Tão perto e tão longe: aversão ao risco é obstáculo para que Ibovespa busque os 100 mil pontos
Avanço da covid-19 pela Europa e ausência de sinalizações sobre medidas adicionais de estímulo à economia e às finanças pesam sobre os mercados financeiros
Tão perto e ao mesmo tempo tão longe: esta deve ser a sensação dos investidores hoje em relação ao flerte do Ibovespa com o retorno à marca dos 100 mil pontos.
O principal índice de ações da B3 encerrou a quarta-feira em alta de 0,84%, aos 99.334,43 pontos, voltando do feriado prolongado alheio à aversão ao risco reinante no exterior.
A cautela predominante em Wall Street uma vez mais manifestou-se no mercado de câmbio. O dólar avançou 0,36% em relação ao real, cotado a R$ 5,5986.
Hoje, entretanto, os riscos que vinham sendo negligenciados pelos investidores voltam a se manifestar com força.
O avanço de uma aparente segunda onda de covid-19 pela Europa pesa sobre os mercados financeiros internacionais e sinaliza perdas generalizadas para os ativos de risco nesta quinta-feira.
O mau humor dos investidores é acentuado pela ausência de sinalizações sobre medidas adicionais de estímulo à economia e às finanças.
Leia Também
Novas medidas restritivas na Europa inibem apetite por risco
Com o novo coronavírus à solta e os testes de potenciais vacinas ainda em andamento, o governo francês decidiu pela adoção de novas medidas restritivas, inclusive em Paris e outras metrópoles. No Reino Unido, a imprensa local especula que novas ações visando ao isolamento social seriam iminentes em Londres.
Enquanto isso, líderes europeus estão reunidos para discutir o contínuo avanço da covid-19 e também os termos de um acordo comercial com o Reino Unido no âmbito do Brexit, como é chamado o processo de ‘divórcio’ entre Londres em Bruxelas.
E como se não bastasse toda a cautela disseminada pela temida segunda onda de covid-19, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, admitiu a improbabilidade de que um acordo entre democratas e republicanos em torno de um pacote de estímulo à economia norte-americana seja alcançado antes das eleições presidenciais no país, marcadas para o início de novembro.
Diante deste cenário nebuloso como a manhã de hoje em São Paulo, as bolsas de valores asiáticas fecharam o pregão no vermelho, os mercados europeus de ações operam em queda acentuada e os índices futuros de Nova York apontam para uma abertura em baixa em Wall Street.
Será que Brasília ajuda?
Por aqui, a interrupção temporária do fluxo de notícias negativas vindas de Brasília ainda é vista como uma bênção pelos investidores.
A expectativa é de que novas informações sobre o Renda Cidadã – programa de renda mínima planejado para expandir o Bolsa Família – venham a público somente depois das eleições municipais.
Resta saber se isto será suficiente para que os investidores deixem de lado os temores em relação ao risco fiscal em meio a dados cada vez mais alarmantes sobre o avanço da dívida pública ou se alimentará temores relacionados com a retomada da atividade econômica.
IBC-Br é destaque entre indicadores
É neste contexto que o Banco Central divulga às 9h o IBC-Br de agosto, considerado pelo mercado como uma prévia do PIB. A expectativa é de que o IBC-Br tenha avançado pelo quarto mês consecutivo em agosto na comparação mensal, mas recuado no acumulado de 12 meses.
Entre as empresas locais, a Caixa Econômica Federal anunciou redução de juros em sua linha de crédito habitacional depois de atingir a marca de R$ 500 milhões em financiamentos imobiliários.
Enquanto isso, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, entregou ontem ao Palácio do Planalto minuta de projeto de lei que trata da privatização dos Correios. Segundo ele, o processo poderia ser desencadeado já em 2021.
A RicardoEletro, por sua vez, protocolou nesta semana a minuta de um plano de recuperação judicial envolvendo R$ 4 bilhões em dívidas.
Também serão conhecidos hoje indicadores importantes sobre o ritmo da recuperação econômica nos EUA, como os pedidos semanais de auxílio-desemprego, os índices regionais de atividade industrial em Nova York e na Filadélfia e os estoques semanais de petróleo.
No mundo corporativo, destaque para os resultados trimestrais da CSN e para o balanço do banco norte-americano Morgan Stanley.
Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking
Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel
De olho na alavancagem, FIIs da TRX negociam venda de nove imóveis por R$ 672 milhões; confira os detalhes da operação
Segundo comunicado divulgado ao mercado, os ativos estão locados para grandes redes do varejo alimentar
“Candidatura de Tarcísio não é projeto enterrado”: Ibovespa sobe e dólar fecha estável em R$ 5,5237
Declaração do presidente nacional do PP, e um dos líderes do Centrão, senador Ciro Nogueira (PI), ajuda a impulsionar os ganhos da bolsa brasileira nesta quinta-feira (18)
‘Se eleição for à direita, é bolsa a 200 mil pontos para mais’, diz Felipe Miranda, CEO da Empiricus
CEO da Empiricus Research fala em podcast sobre suas perspectivas para a bolsa de valores e potenciais candidatos à presidência para eleições do próximo ano.
Onde estão as melhores oportunidades no mercado de FIIs em 2026? Gestores respondem
Segundo um levantamento do BTG Pactual com 41 gestoras de FIIs, a expectativa é que o próximo ano seja ainda melhor para o mercado imobiliário
Chuva de dividendos ainda não acabou: mais de R$ 50 bilhões ainda devem pingar na conta em 2025
Mesmo após uma enxurrada de proventos desde outubro, analistas veem espaço para novos anúncios e pagamentos relevantes na bolsa brasileira
Corrida contra o imposto: Guararapes (GUAR3) anuncia R$ 1,488 bilhão em dividendos e JCP com venda de Midway Mall
A companhia anunciou que os recursos para o pagamento vêm da venda de sua subsidiária Midway Shopping Center para a Capitânia Capital S.A por R$ 1,61 bilhão
Ação que triplicou na bolsa ainda tem mais para dar? Para o Itaú BBA, sim. Gatilho pode estar próximo
Alta de 200% no ano, sensibilidade aos juros e foco em rentabilidade colocam a Movida (MOVI3) no radar, como aposta agressiva para capturar o início do ciclo de cortes da Selic
Flávio Bolsonaro presidente? Saiba por que o mercado acendeu o sinal amarelo para essa possibilidade
Rodrigo Glatt, sócio-fundador da GTI, falou no podcast Touros e Ursos desta semana sobre os temores dos agentes financeiros com a fragmentação da oposição frente à reeleição do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva