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O clube dos 900%: o que você pode aprender com os maiores casos de geração de riqueza da Bolsa americana

Empresas quebrando são mais frequentes que empresas dominando o mundo em algumas décadas. Mas poucos acertos podem rechear a sua carteira e garantir sua aposentadoria precoce.

29 de novembro de 2020
5:50 - atualizado às 13:01
Estátua de Touro em frente à bolsa de Nova York; índices ajudam bitcoin (BTC) hoje
Estátua de Touro em frente à bolsa de Nova York. - Imagem: Shutterstock

Olá, seja bem-vindo ao nosso papo de domingo sobre Aposentadoria FIRE® (Financial Independence, Retire Early). Nesta semana, fizemos uma série de lives comemorando os 11 anos da Empiricus. 

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Como sempre, os conteúdos mais legais são aqueles que passam despercebidos. 

Todo mundo assistiu a Live com o Ministro Paulo Guedes, mas nem 10% dessas pessoas assistiram a fantástica aula do professor Hendrik Bessembinder.

Para todos que estão num projeto de aposentadoria precoce e independência financeira, eu compilo abaixo os insights valiosos do professor. 

Boa leitura. 

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Zero é sempre o resultado mais provável, e daí?

O professor Bessembinder compilou dados históricos de mais de 64 mil empresas com ações listadas, comparando três intervalos diferentes:

Leia Também

  • Retornos mensais,
  • Retornos em 10 anos,
  • Retornos em 30 anos.

Para organizar as ideias e tirar conclusões efetivas, ele nos apresentou alguns gráficos com a distribuição de frequências.

Como assim? 

No gráfico abaixo, ele compila os retornos obtidos por essas ações, mensalmente. No eixo horizontal está o retorno ao final do mês. No vertical, o percentual de ações que tiveram aquele retorno.

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Fonte: Palestra do Professor Bessembinder, 25.11.2020

Como já era de se esperar, a grande maioria dos retornos mensais se concentram ao redor de zero. 

A curva, aliás, é bastante parecida com a distribuição normal. 

Porém, ao invés de simétrica, ela possui um claro viés em direção à direita, ou seja, em direção aos resultados positivos. 

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A grande sacada, porém, está na réplica deste gráfico para um período de 10 anos, que suprime parte relevante da aleatoriedade que impacta os resultados mensais.

Fonte: Palestra do Professor Bessembinder, 25.11.2020

Que conclusões tiramos dessa figura, tão diferente da anterior? 

Primeiro, que depois de 10 anos, o resultado mais frequente entre mais de 64 mil ações é o de uma queda de aproximadamente 100% no valor das ações. 

Estes são os picos próximos ao lado esquerdo do gráfico. 

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Ou seja, empresas quebrando são mais frequentes que empresas dominando o mundo. Parece razoável. 

Entretanto, o que salta aos olhos é o que acontece no canto direito do gráfico. 

O segundo grupo mais frequente é o das empresas que apresentaram retornos iguais ou maiores do que 900% em 10 anos. 

Conclusão?

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Poucas empresas são responsáveis por quase toda a geração de riqueza no mercado de ações

Na semana passada, escrevi sobre como o mercado é eficiente, e na maior parte das vezes, tudo o que você precisa fazer é seguir a manada

Ser “do contra” paga bem apenas numa minoria do tempo. 

Esse parece ser também o resultado da pesquisa do professor Bessembinder. 

Repare, na tabela abaixo, como a diferença entre os retornos médios e a mediana para as ações em nível global, EUA e Brasil, são completamente diferentes:

Fonte: Palestra do Professor Bessembinder, 25.11.2020

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Apenas para nivelarmos: a mediana é o ponto central de uma distribuição, a média o somatório de toda a amostra, dividido pelo quantidade de observações. 

Numa amostra de salários de 10 pessoas, em que 9 ganham 5 salários mínimos e o décimo elemento é o senhor Bill Gates, a mediana será igual a 5 salários mínimos, e a média será de alguns bilhões de dólares (claramente não representativa). 

Ou seja, a mediana dos retornos, em 30 anos, é negativa nos EUA, nos emergentes como classe, no Brasil, em todo lugar… 

Mas a média dos retornos é absurdamente positiva. Isso porque as empresas que dão certo, o “clube dos 900%”, dão extremamente certo. 

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O mesmo exercício, para o Brasil

Aplicando a metodologia ao Brasil, o professor encontrou as 20 ações que mais geraram riqueza a seus acionistas nos últimos 30 anos. 

Vale, Magazine Luiza, Weg, Raia Drogasil, Ambev, Localiza…

No final do dia, por mais sem graça que pareça, tudo o que você precisa é das Melhores Ações da Bolsa. 

E quais são elas? O meu colega Max Bohm montou uma lista das 18 Melhores Ações da bolsa brasileira. Neste link, ele fala sobre a sua “ação número 1”, aquela que, a seu ver, tem o maior potencial de alta reprimido da B3.

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