O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Enquanto os FIIs negociavam a yields (proporção dos rendimentos estimados em 12 meses versus o preço pago por cota) próximos de 4,5% ao ano todos os dias batíamos recordes de volume negociado. Agora que os melhores fundos imobiliários do mercado estão sendo negociados a yields de 7,5% ao ano (ou mais), ninguém quer saber deles!
Olá, seja bem-vindo ao nosso papo semanal sobre aposentadoria FIRE (Financial Independence, Retire Early). Na semana passada, respondi ao seguinte questionamento dos leitores do Seu Dinheiro:
Em resumo, respondi que sim. De uma ótica de longo prazo, pensando num projeto de aposentadoria FIRE, faz sentido começar a montar (aos poucos) sua carteira diversificada de ações.
Hoje, mudando completamente de assunto, falarei sobre os fundos imobiliários.
Estou lendo Trópicos Utópicos, de Eduardo Giannetti. Mais um livro difícil de explicar, como o são quase todos os seus escritos.
Apesar de um fio condutor - a utopia brasileira - ele não resiste à tentação de discutir filosofia, economia, antropologia e misturar tudo isso num ensopado intelectual digno de um James Beard Awards.
Tirando de contexto, roubo de Giannetti a metáfora da tábua de Avicena, transcrita a seguir.
Leia Também
“Um homem não sente dificuldade em caminhar por uma tábua estreita enquanto acredita que ela está apoiada no solo. (...) mas ele vacila — e afinal despenca — ao se dar conta de que a tábua está suspensa sobre um abismo.”
Sem nenhuma sutileza, é exatamente assim que funcionam os mercados financeiros.
Deixe-me explicar melhor: existe apenas uma tábua, mas apenas com o tempo isso se torna claro.
Quando as coisas caminham tal como imaginávamos, sentimo-nos desfilando na tranquilidade de uma tábua que apesar estreita, está rente ao solo.
No fundo, sabemos que existem riscos e pouco espaço de manobra, mas as coisas simplesmente estão dando certo. Cada novo acerto torna ainda mais distante e abstrata a perspectiva do risco.
Eis que num piscar de olhos as coisas mudam.
Em poucas semanas, deixamos o bull market e somos apresentados formalmente ao coronavírus (ou qualquer outro evento de cauda). De repente, cada passo torna-se pequeno e cauteloso, seguido de uma longa pausa para inspirar e expirar com nervosismo e tremedeira.
De repente, a proximidade do solo parece substituída pela imensidão de um abismo sem fim.
Conforme você amadurece como investidor, a tábua de Avicena passa a ser percebida de uma maneira diferente.
Com o tempo, a experiência deixa marcas.
Depois do primeiro tombo, passamos a sentir medo justamente quando a tábua aparenta proximidade com o chão; paradoxalmente, a confiança aumenta e os passos se tornam mais firmes quando o abismo que se projeta abaixo de nós assume contornos infinitos.
Num investimento típico de renda variável, tudo que podemos perder são os 100% do capital investido. Esse sempre foi o tamanho do abismo. O problema, como vimos, são as distorções de percepção causadas ora pelo excesso de confiança, ora pelo excesso de medo.
Veja o que aconteceu com os fundos imobiliários.
Em dezembro de 2019, batemos o recorde de investidores pessoa física comprando FIIs. Vindo de três anos consecutivos de valorização e baixa volatilidade, os fundos imobiliários pareciam um tábua rente ao chão, em que todos caminhavam com serenidade.
Todos os dias os FIIs subiam. Em cinco minutos, era possível ler um relatório gerencial de quatro páginas, que raramente muda de um mês para o outro, e sentir-se convicto da tese de investimentos no fundo imobiliário.
No dia seguinte, os FIIs voltavam a subir.
Enquanto os FIIs negociavam a yields (proporção dos rendimentos estimados em 12 meses versus o preço pago por cota) próximos de 4,5% ao ano - justamente o momento mais arriscado, em que o yield rendia quase a mesma coisa que a Selic - todos os dias batíamos recordes de volume negociado.
Agora que os melhores fundos imobiliários do mercado estão sendo negociados a yields de 7,5% ao ano (ou mais), ninguém quer saber deles!
Logo agora, que a tábua está cada vez mais próxima do chão, que os fundos imobiliários negociam a patamares próximos aos de 2017, a grande maioria dos investidores só consegue pensar no abismo.
Mas aqui, somos a minoria. Por isso os assinantes do Empiricus FIRE® receberam a recomendação de investir num dos melhores fundos imobiliários do mercado, a preços extremamente atrativos.
Teremos mais oportunidades nas próximas semanas e você pode aproveitá-las também.
Um abraço!
O carry trade no Japão, operação de tomada de crédito em iene a juros baixos para investir em países com taxas altas, como o Brasil, está comprometido com o aumento das taxas japonesas
Depois de uma alta de quase 50% em 12 meses, o mercado discute se os preços já esticaram — e por que “estar caro” não significa, necessariamente, fim da alta
Confira as vantagens e desvantagens do Rearp Atualização. Saiba também quais empresas divulgam resultados hoje e o que mais esperar do mercado
Veja qual o efeito da vitória da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nas eleições do Japão nos mercados de todo o mundo
A vitória esmagadora de Sanae Takaichi abre espaço para a implementação de uma agenda mais ambiciosa, que também reforça o alinhamento estratégico de Tóquio com os Estados Unidos, em um ambiente geopolítico cada vez mais competitivo na Ásia
Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro
O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?
Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno
Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos
Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.
As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês
Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?
Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje
Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje
Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente
As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar
Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora
Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]
Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros
O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora