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Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Incorporadora

Ações da Moura Dubeux quebram escrita dos IPOs e estreiam em forte queda na B3

Incorporadora vai usar dinheiro do IPO para pagar dívidas com Banco do Brasil, Bradesco BBI e Caixa Econômica, que também foram coordenadores da oferta

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
13 de fevereiro de 2020
14:11 - atualizado às 9:30
Representantes da Moura Dubeux, durante o toque de campainha que marca o início da oferta pública de ações
Representantes da Moura Dubeux, durante o toque de campainha que marca o início da oferta pública de ações - Imagem: Cauê Diniz

As ações da incorporadora Moura Dubeux quebraram a escrita das duas primeiras estreantes da bolsa neste ano – Mitre e Locaweb – e são negociadas em queda no primeiro de negócios no pregão da B3.

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No início da tarde de hoje, os papéis (MDNE3) recuavam 4,74%, cotados a R$ 18,10. Confira também a nossa cobertura de mercados hoje.

Os principais executivos e acionistas da Moura Dubeux celebraram na manhã de hoje a estreia das ações da companhia no pregão da B3 após a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês).

Mas quem tem mais a comemorar, pelo menos em um primeiro momento, são os bancos coordenadores da oferta, que pode movimentar até R$ 1,25 bilhão.

O preço por ação da companhia foi definido em R$ 19, no centro da faixa indicativa, que ia de R$ 17 a R$ 21 por papel.

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Os recursos captados no IPO vão integralmente para o caixa da Moura Dubeux. Mas a maior parte desse dinheiro não ficará lá por muito tempo.

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A empresa pretende usar 90% do valor para abater dívidas com três dos bancos que coordenaram a oferta: Banco do Brasil, Bradesco BBI e Caixa Econômica Federal. Além deles, Itaú BBA e Credit Suisse participaram da operação.

A situação da empresa parece longe de inspirar confiança. Nos nove primeiros meses de 2019, a companhia teve prejuízo líquido de R$ 68 milhões.

Para viabilizar a oferta, a família fundadora precisou aceitar uma forte diluição na participação, que passou de 99% para aproximadamente 30%.

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Embora tudo pareça remar contra, a boa notícia é que o dinheiro do IPO deixa praticamente limpo o balanço da Moura Dubeux, uma incorporadora tradicional e que tem uma posição forte na Região Nordeste.

O preço das ações definido na oferta também refletiu a situação mais delicada da companhia em relação a outras incorporadoras listadas. Ou seja, trata-se de uma aposta de alto risco, mas quem investiu nos papéis no IPO pagou relativamente barato e pode ganhar bastante dinheiro em um cenário de recuperação mais vigorosa da economia.

Com a queda de hoje, as ações ficam ainda mais atrativas do ponto de vista de preço, embora – vale repetir – se trate de uma aposta bem arriscada.

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