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Ibovespa perde o nível de suporte de 100 mil pontos diante da queda do preço do barril de petróleo nos mercados internacionais
O Ibovespa passou a cair no fim da manhã desta quinta-feira e desde então vem apenas aprofundando a queda em um pregão marcado por intensa volatilidade.
O mercado local acompanha a guinada para o terreno negativo desencadeada pelos papéis de energia e petróleo em Wall Street. Os principais índices de ações de Nova York apagaram a alta da abertura e passaram a cair durante a tarde. O mesmo ocorreu com as bolsas europeias.
O movimento acentuou-se com a mudança se sinal no setor de tecnologia em um momento no qual os investidores mantêm questionamentos ao nível de preços de algumas classes de ativos de risco.
O principal índice brasileiro de ações manteve-se próximo da estabilidade no início da sessão, oscilando entre leves altas e baixas em meio à ausência de sinais que determinem uma direção clara aos negócios locais.
Com a deterioração do ambiente de negócios em Wall Street, a bolsa brasileira firmou-se em território negativo e foi caindo até perder o nível de suporte de 100 mil pontos.
Assim como aconteceu ontem, o Ibovespa encontrava dificuldade para ir muito além dos 101 mil pontos antes de firmar-se em queda. A manutenção do índice acima desta barreira era dificultada hoje pela queda do petróleo nos mercados internacionais, o que afeta a cotação dos papéis da Petrobras.
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Por volta das 16h40, o Ibovespa recuava 2,40%, aos 98.862 pontos.
Ao longo do dia, o setor de aviação mostra desempenho acima da média em meio a sinais de retomada da atividade econômica.
Já as ações do Grupo Pão de Açúcar mantinham-se em alta de mais de 10% desde o início da sessão depois da apresentação de uma proposta visando a desmembrar as operações da rede de atacarejo Assaí.
Antes da abertura dos negócios em São Paulo, o Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter sua política monetária inalterada na reunião realizada hoje, mas reiterou que continua disposto a ajustar "todos os seus instrumentos", conforme for apropriado.
Nos Estados Unidos, a estabilidade nos novos pedidos semanais de auxílio-desemprego frustrou a expectativa dos analistas.
Por aqui, o volume de vendas do varejo cresceu 5,2% em julho, na comparação com o mês anterior, após a alta recorde de 13,3% em maio e de 8,5% em junho, segundo Pesquisa Mensal de Comércio divulgada hoje pelo IBGE.
O mercado de câmbio iniciou o dia sob pressão diante da cautela nos mercados internacionais à espera de mais detalhes sobre a política monetária do BCE.
Com o andar do pregão, porém, o dólar passou a cair em relação ao real, acompanhando movimento de enfraquecimento da moeda norte-americana observado no exterior, especialmente em relação a outras moedas emergentes e também ao euro.
Entretanto, a piora entre os ativos brasileiros fez com que o dólar apagasse a queda em relação ao real e voltasse a subir.
Por volta das 16h40, o dólar operava em alta de 0,42%, cotado a R$ 5,3203.
Já os contratos de juros futuros operaram em alta durante toda a sessão. Os dados mostrando aquecimento nas vendas no varejo pressionaram principalmente os contratos de juros futuros com vencimentos mais longos.
Nos vencimentos mais curtos, os investidores seguem precificando a manutenção da taxa Selic a 2% ao ano na reunião Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) marcada para a semana que vem.
Ao mesmo tempo, o grande volume ofertado hoje no leilão de LTN, NTN-F e LTF conduziu as taxas às máximas da sessão a partir do fim da manhã.
Confira as taxas negociadas de alguns dos principais contratos negociados na B3:
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