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Portanto, se o rendimento da poupança está uma merda, não se preocupe, porque isso significa que esse é justamente o melhor momento para investir em ações
Mesmo trabalhando no mercado financeiro há alguns anos, eu nunca recebia perguntas sobre investimentos nos meus encontros de família até alguns meses atrás.
Alguém sempre me tirava de lado para contar histórias antigas de algum parente doido, perguntar o que eu estava achando do Corinthians e até mesmo sobre como tinha sido meu curso de Física. Jamais sobre finanças.
Se você está achando que é porque todo mundo tinha tanto dinheiro que não precisava se preocupar com onde colocá-lo, acredite, não era o caso. Não mesmo!
Seria então por que eu nasci em uma família na qual todos já eram especialistas em investimentos? Também não!
A resposta para tanta tranquilidade estava no alto rendimento da poupança até então. Em seus anos gloriosos, a adorada poupança chegava a render aproximadamente 10% ao ano.
Então, por que alguém vai se incomodar em abrir conta na corretora e lidar com investimentos aparentemente complicados (ações, FIIs, CDBs, Tesouro NTN-B, etc) se a poupança estava lá para trazer bons rendimentos e tranquilidade?
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É, mas essa história mudou. E mudou bastante.

O rendimento da poupança derreteu nos últimos dois anos, e, como você já deve imaginar, nos almoços de família hoje em dia ninguém quer mais saber o que eu penso do Timão.
"Ruy, está muito difícil fazer minha grana render. A poupança está uma merda e eu não quero comprar ações porque é um investimento de altíssimo do risco. Não existe algum investimento sem risco e com rendimento de pelo menos uns 10% ao ano?"
A minha resposta curta, grossa e honesta é: não existe e nem deveria.
A poupança rendendo dois dígitos é uma aberração e apenas contribui para o atraso no desenvolvimento do país.
Pense comigo: por que um sujeito se aventuraria a abrir um negócio com prosperidade incerta se ele tem garantido e sem risco um retorno de 10% ao ano?
Por que se preocupar com despesas de salários e aluguéis, encargos, impostos, empréstimos bancários, uma imensa lista de burocracias e o risco de um dia ter de enfrentar a falência quando o dinheiro guardadinho no banco tem a capacidade de dobrar em menos de nove anos e triplicar em doze?
| (R$) | Rendimento anual | |
| Aplicação inicial | 1.000 | 10% |
| Fim do ano 1 | 1.100 | 10% |
| Fim do ano 2 | 1.210 | 10% |
| Fim do ano 3 | 1.331 | 10% |
| Fim do ano 4 | 1.464 | 10% |
| Fim do ano 5 | 1.611 | 10% |
| Fim do ano 6 | 1.772 | 10% |
| Fim do ano 7 | 1.949 | 10% |
| Fim do ano 8 | 2.144 | 10% |
| Fim do ano 9 | 2.358 | 10% |
| Fim do ano 10 | 2.594 | 10% |
| Fim do ano 11 | 2.853 | 10% |
| Fim do ano 12 | 3.138 | 10% |
Pode não parecer, mas, indiretamente, a renda elevada da poupança barrou o empreendedorismo. Impediu que empresas de comércio fossem abertas, que fábricas fossem construídas, que postos de trabalho de fossem criados, e que mais impostos fossem pagos à União e convertidos em investimentos na saúde, educação e pesquisa para o desenvolvimento tecnológico do país.
É verdade que isso não impediu alguns bravos empreendedores de abrirem suas empresas e até prosperar em alguns casos. Ainda assim, garanto que foram poucos os que conseguiram retornos líquidos consistentes anuais acima de 10% ao ano.
Sabe por que eu digo isso?
Porque no período de 20 anos desde o início de 2.000 até o fim de 2.019, o Ibovespa obteve uma valorização média anual de exatamente 10%, como mostra o gráfico abaixo extraído da Bloomberg.

Isso significa que o índice composto pelas maiores, mais bem preparadas e estruturadas companhias do mercado brasileiro não conseguiu superar 10% de retorno anuais nos últimos 20 anos. Agora imagine as empresas de bairro, que têm pouco poder de barganha com fornecedores e que ainda são assaltadas todas as vezes que batem na porta do banco para pedir um empréstimo querendo expandir o negócio. Essas, se sobreviveram, provavelmente não obtiveram nem metade dos 10%.
A mesma poupança que fazia do Brasil o paraíso dos rentistas, tornava o mesmo Brasil um lugar inóspito para investidores e empreendedores.
Mas, como você bem sabe, isso está mudando, e para melhor. Com poupança e juros menores, as companhias – pequenas, médias ou grandes – conseguem investir mais ao mesmo tempo que pagam menos juros para os bancos. Isso é uma alavanca brutal em prol do crescimento dos lucros corporativos e da valorização das ações.
Portanto, se o rendimento da poupança está uma merda, não se preocupe, porque isso significa que esse é justamente o melhor momento para investir em ações.
Mas você não quer comprar ações das maiores empresas do país porque, acredita que isso é um investimento de altíssimo risco, assim como os meus familiares? Você faz parte do time que acredita que é muito mais seguro abrir uma lojinha de roupa no seu bairro do que tornar-se sócio das Lojas Renner (LREN3), a maior e mais rentável varejista de vestuário do país?
No próximo Sextou eu vou mostrar para você que isso é um baita engano. Enquanto isso, deixo um convite. Nesta semana eu lancei um treinamento para quem deseja ganhar dinheiro, gerar renda e proteger sua carteira usando estratégias com opções. Eu explico melhor sobre o projeto neste vídeo.
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