.
O período de reserva para o IPO da Ambipar vai até o dia 8 de julho e a definição do preço por ação acontece no dia seguinte. Se tudo correr bem, as ações da empresa estreiam no Novo Mercado da B3 no dia 13 de julho, com o código “AMBP3”.
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