Otimismo externo prevalece, Ibovespa sobe quase 2% e recupera os 100 mil pontos
Retomada dos testes clínicos de vacina da AstraZeneca sustentou bom humor e manteve em segundo plano a leitura mista do IBC-Br de julho
Um dia de cada vez. Esta tem sido a rotina nos mercados financeiros locais desde o início de agosto. Apesar da liquidez em abundância, volatilidade é a palavra de ordem.
Uma forte alta pra cá, uma queda acentuada pra lá e o Ibovespa não decide se vai ou se fica enquanto muitos investidores oscilam entre a euforia e o pânico ao sabor das ondas de curtíssimo prazo.
Se na semana passada a suspensão dos testes clínicos com a vacina da AstraZeneca contra o novo coronavírus pesou negativamente sobre as ações, hoje a retomada dos mesmos testes desencadeou uma alta consistente em Wall Street.
Por aqui, o Ibovespa surfou a vibe positiva vinda de fora, firmou-se em alta já nos primeiros momentos da sessão e subiu até recuperar a marca dos 100 mil pontos às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BCB).
“O fato é que ainda não dá pra saber se a bolsa vai buscar os 120 mil pontos ou voltar para os 80 mil”, adverte Enrico Cozzolino, analista de ações do Banco Daycoval. “A definição de um rumo ainda depende de fatores de bastante incerteza”, prossegue ele.
Em Nova York, todos os principais índices chegaram ao fim do dia com altas consistentes (Dow Jones, +1,18%; S&P-500, +1,27%; Nasdaq, +1,87%), ganhando uma folga antes da reunião de política monetária do Federal Reserve Bank (Fed, o banco central norte-americano) depois de duas semanas turbulentas. Numa toada bem parecida, a bolsa brasileira fechou em alta de 1,94%, aos 100.274,52 pontos.
Leia Também
Além da notícia sobre os testes com a vacina, o mercado brasileiro de ações dispôs de poucos drivers específicos que justificassem uma alta tão forte. Com exceção do setor de educação, que contou com uma disputa entre a Ser Educacional e a Yduqs pela Laureate, a maioria das ações cotadas na B3 subiu acompanhando o otimismo externo.
O setor de aviação subiu na esteira de uma proposta feita pelo BNDES e por um consórcio de bancos para conceder à Azul pelo menos R$ 2 bilhões de financiamento.
O varejo foi outro setor de destaque diante da percepção entre os investidores de que os papéis de varejistas e de redes de shopping centers ficaram 'baratos' em meio à volatilidade das últimas semanas.
Já os papéis do setor bancário começaram o dia patinando diante dos sinais mistos da economia brasileira, mas passaram a seguir o fluxo observado no Ibovespa diante da percepção de que seus preços estão descontados.
Até mesmo as ações de frigoríficos, que tendem a ser pressionadas pela taxa de câmbio em dias de fortes oscilações, registraram altas consistentes.
Não fosse a queda observada nas ações da Petrobras devido às novas projeções de queda na demanda pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e o Ibovespa provavelmente teria experimentado uma alta ainda mais forte.
Indicadores mistos em segundo plano
A notícia sobre a retomada dos testes da vacina colocou em segundo plano a leitura mista do IBC-Br, o índice de atividade econômica medido pelo Banco Central do Brasil (BCB) considerado como prévia do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Os investidores também observam o aumento das projeções dos participantes do mercado para a inflação deste ano na pesquisa Focus às vésperas da reunião do Copom.
Confira a seguir as maiores altas e maiores baixas do dia entre os componentes do Ibovespa.
MAIORES ALTAS
Yduqs ON (YDUQ3) +7,96%
Gol PN (GOLL4) +7,29%
Cielo ON (CIEL3) +6,98%
Azul PN (AZUL4) +6,28%
BR Malls ON (BRML3) +5,91%
MAIORES BAIXAS
PetroRio ON (PRIO3) -1,54%
Petrobras ON (PETR3) -1,00%
Petrobras PN (PETR4) -0,91%
Bradespar PN (BRAP4) -0,78%
Eletrobras PN (ELET6) -0,48%
Dólar e juro
Os mercados de câmbio e juros futuros também repercutiram a notícia sobre a retomada dos testes clínicos de uma vacina para a covid-19, com destaque para o desempenho do real.
O dólar iniciou a segunda-feira em queda com os investidores mais dispostos a assumirem riscos nos mercados financeiros em um dia no qual as divisas de países emergentes ganharam terreno.
Com isso, a moeda norte-americana encerrou o dia em queda de 1,09%, cotada a R$ 5,2755.
Já os contratos de juros futuros acompanharam a dinâmica do mercado de câmbio e fecharam em queda.
Confira as taxas negociadas de alguns dos principais contratos negociados na B3:
- Janeiro/2022: de 2,830% para 2,810%;
- Janeiro/2023: de 4,120% para 4,060%;
- Janeiro/2025: de 5,980% para 5,930%;
- Janeiro/2027: de 6,960% para 6,920%.
Bolsa nas alturas: Ibovespa fecha acima dos 158 mil pontos em novo recorde; dólar cai a R$ 5,3346
As bolsas nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia também encerraram a sessão desta quarta-feira (26) com ganhos; confira o que mexeu com os mercados
Hora de voltar para o Ibovespa? Estas ações estão ‘baratas’ e merecem sua atenção
No Touros e Ursos desta semana, a gestora da Fator Administração de Recursos, Isabel Lemos, apontou o caminho das pedras para quem quer dar uma chance para as empresas brasileiras listadas em bolsa
Vale (VALE3) patrocina alta do Ibovespa junto com expectativa de corte na Selic; dólar cai a R$ 5,3767
Os índices de Wall Street estenderam os ganhos da véspera, com os investidores atentos às declarações de dirigentes do Fed, em busca de pistas sobre a trajetória dos juros
Ibovespa avança e Nasdaq tem o melhor desempenho diário desde maio; saiba o que mexeu com a bolsa hoje
Entre as companhias listadas no Ibovespa, as ações cíclicas puxaram o tom positivo, em meio a forte queda da curva de juros brasileira
Maiores altas e maiores quedas do Ibovespa: mesmo com tombo de mais de 7% na sexta, CVC (CVCB3) teve um dos maiores ganhos da semana
Cogna liderou as maiores altas do índice, enquanto MBRF liderou as maiores quedas; veja o ranking completo e o balanço da bolsa na semana
JBS (JBSS3), Carrefour (CRFB3), dona do BK (ZAMP3): As empresas que já deixaram a bolsa de valores brasileira neste ano, e quais podem seguir o mesmo caminho
Além das compras feitas por empresas fechadas, recompras de ações e idas para o exterior também tiraram papéis da B3 nos últimos anos
A nova empresa de US$ 1 trilhão não tem nada a ver com IA: o segredo é um “Ozempic turbinado”
Com vendas explosivas de Mounjaro e Zepbound, Eli Lilly se torna a primeira empresa de saúde a valer US$ 1 trilhão
Maior queda do Ibovespa: por que as ações da CVC (CVCB3) caem mais de 7% na B3 — e como um dado dos EUA desencadeou isso
A combinação de dólar forte, dúvida sobre o corte de juros nos EUA e avanço dos juros futuros intensifica a pressão sobre companhia no pregão
Nem retirada das tarifas salva: Ibovespa recua e volta aos 154 mil pontos nesta sexta (21), com temor sobre juros nos EUA
Índice se ajusta à baixa dos índices de ações dos EUA durante o feriado e responde também à queda do petróleo no mercado internacional; entenda o que afeta a bolsa brasileira hoje
O erro de R$ 1,1 bilhão do Grupo Mateus (GMAT3) que custou o dobro para a varejista na bolsa de valores
A correção de mais de R$ 1,1 bilhão nos estoques expôs fragilidades antigas nos controles do Grupo Mateus, derrubou o valor de mercado da companhia e reacendeu dúvidas sobre a qualidade das informações contábeis da varejista
Debandada da B3: quando a onda de saída de empresas da bolsa de valores brasileira vai acabar?
Com OPAs e programas de recompras de ações, o número de empresas e papéis disponíveis na B3 diminuiu muito no último ano. Veja o que leva as empresas a saírem da bolsa, quando esse movimento deve acabar e quais os riscos para o investidor
Medo se espalha por Wall Street depois do relatório de emprego dos EUA e nem a “toda-poderosa” Nvidia conseguiu impedir
A criação de postos de trabalho nos EUA veio bem acima do esperado pelo mercado, o que reduz chances de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) em dezembro; bolsas saem de alta generalizada para queda em uníssono
Depois do hiato causado pelo shutdown, Payroll de setembro vem acima das expectativas e reduz chances de corte de juros em dezembro
Os Estados Unidos (EUA) criaram 119 mil vagas de emprego em setembro, segundo o relatório de payroll divulgado nesta quinta-feira (20) pelo Departamento do Trabalho
Sem medo de bolha? Nvidia (NVDC34) avança 5% e puxa Wall Street junto após resultados fortes — mas ainda há o que temer
Em pleno feriado da Consciência Negra, as bolsas lá fora vão de vento em poupa após a divulgação dos resultados da Nvidia no terceiro trimestre de 2025
Com R$ 480 milhões em CDBs do Master, Oncoclínicas (ONCO3) cai 24% na semana, apesar do aumento de capital bilionário
A companhia vive dias agitados na bolsa de valores, com reação ao balanço do terceiro trimestre, liquidação do Banco Master e aprovação da homologação do aumento de capital
Braskem (BRKM5) salta quase 10%, mas fecha com ganho de apenas 0,6%: o que explica o vai e vem das ações hoje?
Mercado reagiu a duas notícias importantes ao longo do dia, mas perdeu força no final do pregão
SPX reduz fatia na Hapvida (HAPV3) em meio a tombo de quase 50% das ações no ano
Gestora informa venda parcial da posição nas ações e mantém derivativos e operações de aluguel
Dividendos: Banco do Brasil (BBAS3) antecipa pagamento de R$ 261,6 milhões em JCP; descubra quem entra no bolo
Apesar de o BB ter terminado o terceiro trimestre com queda de 60% no lucro líquido ajustado, o banco não está deixando os acionistas passarem fome de proventos
Liquidação do Banco Master respinga no BGR B32 (BGRB11); entenda os impactos da crise no FII dono do “prédio da baleia” na Av. Faria Lima
O Banco Master, inquilino do único ativo presente no portfólio do FII, foi liquidado pelo Banco Central por conta de uma grave crise de liquidez
Janela de emissões de cotas pelos FIIs foi reaberta? O que representa o atual boom de ofertas e como escapar das ciladas
Especialistas da EQI Research, Suno Research e Nord Investimentos explicam como os cotistas podem fugir das armadilhas e aproveitar as oportunidades em meio ao boom das emissões de cotas dos fundos imobiliários