🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Nas mínimas desde 2017

Em um ano, o Ibovespa foi da euforia com os 100 mil pontos ao pânico com o coronavírus

Em meio à percepção de que não há como evitar que a economia global seja severamente impactada pelo surto de coronavírus, o Ibovespa despencou mais de 10% e voltou ao nível dos 66 mil pontos

Victor Aguiar
Victor Aguiar
18 de março de 2020
17:46
bear market ibovespa bolsa coronavírus
Cautela com covid no exterior e cenário doméstico desfavorável colocam Ibovespa em queda hoje - Imagem: Shutterstock

Em 18 de março de 2019, o Ibovespa cruzou pela primeira vez a linha dos 100 mil pontos. Ok, a alegria durou pouco: em questão de minutos, o índice perdeu força e voltou aos dois dígitos — ainda levaria três meses para conseguir terminar um pregão na tão sonhada marca.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De qualquer maneira, essa sessão ficou marcada na História: depois de anos de expectativa e de projeções frustradas, a bolsa brasileira finalmente indicava que conseguiria entrar num ciclo de alta, buscando níveis cada vez mais elevados.

Curiosamente, 18 de março de 2019 também foi o meu primeiro dia na redação do Seu Dinheiro — a Julia Wiltgen meu salvou da fogueira e assumiu a cobertura de mercados, já que eu estava completamente perdido com a nova rotina.

Pois hoje, 18 de março de 2020, eu completo um ano de casa. E se é verdade que, nos últimos 365 dias, o Ibovespa foi muito além dos 100 mil pontos — chegou aos 119.527,63 pontos na máxima histórica, anotada em 23 de janeiro desde ano —, também é verdade que o primeiro aniversário dos três dígitos não está sendo exatamente festivo.

Isso porque as previsões de Ibovespa a 150 mil ou 200 mil pontos, que há tão pouco tempo pareciam estar ao alcance dos dedos, agora parecem um sonho distante. Ao fim da sessão desta quarta-feira, o índice marcava 66.894,95 pontos, em queda firme de 10,35%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É a primeira vez desde 2018 que o Ibovespa termina um pregão abaixo dos 70 mil pontos. Mais que isso: é o menor nível de fechamento desde 3 de agosto de 2017, quando o índice estava nos 66.777,00 pontos.

Leia Também

Com o desempenho desta quarta-feira, o Ibovespa agora acumula perdas de 19,09% somente nesta semana — em março, a baixa já chega a 35,78% e, desde o começo do ano, as perdas somam 42,16%.

E engana-se quem pensa que os mercados brasileiros estão isolados nessa derrocada. Na Europa, as principais bolsas recuaram mais de 4%; nos Estados Unidos, o Dow Jones (-6,30%), o S&P 500 (-4,82%) e o Nasdaq (-4,70%) também tiveram perdas expressivas.

  • Eu gravei um vídeo para comentar o novo dia de caos nos mercados globais. Veja abaixo:

Tudo isso por causa do agravamento da crise do coronavírus. Com a doença se espalhando num ritmo elevado pelo mundo e colocando países inteiros em quarentena, é cada vez maior a percepção de que será impossível impedir que a economia global sofra impactos massivos — o que provoca pânico entre os investidores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No câmbio, a reação foi semelhante: o dólar à vista fechou em forte alta de 3,74%, a R$ 5,1960 — um novo recorde nominal de encerramento. A sessão foi marcada pela valorização da moeda americana em escala mundial, em meio à busca desenfreada por ativos mais seguros.

Enorme pessimismo

Por mais que os governos tenham assumidos medidas mais enérgicas para conter o avanço do coronavírus e limitar os impactos econômicos da pandemia, notícias preocupantes no front das empresas começam a ecoar. Na Europa e nos EUA, as montadoras de automóveis já começam a indicar uma paralisação ao menos parcial de suas atividades na Europa.

Outro setor fortemente abalado é o de transporte aéreo, com as principais companhias do mundo mostrando grande preocupação quanto à sustentabilidade de suas operações no médio prazo caso o cenário de forte contração da demanda e restrições aéreas persista.

Assim, em meio aos sinais desanimadores, muitos já apostam que os pacotes de estímulo acionados pelos governos não serão suficientes para proteger a economia mundial — o que eleva a aversão ao risco por parte dos investidores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E, de fato, os principais bancos e casas de análise já estão trabalhando com um cenário de recessão econômica no Brasil e no mundo nos próximos trimestres.

O Credit Suisse, por exemplo, cortou sua projeção de crescimento do PIB do país para zero em 2020; o Morgan Stanley agora tem como cenário-base uma recessão global neste ano; e o UBS projeta recuo na economia brasileira no primeiro semestre.

No mundo todo, já são mais de 8,7 mil mortes e cerca de 214 mil pessoas contaminadas pelo vírus — no Brasil, há mais de 300 casos e três óbitos confirmados por causa da doença.

Preocupação doméstica

Por aqui, a falta de sintonia entre o presidente Jair Bolsonaro e os demais poderes no combate à doença também causa desconforto entre os investidores. A percepção é a de que Bolsonaro está se isolando politicamente e perdendo apoio popular — ontem, foram realizados 'panelaços' contra o presidente em São Paulo e no Rio de Janeiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O anúncio conjunto entre o presidente e diversos ministros, na tarde desta quarta-feira, não serviu para injetar ânimo nos investidores. De máscara, o ministro Paulo Guedes comunicou o lançamento de um auxílio de R$ 15 bilhões a trabalhadores informais, durante três meses, via Medida Provisória.

Igualando recordes

Considerando todo esse panorama, o Ibovespa acentuou o ritmo de perdas no início da tarde, batendo os 10% de baixa pouco depois das 13h — e, com isso, acionou pela sexta vez em março o circuit breaker.

Com a nova interrupção, a atual crise do coronavírus igualou uma marca pouco animadora: em 2008, em meio à quebra do Lehman Brothers e ao caos no sistema financeiro, o botão do pânico da bolsa também foi pressionado seis vezes.

E agora, Copom?

No Brasil, também exerceu influência sobre as operações a decisão de juros do Copom, a ser divulgada na noite de hoje. O cenário-base do mercado é de um corte na Selic, com magnitude ainda indefinida, por mais que existam dúvidas quanto à eficácia da medida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fato é que, se concretizada, a redução na Selic tende a gerar ainda mais pressão no mercado de câmbio — em linhas gerais, cortes nas taxas de juros desencadeiam um movimento de alta no dólar, por fatores técnicos ligados ao diferencial nas taxas em relação aos EUA.

Assim, já dando como certa a baixa na Selic, os mercados se antecipam e jogam o dólar para o alto, renovando os recordes intradiários. Durante a manhã, o BC promoveu novas atuações no mercado de moedas, mas a medida surtiu pouco efeito para acalmar o câmbio.

No mercado de juros futuros, o dia foi marcado por uma pressão positiva sobre os DIs. Mas, mesmo com essa correção, os vencimentos mais curtos mostram que os investidores seguem apostando num corte da Selic:

  • Janeiro/2021: de 3,59% para 4,00%;
  • Janeiro/2022: de 4,45% para 5,81%;
  • Janeiro/2023: de 5,50% para 7,03%;
  • Janeiro/2025: de 6,72% para 8,02%;
  • Janeiro/2027: de 7,38% para 8,55%.

Quase 100% vermelho

Em meio ao forte pessimismo, apenas Carrefour Brasil ON (CRFB3) e BB Seguridade ON (BBSE3) conseguiram se sustentar no campo positivo entre todas as ações do Ibovespa, com ganhos de 1,97% e 0,67%, respectivamente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na ponta negativa, as ações de companhias aéreas continuam reportando baixas massivas — caso de Azul PN (AZUL4) e Gol PN (GOLL4). Varejistas de eleroeletrônicos e outros itens não-essenciais e operadoras de shoppings também despontam entre as maiores perdas:

CÓDIGONOME PREÇO (R$)VARIAÇÃO
SMLS3Smiles ON10,30-37,80%
CVCB3CVC ON6,49-34,77%
AZUL4Azul PN10,35-32,04%
VVAR3Via Varejo ON4,82-31,53%
GOLL4Gol PN5,60-28,02%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BRASIL NO CENTRO DO MUNDO

Bolsa com força total: gringos despejam R$ 26,3 bilhões em janeiro na B3 e superam todo o fluxo de 2025

3 de fevereiro de 2026 - 20:00

Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes

MAIS ENERGIA PARA A CARTEIRA

Tchau, Vale (VALE3): BTG escolhe nova “vaca leiteira” para sua carteira de dividendos — saiba qual é a ação escolhida para renda passiva

