Crescimento da China desacelera, mas preocupação é o dólar
PIB chinês apresenta menor ritmo de crescimento em 29 anos, mas npumeros do varejo e indústria surpreendem. No Brasil, o mercado procura pistas do que deve acontecer com a Selic

O dia começa com os investidores digerindo os dados que chegam da China.
A guerra comercial fez o seu estrago e o PIB chinês apresentou o menor ritmo de crescimento em 29 anos ao marcar 6,1%. Já o varejo e indústria surpreenderam positivamente, indicando uma arrancada e resposta aos estímulos governamentais no final do ano.
As bolsas asiáticas fecharam em alta com os resultados positivos e colados na sequência de alta das bolsas americanas.
Os índices futuros na bolsa de Nova York seguem no azul, impulsionados pela visão de que o acordo comercial favoreceu a economia local. Ontem foi dia de mais recorde em Wall Street, com folêgo extra renovado pelos balanços corporativos positivos e fortes indicadores na economia.
Nos Estados Unidos, as bolsas podem ganhar ainda mais. estímulo para subir se os números da produção industrial e sentimento do consumidor vierem positivos.
Os bons ventos do exterior ajudam a impulsionar as bolsas europeias, que abrem no positivo.
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Mas por aqui a história é um pouco diferente. O mercado local tem apanhado dos indicadores econômicos, que estragam a festa dos investidores e mostram que a economia ainda não está no ritmo de crescimento desejado.
Depois de uma sequência de resultados decepcionantes, ontem foi dia do mercado respirar um pouco mais aliviado. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a 'prévia' do PIB pelo BC, teve um crescimento de 0,18%. O número veio acima do esperado pelos analistas.
Mas não foi o suficiente para fazer o mercado brasileiro decolar. No fim do dia o índice marcava uma alta de 0,25%, aos 116.704,21 pontos.
E nessa toada, quem segue sofrendo é o dólar. A moeda americana só teve duas sessões de queda em 2020 e voltou a se aproximar da casa dos R$ 4,20.
Cotado a R$ 4,1902, as atenções agora se voltam para qual será o próximo passo do Copom. Os investidores retomam a divisão das apostas pelo caminho a ser tomado pela Selic, já que um novo corte pode pressionar ainda mais a divisa americana.
Hoje, a fala de Campos Neto ne Universidade de Miami entra no radar já que o mercado doméstico procura pistas sobre novos cortes ou o fim do ciclo. No começo da semana o presidente do Banco Central havia reafirmado que deve seguir com cautela na condução da política monetária.
Fique de olho
- Bradesco foi multado pelo pagamento de previdência complementar de colaboradores. A medida foi considerada remuneração disfarçada.
- Seguindo com o planejamento de diminuir sua participação no setor de gás natural, a Petrobras vai atuar como comercializadora do gás natural importado da Bolívia.
- Lojas Renner irá propor em Assembleia a divisão de 50% dos resultados de 2019, em dividendos e juros sobre capital próprio.
- Em operação de aumento de capital, as Lojas Americanas levantaram R$ 222,1 milhões.
- JP Morgan vendeu 27 milhões de ações ordinárias da Marfrig e reduziu a sua participação para 4,88%.
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