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Com um mercado global mais otimista, o alívio deve se refletir também na bolsa brasileira. O principal ETF brasileiro negociado em Nova York, o EWZ, subia cerca quase 10% por volta das 7h15.
A semana chega ao fim com o coronavírus ainda no centro das atenções dos investidores. A doença continua se espalhando e as efeitos nocivos para a economia ficam mais visíveis, com diversos setores paralisando suas atividades.
Mas, os investidores parecem mais seguros sobre a efetividade dos pacotes de estímulos divulgados por bancos centrais e governos do mundo inteiro para conter o impacto do coronavírus na economia. Ontem, uma nova rodada de estímulos ajudou as bolsas globais a terem um dia de recuperção.
Relembre algumas das principais medidas econômicas:
Embora controlada na China, a doença continua avançando em diversos locais do mundo, como Estados Unidos e Brasil - onde o mercado monitora de perto os números. Mas, novidades quanto ao tratamento da doença também fazem os investidores respirarem mais aliviados.
Na contramão do que tem sendo visto pelo mundo, o banco central chinês decidiu manter inalteradas suas taxas de juros de referência para empréstimos, que permaneceu em 4,05% para 1 ano e 4,75% para 5 anos.
Com maior segurança no cenário pela frente, as bolsas asiáticas tiveram um pregão de recuperação e fecharam em alta. Destaque para o índice sul-coreano Kospi, que subiu mais de 7%.
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Depois de um dia de leve recuperação em Nova York, os índices futuros operam em alta firme nesta manhã, por volta dos 4%. O resultado positivo embala também o pregão europeu, com o índice pan-europeu Stoxx-600 subindo mais de 3,5%.
Acompanhar o Ibovespa ontem foi um verdadeiro teste para cardíaco.
Depois de cair mais de 7% e ficar perto de acionar mais uma vez o botão do pânico na bolsa, o principal índice acionário brasileiro se recuperou e fechou o dia em uma alta de 2,15%, aos 68.331,80 pontos.
O solavanco para a recuperação foi a recuperação do petróleo vista no mercado internacional, que se deu após o anúncio de compra de 30 milhões de barris pelo Departamento de Energia dos EUA.
Na sessão de ontem, o petróleo WTI avançava mais de 24% e o Brent tinha ganhos de 14%. Mesmo ainda negociados abaixo dos US$ 30 por barril, a recuperação foi suficiente para puxar as ações da Petrobras.
Com um mercado global mais otimista, o alívio deve se refletir também na bolsa brasileira. O principal ETF brasileiro negociado em Nova York, o EWZ, subia cerca quase 10% por volta das 7h15.
Mesmo com o cenário positivo lá fora, a bolsa brasileira também tem como desafio a turbulência que toma conta de Brasília. para digerir.
Mesmo com o anúncio de medidas para contornar o impacto do coronavírus, a imagem do presidente Jair Bolsonaro parece estar cada vez mais desgastada - entre a população e a classe política.
O atrito diplomático entre Brasil e China também se intensificou no último dia e traz preocupação, afinal, o país asiático é um dos principais parceiros comerciais do Brasil.
O governo também deve anunciar hoje uma redução da expectativa de crescimento para 2020. A projeção deve passar dos atuais 2,1% para algo próximo de zero. A informação estará presente no Relatório de Receitas e Despedas do Orçamento de 2020, que já virá sem a meta fiscal.
No Brasil, os esforços para conter o coronavírus estão se intensificando e empresas começam a anunciar a suspensão ou diminuição das atividades. O comércio e shoppings centers começam a fechar por todo o país.
O McDonald's informou que atenderá somente delivery, drive thru e pedidos para viagem. A medida começa a valer na próxima segunda-feira.
As Lojas Renner também irão ficar de portas fechadas. A companhia informou que todas as lojas físicas da marca e unidades da Camicado, Youcom e Ashua interromperão as atividades.
Banco Central realiza operações compromissadas em moeda estrangeira e venderá títulos soberanos com recompra (10h). Leilões extraordinário de compra e venda de LTN e NTN-F também acontecerão (11h).
Entre os indicadores, sondagem industrial da CNI é o único indicar de destaque (8h).
Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos
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