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Efeito da pandemia

62,4% das empresas foram afetadas negativamente pela covid-19 na 2ª quinzena de junho, diz IBGE

Os efeitos negativos foram percebidos por 62,7% das empresas de pequeno porte, 46,3% das companhias intermediárias e 50,5% das grandes empresas

Passageiros e funcionários circulam vestindo máscaras contra o novo coronavírus (Covid-19) no Aeroporto Internacional Tom Jobim- Rio Galeão - Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Brasil tinha 2,776 milhões de empresas em funcionamento na segunda quinzena de junho, sendo que 62,4% delas informaram que a pandemia do novo coronavírus afetou negativamente suas atividades. Os dados são da Pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas, que integram as Estatísticas Experimentais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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"Essa percepção negativa de impacto da pandemia é disseminada por regiões e por setores", observou Flávio Magheli, coordenador de Pesquisas Conjunturais em Empresas do IBGE.

Para 22,5% das empresas em funcionamento, o efeito da pandemia sobre os negócios foi pequeno ou inexistente, enquanto outros 15,1% relataram ter observado um impacto positivo.

As empresas do setor de Serviços foram as que mais sentiram impactos negativos da covid-19, 65,5% das companhias do setor se queixaram dos reflexos da pandemia. No segmento de Serviços prestados às famílias, 86,7% das empresas foram negativamente afetadas.

No Comércio, 64,1% das companhias relataram efeitos negativos nos negócios. Na Construção, 53,6% foram afetados negativamente. No setor industrial, 48,7% das empresas destacaram impacto negativo, enquanto 24,3% relataram efeito pequeno ou inexistente, e 27% afirmaram que o impacto foi positivo na segunda quinzena de junho.

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Os efeitos negativos foram percebidos por 62,7% das empresas de pequeno porte, 46,3% das companhias intermediárias e 50,5% das grandes empresas. Entre as regiões, a pandemia impactou negativamente 72% das empresas no Nordeste, 65% no Sudeste e 63% no Centro-Oeste.

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As regiões Norte e Sul tiveram os maiores porcentuais de empresas que declararam efeitos inexistentes (27,4% e 30,9%, respectivamente) ou positivos (24,5% e 15,2%) na segunda quinzena de junho.

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