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Depois do caos da sessão passada, o Ibovespa e as bolsas globais operam em forte alta, sustentados pelas iniciativas de estímulo tomadas pelos BCs e governos
O Ibovespa e as bolsas globais têm enfrentado dias de volatilidade extrema, e a sessão desta sexta-feira (13) é mais um exemplo do humor errático dos mercados. Após uma abertura bastante positiva, as principais praças perderam força e se aproximaram da estabilidade. No entanto, neste início de tarde, voltam a ganhar impulso.
Por volta de 14h30, o Ibovespa subia 8,83%, aos 79.011,10 pontos — logo depois da abertura, o índice chegou a disparar 15,40%, aos 83.757,51 pontos, mas, perto das 12h, praticamente zerou os ganhos.
Com o desempenho do momento, a bolsa brasileira vai revertendo parte das perdas contabilizadas ontem, dia em que o Ibovespa despencou 14,78% — foi o terceiro pior pregão desde o início o plano Real, de acordo com um levantamento feito pela Economatica a pedido do Seu Dinheiro.
Lá fora, a sessão também é marcado por uma recuperação que já foi mais intensa: na Europa, as principais praças seguem em alta, mas longe dos ganhos de mais de 5% vistos mais cedo; nos Estados Unidos, o Dow Jones (+4,46%), o S&P 500 (+4,09%) e o Nasdaq (+3,86%) avançam em bloco.
É claro que o bom desempenho visto nesta sexta não apaga, nem de longe, todas as perdas contabilizadas nesta semana. Mesmo com a alta de hoje, o Ibovespa ainda acumula queda de mais de 20% na semana; no ano, o recuou é superior aos 30%.
A recuperação desta sexta-feira deixa evidente a alta volatilidade e o caráter errático dos mercados num momento de grande incerteza. O panorama do surto de coronavírus segue grave, com consequências ainda desconhecidas para a economia global.
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No entanto, após as quedas dos últimos dias, parte dos investidores começa a buscar "pechinchas" na bolsa, voltando a assumir uma postura compradora em papéis específicos. E, além disso, os anúncios de estímulo por parte de governos e bancos centrais contribuem para trazer algum alívio às preocupações.
Ontem, o Federal Reserve (Fed, o BC americano) já anunciou um programa de injeção de liquidez de até US$ 1,5 trilhão, através da recompra de títulos. Hoje, notícias de iniciativas semelhantes e de cortes de juros no Japão, China, Suécia, Noruega e muitos outros países somam-se a esse contexto, de modo a criar um 'colchão' para amortecer os mercados.
No câmbio, o dia também é de volatilidade: no mesmo horário, o dólar à vista tinha leve alta de 0,08%, a R$ 4,7930, mas, durante a manhã, chegou a cair a R$ 4,6458 (-2,99%). Lá fora, a sessão é marcada pela desvalorização da moeda americana em relação às divisas de países emergentes.
Ontem, no pico de estresse, o dólar à vista chegou a ultrapassar a barreira dos R$ 5,00, mas afastou-se das máximas após o anúncio do Fed e as diversas atuações do Banco Central, que injetou recursos novos no sistema por meio diversos leilões no segmento à vista.
E, nesta sexta-feira, a autoridade monetária já arregaçou as mangas: convocou leilões de linha com oferta de até US$ 2 bilhões, um movimento que contribuiu para derrubar ainda mais a cotação da moeda americana.
Nas curvas de juros, o clima também é de calmaria, após a forte abertura da sessão anterior. Tanto na ponta curta quanto na longa, são vistos fortes movimentos de baixa, que, inclusive, travaram o mercado de DIs mais cedo. Veja abaixo o comportamento dos principais ativos no momento:
Em meio à recuperação da bolsa brasileira, veja quais eram os cinco ativos de melhor desempenho do Ibovespa por volta de 14h30:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| BPAC11 | BTG Pactual units | 39,29 | 20,97% |
| AZUL4 | Azul PN | 24,23 | 19,36% |
| JBSS3 | JBS ON | 19,98 | 19,28% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | 40,45 | 18,97% |
| MRFG3 | Marfrig ON | 8,54 | 16,35% |
Na ponta oposta do índice, apenas duas ações aparecem em baixa no momento: Yduqs ON (YDUQ3), em queda de 6,83%, e Suzano ON (SUZB3), com perda de 0,74%
A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo
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