Assinatura de acordo entre EUA e China anima os negócios
Conclusão do acordo preliminar entre EUA e China embalam as expectativas positivas do mercado, que tem uma semana cheia de divulgações econômicas

O evento central da semana é a assinatura do acordo comercial preliminar entre Estados Unidos e China. A cerimônia de assinatura deve acontecer na próxima quarta-feira (15) na Casa Branca. E a chegada da delegação chinesa a Washington, liderada pelo vice-premiê chinês, aumenta as expectativas para a retirada de umas das principais incertezas que paira sobre a economia mundial do radar.
O mistério em torno do que realmente foi acordado entre os países continua, já que os detalhes ainda são desconhecidos do público. Os investidores esperam que a trégua duradoura no campo comercial e uma evolução nas conversas para um segundo acordo influencie o crescimento econômico mundial.
Mas o cenário ainda é de atenção. No fim de semana, Steve Mnuchin, secretário do tesouro americano, informou que, caso a China descumpra itens do acordo, os Estados Unidos ainda podem retomar a vigência das tarifas derrubadas.
Após a assinatura no dia 15, o esperado é que os dois países mantenham negociações semestrais. Na semana passada, Trump adiantou que um segundo acordo só deve estar pronto após as eleições presidenciais americanas.
Dias de expectativa
O andamento das negociações no campo comercial monopolizam as expectativas dos investidores. Refletindo otimismo, os mercados asiáticos fecharam em alta.
Na Europa, o acordo comercial também impulsiona os negócios, mas a expectativa em torno da atuação da política monetária do Banco da Inglaterra para reverter os dados fracos da economia também ficam no radar dos investidores. Nesta manhã, as bolsas locais operam no positivo. Os índices futuros em Wall Street também apresentam ganhos.
Leia Também
Termômetro
Na semana passada, o Ibovespa descolou do restante do mundo e cravou a sua sexta queda seguida, um recuo de 1,87% na semana. Mais do que somente reflexo das tensões no Oriente Médio, o índice também foi pressionado pelos dados mais fracos da economia doméstica.
Primeiro foi a produção industrial que recuou 1,2% em novembro, depois, a inflação que terminou 2019 com alta de 4,31%, acima do centro da meta. Os números trabalham como um termômetro da velocidade de recuperação da economia doméstica.
E nesta semana, o que deve ficar no radar? Considerado a prévia do PIB, o IBC-Br será divulgado na quinta-feira. Também teremos as vendas no varejo (4ª) e pesquisa do setor de serviços (3ª), todos relativos ao mês de novembro.
No exterior, semana cheia também na China, quando serão conhecidos os dados do PIB do 4º trimestre, indicadores de produção industrial e as vendas do varejo.
Os Estados Unidos também possuem diversos indicadores para serem divulgados nos próximos dias. São eles: inflação ao consumidor (CPI) de dezembro, preços ao produtor (PPI) e atividade industrial de janeiro, vendas no varejo em dezembro e produção industrial de dezembro.
Fim de semana agitado
O alívio nas tensões vistas no fim da semana passada entre Estados Unidos e Irã não trouxe tranquilidade para o país persa, que teve o fim de semana marcado por protestos.
Os manifestantes começaram a se organizar após o governo iraniano admitir que derrubou por engano um Boeing 737, matando 176 pessoas. Os protestos que tomaram conta de Teerã pedem a renúncia do líder supremo aiatolá Ali Khamenei.
Donald Trump voltou a se pronunciar sobre as tensões no país e disse que "não se importaria" de negociar com o Irã desde que eles aceitassem o fim da posse de armas nucleares e deixassem de reprimir violentamente os protestos.
No domingo, o governo iraniano condenou as sanções econômicas impostas pelos EUA após o ataque a bases militares no Iraque feita pelo país persa.
A primeira do ano
Já é tempo de temporada de balanços. Pelo menos no exterior. Nesta semana, serão conhecidos os primeiros resultados do setor financeiro dos EUA. Anote na agenda: J.P. Morgan, Citigroup, Wells Fargo, BofA, Goldman Sachs e Morgan Stanley divulgam os seus números nesta semana
Fique de olho
- Fundo Iridium, do BTG Pactual, pagará dividendos no dia 17. Cada cota receberá R$ 0,80.
- Após acordo de indenização, a Braskem recebe restituição de R$ 3,7 bilhões que estavam bloqueados pela Justiça.
- O Itáu reduziu a sua participação na Cyrela para menos de 5%.
- Fleury finalizou a compra da rede pernambucana Diagmax. A companhia agora detém 100% do capital social, com valor de R$ 80 bilhões.
- A Saudi Aramco vendeu um lote extra de ações e elevou o valor total de seu IPO, que agora gira em torno de US$ 29,4 bilhões.
- A crise da Boeing e seu modelo 737 MAX continua. Agora, a empresa foi multada em US$ 5,4 milhões pelo governo americano por informações incorretas sobre o modelo.
TOUROS E URSOS
Como será o amanhã? As perspectivas para seus investimentos após a eleição e a sangria dos mercados
2 de novembro de 2026 - 13:05CONFIRA
Atenção, investidor: B3 amplia horário de negociação a partir de terça-feira (3)
31 de outubro de 2026 - 18:07ENTENDA O CENÁRIO
JP Morgan faz alerta sobre o Banco do Brasil (BBAS3) e aponta desafio para o próximo trimestre
31 de outubro de 2026 - 13:15ENTRE MORTOS E FERIDOS
Sangria na bolsa deixa varejo e construção civil entre os setores mais castigados, mostra EQI
31 de outubro de 2026 - 9:15SANGRIA NOS MERCADOS
Ibovespa tem pior semana desde março de 2020 e arrasta desempenho mensal para vermelho, com um feito inesperado
30 de outubro de 2026 - 18:23ZERO A ZERO?
Uma semana muda tudo: BTG (BPAC11) devolve ganhos do ano e tem recomendação rebaixada — vale comprar após o tombo?
30 de outubro de 2026 - 13:11FUTURO NEBULOSO
Usiminas (USIM5) tem a maior baixa do Ibovespa com balanço aquém do esperado; o que pesou nos números do 3T26?
30 de outubro de 2026 - 12:40FÓRMULA MILIONÁRIA
De inquilina a dona: Coca-Cola compra imóvel do ALZR11 por R$ 140 milhões; veja ganho por cota
30 de outubro de 2026 - 11:52A CONTA CHEGOU
Casas Bahia (BHIA3) coloca aluguéis em dia, mas FII reduz projeção de dividendos; entenda o porquê
30 de outubro de 2026 - 10:19PESSIMISMO CONTINUA
Ibovespa tem 4º pregão seguido de baixa, com queda de 17% desde a eleição; em NY, dia também foi tingido de vermelho
29 de outubro de 2026 - 18:17Conteúdo Empiricus
Enquanto muitos investidores focam nos dividendos, este mercado bilionário bate recordes de crescimento na B3 em 2026
29 de outubro de 2026 - 14:00DE OLHO NO GRINGO
Um fundo imobiliário, duas versões: o que falta para os FIIs ‘falarem a língua’ do investidor estrangeiro?
29 de outubro de 2026 - 7:30SANGRIA ESTANCOU?
Vale investir na Bolsa depois da ‘segunda-feira sangrenta’? Estrategista da Monte Bravo diz quais setores olhar, mas tem um ativo preferido
27 de outubro de 2026 - 18:40PECHINCHAS NA BOLSA
Tombo da Bolsa após as eleições abre oportunidades, e Itaú BBA lista 7 ações para incluir na carteira agora
27 de outubro de 2026 - 16:08A RAZÃO DA QUEDA
A derrocada da bolsa: estudo mostra que crises globais estão por trás dos maiores tombos do Ibovespa
26 de outubro de 2026 - 18:15RESSACA ELEITORAL
Fundos imobiliários sentem mudança de humor dos mercados com vitória de Lula e devolvem todo ganho desde o 1º turno
26 de outubro de 2026 - 16:04O QUE VEM POR AÍ
Tombo de 20% do Ibovespa e dólar acima de R$ 5,50 são os novos normais? JP Morgan diz o que o investidor deve esperar
26 de outubro de 2026 - 15:31DA PRIMAVERA AO OUTONO?
Dólar a R$ 6, bolsa em queda de até 30% e juros mais altos: o que Wall Street espera do Brasil após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 13:51SANGRIA NA BOLSA
Ibovespa cai 14%, dólar sobe a R$ 5,40, mas nem todo mundo perdeu — entenda o caos nos mercados
26 de outubro de 2026 - 12:29DEPOIS DA BONANÇA, A TEMPESTADE