O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Liquidez abundante nos mercados financeiros prevaleceu sobre incertezas políticas e fiscais; movimento foi percebido com mais intensidade no câmbio
Os ecos de Jackson Hole fizeram-se presentes hoje na B3. Se na véspera a nova estratégia do Federal Reserve Bank (Fed, o banco central norte-americano) fez com que o Ibovespa apenas zerasse as perdas de uma sessão volátil e turbulenta, os ativos financeiros brasileiros finalmente puderam aproveitar um pouco da repercussão de Jackson Hole nesta sexta-feira em um dia no qual o noticiário local não atrapalhou tanto os negócios.
O vigor da queda do dólar não se reproduziu na mesma extensão no Ibovespa, que subiu, mas encerrou a semana longe das máximas do pregão, já que a tensão política e os temores fiscais que têm deixado os investidores ressabiados parecem longe de se dissipar, ainda que tenham dado uma folga hoje.
Os investidores ainda repercutem o discurso proferido ontem pelo presidente do Fed, Jerome Powell, durante o tradicional simpósio de política econômica de banqueiros centrais de Jackson Hole. Em sua fala, Powell anunciou uma importante mudança na estratégia da autoridade monetária norte-americana, que a partir de agora será pautada por uma taxa de inflação média. Isto significa que o Fed não vai subir os juros apenas com base na previsão de que a inflação vá acelerar, mas vai esperar por evidências de que a inflação, na média, alcançou a meta de 2% ao ano.
Essa tolerância maior com possíveis pressões inflacionárias alimenta a expectativa de que os juros básicos nos EUA permaneçam próximos de zero por um período ainda mais prolongado do que o que já se esperava.
E se a mudança de postura sugere uma recuperação mais lenta que a esperada da economia, ela também garante a manutenção da atual abundância de liquidez nos mercados financeiros, levando os investidores a buscarem retorno em ativos mais arriscados.
Assim como ocorreu ontem, o dólar permaneceu em queda generalizada ante outras moedas, os índices Nasdaq e S&P-500 voltaram a renovar seus recordes de fechamento, o Dow Jones finalmente zerou as perdas de 2020 e os ativos negociados na B3 tiveram um dia muito mais positivo do que negativo, mesmo nos momentos de mais cautela.
Leia Também
O Ibovespa avançou pela segunda semana seguirda e fechou em alta de 1,51% no pregão de hoje, aos 102.142,93 pontos.
No entanto, os focos de cautela persistem no cenário doméstico, o que limitou um pouco a alta na bolsa brasileira.
Depois de o presidente Jair Bolsonaro ter rejeitado o plano da equipe econômica para o Renda Brasil (programa que deve suceder o Bolsa Família e substituir o auxílio-emergencial), os investidores esperavam para hoje uma nova versão do projeto, contemplando os pedidos do Planalto.
No entanto, Guedes deveria apresentar hoje o novo auxílio emergencial, prorrogado até dezembro, no valor de R$ 300. A proposta do Renda Brasil deve ficar para depois, o que alguns analistas consideraram positivo no momento.
Um dos pontos mais delicados para os analistas do mercado financeiro é a fonte de recursos a ser utilizada para financiar a medida sem furar o teto de gastos em um momento que a preocupação com a situação fiscal do país só cresce. Enquanto Guedes defende uma redução do abono salarial, o presidente Jair Bolsonaro se mostra contrário.
Confira a seguir as maiores altas e as maiores baixas do dia entre os componentes do Ibovespa.
MAIORES ALTAS
Cyrela ON (CYRE3) +7,39%
Qualicorp ON (QUAL3) +5,60%
EcoRodovias ON (ECOR3) +5,43%
Rumo ON (RAIL3) +5,41%
BR Distribuidora ON (BRDT3) +4,52%
MAIORES BAIXAS
IRB Brasil ON (IRBR3) -1,57%
Marfrig ON (MRFG3) -1,40%
Braskem PN (BRKM5) -1,08%
Cogna ON (COGN3) -0,99%
JBS ON (JBSS3) -0,95%
A nova postura do Fed teve mais impacto hoje sobre a taxa de câmbio. O real foi um dos principais beneficiários da depreciação generalizada do dólar ante outras moedas pelo mundo. A moeda norte-americana fechou em queda de 2,92%, a R$ 5,4152. No acumulado da semana, a queda foi de 3,41%
O comportamento do dólar também acabou afetado pela costumeira disputa para o estabelecimento da taxa PTax, o que deve persistir na segunda-feira, quando ocorrerá a última sessão de agosto.
Os contratos de juros futuros também reagiram à nova postura do Fed e acompanharam a queda acentuada do dólar.
Confira as taxas negociadas de alguns dos principais contratos negociados na B3:
Banco é o único brasileiro na operação, que pode movimentar até US$ 10 bilhões e marca nova tentativa de Bill Ackman de abrir capital; estrutura combina fundo fechado e holding da gestora, em modelo inspirado na estratégia de longo prazo de Warren Buffett.
Carteira recomendada do banco conta com 17 fundos e exposição aos principais setores da economia: infraestrutura, imobiliário e agronegócio
A operação abrange todos os portos do país no Golfo Arábico e no Golfo de Omã, e será aplicada a embarcações de qualquer nacionalidade
A casa avalia que aproximadamente 98% da carteira está atrelada a CRIs indexados ao IPCA, o que gera proteção contra a inflação
Ibovespa supera os 197 mil pontos e atinge novo recorde; apesar disso, nem todas as ações surfaram nessa onda
A companhia foi a maior alta do Ibovespa na semana, com salto de quase 25%. A disparada vem na esteira da renovação no alto escalão da companhia e o Citi destaca pontos positivos e negativos da dança das cadeiras
Com mínima de R$ 5,0055 nesta sexta-feira (10), a moeda norte-americana acumula perdas de 2,88% na semana e de 3,23% em abril, após ter avançado 0,87% em março, no auge da aversão ao risco no exterior em razão do conflito no Oriente Médio
Entrada de capital estrangeiro, volumes em alta e ganhos tributários levam instituição financeira a projetar lucros até 19% acima do consenso e margens robustas para a operadora da bolsa
Itaú BBA e Bank Of America dizem até onde o índice pode ir e quem brilhou em uma semana marcada por recordes sucessivos
Com dólar ao redor de R$ 5,06 e queda próxima de 8% no mês, combinação de fluxo estrangeiro, juros elevados e cenário externo sustenta valorização do real. Especialistas acreditam que há espaço para mais desvalorização
Escalada das tensões no Oriente Médio, com foco em Israel e Líbano, ainda mantém os preços do barril em níveis elevados, e coloca estatal entre as mais negociadas do dia na bolsa brasileira
O fundo imobiliário destacou que a movimentação faz parte da estratégia ativa de gestão, com foco na geração de valor para os cotistas
A construtora divulgou números acima das expectativas do mercado e ações disparam mais de 12%, mas Alea segue sendo o grande incômodo de investidores
Trump pausou a guerra contra o Irã, mas o setor de defesa está longe de esfriar; BTG Pactual projeta um novo superciclo global de investimentos e recomenda ETF para capturar ganhos. Entenda por que a tese de rearmamento segue forte.
Após críticas da Squadra sobre a operação da empresa no Sul e Sudeste, a empresa estaria buscando vender ativos em uma das regiões, segundo reportagem do Pipeline
Três operações de peso envolvendo os FIIs Bresco Logística (BRCO11), Capitânia Logística (CPLG11) e REC Recebíveis (RECR11) são destaques hoje; confira a seguir
O principal índice de ações da B3 encerrou o dia em alta de 2,01%, a 192.201,16 pontos. O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1029, com queda de 1,01%, enquanto os futuros do petróleo tiveram as maiores quedas percentuais desde a pandemia
Em evento do Bradesco BBI, especialistas afirmaram esperar a retomada do apetite dos estrangeiros e a continuidade da queda dos juros para destravar mais valor da Bolsa
O fundo imobiliário GGRC11 poderá emitir um lote extra de até 50%, o que pode elevar o volume total da oferta
Santander espera que a Hypera tenha um 1º trimestre mais fraco em 2026, mas ainda assim recomenda a compra da ação; o que está em jogo?