O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O Ibovespa e as bolsas globais terão um dia ‘daqueles’ nesta segunda-feira. Com o petróleo desabando por causa da briga entre Arábia Saudita e Rússia, a aversão ao risco dispara nos mercados
O caos toma conta dos mercados globais nesta segunda-feira (9). A queda de braço entre Arábia Saudita e Rússia dentro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) faz os preços do petróleo entrarem em colapso e, consequentemente, provoca perdas massivas às bolsas — e o Ibovespa é arrastado por essa bola de neve de aversão ao risco.
Às 10h32, o Ibovespa chegou a cair 10,02%, aos 88.178,33 pontos, acionando o chamado circuit breaker — um mecanismo que interrompe as negociações por 30 minutos, de modo a tentar frear as baixas.
Mas mesmo depois da suspensão, os ânimos continuaram bastante acirrados. Por volta de 17h00, o Ibovespa despencava 12,31%, aos 85.931,36 pontos. O circuit breaker não era acionado desde 18 de maio de 2017, data que ficou conhecida como 'Joesley Day'.
Na Europa, as principais praças desabaram mais de 7%; nos EUA, o Dow Jones (-6,71%), o S&P 500 (-6,70%) e o Nasdaq (-6,27%) também têm um dia de perdas massivas.
No mercado de câmbio, o dólar à vista disparou e fechou em forte alta de 1,95%, para R$ 4,7243 — e olha que, logo depois da abertura, a moeda americana chegou a subir 3,43%, a R$ 4,7927.
Todas as divisas de países emergentes passaram por fortes desvalorizações nesta segunda-feira, com os agentes financeiros buscando opções mais seguras para investir. Por aqui, o dólar à vista agora acumula uma valorização de 17,76% desde o início o ano.
Leia Também
Toda essa espiral negativa se deve ao derretimento nos preços do petróleo: o Brent com vencimento em maio caiu impressionantes 24,10%, a US$ 34,36, enquanto o WTI para abril desvalorizou 24,58%, a US$ 31,13 — mais cedo, ambos os contratos chegaram a despencar mais de 30%. É a maior queda diária da commodity desde a Guerra do Golfo.
A derrocada do petróleo é causada pela "guerra de preços" desencadeada pela Arábia Saudita. O governo de Riad desejava cortar a produção da commodity, de modo a se adequar a um cenário de menor demanda por causa do surto de coronavírus, mas a Rússia não aderiu ao plano — o que criou um impasse na Opep.
Assim, os sauditas resolveram tomar uma atitude drástica: anunciaram que vão vender petróleo com enormes descontos, derrubando os preços internacionais da commodity. A medida impacta diretamente a economia russa, no que parece ser uma estratégia para forçar Moscou a negociar.
Mas a briga entre os dois países traz efeitos colaterais ao mundo todo e cria toda uma nova camada de incerteza em relação à economia global, que já vinha sendo afetada pelo surto de coronavírus. E, com dois fatores de risco no horizonte, os mercados operam em pânico.
As principais afetadas pela derrocada do petróleo são, obviamente, as petroleiras. Em Nova York, as ações da BP despencam 18,34%, enquanto os ativos da Exxon Mobil desabam 11,90%; por aqui, Petrobras ON (PETR3) opera em forte baixa de 31,50%, enquanto Petrobras PN (PETR4) derrete 31,98% — os papéis da estatal brasileira já haviam recuado mais de 10% na última sexta-feira (6).
Em meio à escalada da moeda americana na semana passada, o Banco Central (BC) anunciou, ainda na noite de sexta-feira (6), que faria leilões extraordinários de dólar à vista já na abertura da sessão desta segunda.
O que o BC não imaginava é que, durante o fim de semana, estouraria a nova crise do petróleo. Assim, por mais que a autoridade monetária tenha injetado US$ 3 bilhões no segmento à vista, a medida nem de longe serviu para acalmar os investidores.
Durante a tarde, a autoridade monetária fez mais um leilão no segmento à vista, injetando pouco menos de US$ 500 milhões — um esforço que, novamente, não conseguiu acalmar os ânimos dos investidores.
Com a nova disparada do dólar à vista, as curvas de juros fecharam em alta nesta segunda-feira. Mas, apesar da correção positiva, o mercado continua apostando em mais um corte na Selic na reunião da próxima semana.
Veja abaixo como estão os principais DIs no momento:
Nenhuma ativo do Ibovespa opera em alta nesta segunda-feira — no momento, as units da Taesa (TAEE11) apresentam o melhor desempenho de toda a carteira, em queda de 2,59%.
Sendo assim, veja quais eram as dez maiores baixas do Ibovespa nesta segunda-feira por volta de 17h00:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (EM R$) | VARIAÇÃO |
| PETR4 | Petrobras PN | 15,53 | -31,98% |
| PETR3 | Petrobras ON | 16,48 | -31,50% |
| CSNA3 | CSN ON | 8,46 | -23,85% |
| MRFG3 | Marfrig ON | 8,74 | -22,38% |
| GOAU4 | Metalúrgica Gerdau PN | 6,15 | -19,08% |
| ECOR3 | Ecorodovias ON | 11,74 | -18,25% |
| GGBR4 | Gerdau PN | 13,31 | -17,59% |
| BPAC11 | BTG Pactual units | 47,53 | -17,51% |
| VVAR3 | Via Varejo ON | 9,55 | -17,39% |
| AZUL4 | Azul PN | 32,12 | -16,96% |
Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores
O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA
A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais e será realizada sob o regime de melhores esforços
Após cair mais de 6% em cinco pregões com o temor de escassez hídrica, as ações da Sabesp passaram a embutir um cenário extremo de perdas, mas para o JP Morgan o mercado ignora a proteção do modelo regulatório
Para especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, alívio nos juros ajuda no curto prazo, mas o destino das ações mais alavancadas depende de outro vetor macroeconômico
De acordo com a gestora, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do fundo imobiliário
Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam
As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira
Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa
Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias
Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas
No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia
A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos
O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real
Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX
Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana
Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso
A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo
Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia
A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista