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2020-02-05T12:24:52-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
Cursando jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
O que mexe com os mercados hoje

Em cenário de menor aversão ao risco, mercado aguarda decisão do Copom

Bolsas globais mostram um alívio na tensão com relação ao coronavírus. Mercados asiáticos engataram o segundo dia seguido de alta após as fortes perdas de segunda-feira

5 de fevereiro de 2020
7:57 - atualizado às 12:24
Imagem mostra moedas ao fundo e gráfico que aponta tendência de quedas de uma taxa
Imagem: Shutterstock

Hoje é dia de Copom.

As apostas do mercado financeiro indicam, em sua grande maioria, que o BC deve promover mais um corte de 25 pontos-base da taxa básica de juros. A decisão será anunciada após o fechamento do mercado.

Como motor para a alta expectativa está os dados decepcionantes da produção industrial e, mais recentemente, o impacto do coronavírus na economia.

Ontem, na véspera da decisão, outros dois dados não pegaram bem entre os agentes: a produção industrial de dezembro caiu 0,7% e os números da Fenabrave vieram abaixo do esperado, com a venda de veículos caindo 3,1% em janeiro.

Consolidação

Engatando mais um dia de altas, o mercado financeiro parece responder bem aos estímulos do BC chinês e ao alívio da pressão causada pelo coronavírus, que continua avançando, mas aparentemente em um ritmo menos assustador. Assim, os investidores se permitem um momento de trégua.

Com os players perdendo o medo da China, o mercado asiático fechou em alta pelo 2º dia consecutivo, mesmo sem a atuação do BC chinês, que havia marcado as duas últimas sessões. A bolsa chinesa ainda tenta se recuperar do tombo de mais de 8% do pregão de segunda-feira.

Os relatos de que cientistas do Reino Unido e China avançaram no desenvolvimento de uma vacina para o coronavírus impulsonou as bolsas europeias na abertura. Nos Estados Unidos, os índices futuros estão no positivo.

Ontem o Ibovespa também engatou a sua segunda alta consecutiva e encerrou o dia com alta de 0,81%, aos 115.556,71. O dólar avançou 0,21%, a R$ 4,2583.

B3 movimentada

Hoje a venda das ações da Petrobras detidas pelo BNDES devem movimentar a B3. O banco estatal irá vender 9,86% das ações ON da petrolífera. O estimado é que a oferta movimente até R$ 23 bilhões.

A ação da estatal já respondeu ontem ao processo de venda e sua cotação se descolou da queda do petróleo. A venda será feita simultaneamente na bolsa brasileira e em Nova York.

Seguindo o seu plano de desinvestimentos, o BNDES também pretende se desfazer das ações da JBS, Copel e Tupi.

Olha como elas vêm

A Mitre e Locaweb, os dois primeiros IPOs do ano, entraram na bolsa com o pé direito. As duas empresas precificaram as suas ações no teto da projeção, respectivamente em R$ 19,30 e R$ 17,25.

Decolando

Nesta quarta-feira pela manhã, o Bradesco divulgou os seus resultados do 4º trimestre de 2019. O bancão teve uma alta de 20% no lucro e se aproxima do Santander em rentabilidade.

Sustentada pela aposta nas áreas de crédito e seguros, a empresa registrou um lucro líquido recorrente de R$ 25,887 bilhões no ano passado.

Agenda

Além da reunião do Copom, o dia também reserva a divulgação do fluxo cambial semanal pelo BC.

Nos Estados Unidos temos a prévia do Payroll, balança comercial de dezembro, PMI e ISM de serviços de janeiro.

A decisão sobre o impeachment de Donald Trump também deve ser conhecido hoje. A expectativa é que o presidente americano seja absolvido das acusações de abuso de poder e obstrução do Congresso.

Fique de olho

  • Petrobras iniciou processo de venda da distribuidora PUDSA, no Uruguai.
  • XP comprou 1/3 da gestora Augme, de fundos de crédito de alto retorno e alto risco.
  • Nadir Figueiredo divulgou que irá fechar o capital social da empresa. O registro da OPA já foi autorizado pela CVM.
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