3 de fevereiro de 2026 - 18:35

A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos

DA CIDADE PARA O CAMPO

BTAL11 migra para fiagro e terá primeiro programa de recompra de cotas; entenda os impactos para os cotistas

3 de fevereiro de 2026 - 14:02

A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão

MERCADOS HOJE

Ibovespa salta para históricos 187 mil pontos e dólar cai. Corte da Selic é um dos gatilhos do recorde, mas não é o único

3 de fevereiro de 2026 - 12:31

Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026

DEPOIS DE A HOLDING PEDIR RJ

Fictor Alimentos (FICT3) desaba 40% na B3. Por que o mercado não acreditou que a empresa ficará de fora da RJ da holding?

2 de fevereiro de 2026 - 15:34

Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação

DESTAQUES DA BOLSA

Raízen (RAIZ4) dispara, volta a ser negociada acima de R$ 1 e lidera as altas do Ibovespa na semana; veja os destaques

1 de fevereiro de 2026 - 15:00

Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice

CRIPTOMOEDAS HOJE

US$ 2,4 bilhões liquidados em 24 horas: Bitcoin (BTC) sofre nova derrocada e opera abaixo dos US$ 80 mil. O que explica?

1 de fevereiro de 2026 - 12:01

Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas

BALANÇO DO MÊS

Ibovespa dispara em janeiro e nenhum outro investimento foi páreo — nem mesmo o ouro

30 de janeiro de 2026 - 19:34

Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente

NÃO PERCA O PRAZO

Gol (GOLL54) vai sair da bolsa com OPA, mas adesão ao leilão não é automática; veja o que o investidor deve fazer

30 de janeiro de 2026 - 18:13

A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa

DESCE E SOBE

Fundo imobiliário TGAR11 cai 14% em três dias, mas BB-BI diz que não é hora de vender — entenda o que pode impulsionar o FII na bolsa agora

30 de janeiro de 2026 - 12:55

O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados

NA ROTA DO CRESCIMENTO

FIIs driblam juros altos com troca de cotas, mas há riscos para os cotistas? O BTG Pactual responde

29 de janeiro de 2026 - 15:21

O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor

BUSCA POR SEGURANÇA

Ibovespa dispara no ano, mas investidores brasileiros estão receosos e tiram dinheiro da bolsa, diz XP

29 de janeiro de 2026 - 14:15

Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável

VIROU PASSEIO

Ouro ultrapassa os US$ 5.500 pela 1ª vez e faz BTG elevar preço-alvo da Aura (AURA33) para US$ 87; Ibovespa alcança inéditos 186 mil pontos

29 de janeiro de 2026 - 12:39

Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA

A VISÃO DO GESTOR

BTRA11 e BTAL11: por que o BTG está convertendo esses FIIs em fiagros — e como isso pode turbinar os seus dividendos

29 de janeiro de 2026 - 6:04

Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas

GLOW UP NA BOLSA

A troca de look da Riachuelo: Guararapes define data para a estreia do novo ticker na B3

28 de janeiro de 2026 - 19:52

Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público

BOLSA E CÂMBIO

Uma Super Quarta nos mercados: Ibovespa bate novo recorde aos 184 mil pontos e ouro atinge marca histórica; dólar fica estável a R$ 5,20

28 de janeiro de 2026 - 19:25

Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%

REFORÇO FINANCEIRO

Raízen (RAIZ4) dispara 20% com expectativa por aumento de capital de R$ 1 bilhão; ação volta a valer mais de R$ 1

28 de janeiro de 2026 - 17:55

A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira

BOLSA EM FESTA

Recorde do Ibovespa é fichinha: bolsa brasileira pode ir a 300 mil pontos — e o investidor brasileiro pode chegar atrasado

28 de janeiro de 2026 - 17:02

Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa

BOLSA E CÂMBIO

Dólar leva tombo e fecha a R$ 5,20 — o menor nível desde maio de 2024 — graças a empurrão de Trump 

27 de janeiro de 2026 - 20:04

Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais

ALOCAÇÃO GLOBAL

Mesmo em recorde, a bolsa brasileira segue barata para o gringo — e fiscal não apavora o estrangeiro, diz UBS

27 de janeiro de 2026 - 17:30

Na avaliação de Ulrike Hoffmann e Arend Kapteyn, mesmo com incertezas fiscais, ações brasileiras seguem atraentes no cenário global

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar