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Se eu disser que tenho uma notícia boa e outra ruim para dar, é bem provável que você escolha a ruim primeiro.
Certamente há alguma explicação psicológica para esse comportamento. Eu imagino que o alívio proporcionado pela boa notícia ajude a diminuir o impacto da ruim.
Quando o assunto é economia, o grande campeão de más notícias dos últimos anos tem sido o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
E neste ano não será diferente. Com o impacto da pandemia do coronavírus, a atividade econômica do país sofrerá uma retração histórica.
Mas eu também tenho uma boa notícia: o PIB voltou a pulsar e terá um desempenho bem melhor que as estimativas mais pessimistas, que apontavam para um tombo de até 10% neste ano.
Alguns indicadores de fato apontam para uma retomada em “V”, em consequência dos programas de auxílio do governo e do relaxamento das medidas de isolamento social.
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Um dado divulgado hoje reforçou a tendência de recuperação: o IBC-Br. Calculado pelo Banco Central, o indicador que é considerado uma espécie de prévia do PIB registrou alta de 1,29% em setembro e de 9,47% no trimestre.
O número acima do esperado fez o mercado refazer as contas para o desempenho da economia brasileira em 2020.
A grande dúvida agora é se teremos boas ou más notícias para dar no ano que vem. Saiba com o Ivan Ryngelblum o que esperam os analistas do Credit Suisse e do Goldman Sachs.
• Foi com emoção, mas o Ibovespa fechou mais uma semana no azul, graças à forte alta no pregão desta sexta-feira. Novas declarações do ministro Paulo Guedes sobre o auxílio emergencial e o bom humor externo deram o tom dos mercados.
• Mais um banco está otimista quanto às perspectivas da Suzano para os próximos meses. O J.P. Morgan elevou a recomendação para as ações da produtora de papel e celulose, que foi um dos destaques de alta do Ibovespa hoje.
• A Cogna apresentou um balanço ruim, mas depois de perder 60% de valor de mercado no último ano, os investidores viram oportunidade para comprar os papéis da companhia de educação. Veja o que dizem analistas.
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