Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Massacre

Ibovespa desaba mais de 15% na semana, nocauteado pelo coronavírus, crise no petróleo e tensão em Brasília

Com o ambiente externo cada vez mais tenso e com o cenário político doméstico se deteriorando, o circuit breaker da bolsa foi acionado quatro vezes na semana e o Ibovesa desabou ao nível de 82 mil pontos; o dólar renovou as máximas e fechou a R$ 4,81

Victor Aguiar
Victor Aguiar
13 de março de 2020
18:25
Ibovespa mercados nocaute
Imagem: Shutterstock

Mike Tyson, campeão dos pesos-pesados em 1996, tinha uma luta marcada contra um de seus maiores rivais, Evander Holyfield — e grande parte da imprensa e dos fãs de boxe davam um ligeiro favoritismo ao desafiante. Questionado a respeito das possíveis estratégias do oponente, Tyson foi breve:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Todo mundo tem um plano ótimo até levar um soco na cara"

O Ibovespa, as bolsas globais, o dólar à vista e os mercados de commodities — todos tinham um plano excelente. E todos foram nocauteados sem piedade nesta semana.

No caso do mercado acionário brasileiro, não adiantou contar até 10: afinal, desde segunda-feira (9), a bolsa precisou acionar o 'circuit breaker' — o mecanismo que interrompe o pregão ao se atingir uma queda de 10% — em quatro ocasiões diferentes. O botão do pânico não era pressionado desde o 'Joesley Day', em 2017.

Quando analisamos a luta round por round, vemos que, em alguns momentos, o Ibovespa até tentou reagir. Mas os bons momentos, nem de longe, serviram para anular o período em que o índice ficou nas cordas:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Segunda-feira (9), round 1: -12,17%
  • Terça-feira (10), round 2: +7,14%
  • Quarta-feira (11), round 3: -7,64%
  • Quinta-feira (12), round 4: -14,78%
  • Sexta-feira (13), round 5: +13,91%.

Ao fim do duelo, o Ibovespa marcava 82.677,91 pontos, acumulando uma expressiva queda de 15,63% somente nesta semana — desde o início do ano, a perda já chega a 28,51%.

Leia Também

E, lá fora, a situação não foi muito diferente: nos Estados Unidos, o Dow Jones fechou a semana com uma baixa acumulada de 10,35%, o S&P 500 caiu 8,79% e o Nasdaq desabou 8,17%; na Europa e na Ásia, as principais praças também amargaram quedas expressivas nos últimos dias.

No mercado de commodities, o petróleo desabou e, nas negociações de moedas, o dólar disparou em escala global — por aqui, a moeda à vista agora vale R$ 4,8163 —, num movimento de busca de proteção por parte dos investidores. A percepção de risco disparou e o pânico tomou conta dos investidores, marcando uma das semanas mais turbulentas para o universo financeiro nas últimas décadas.

Gancho avassalador

O primeiro golpe forte nos mercados veio do surto de coronavírus: com a doença se espalhando num ritmo cada vez maior pelo Ocidente — e forçando quarentenas e cancelamentos de eventos no mundo todo — é quase impossível imaginar que a economia global não vá ser impactada de maneira severa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Voltemos à luta entre Tyson e Holyfield. Se ela estivesse marcada para os próximos dias, provavelmente seria cancelada ou adiada — na melhor das hipóteses, ocorreria numa arena fechada ao público. Restaria a você, fã de boxe, acompanhar o duelo pela TV.

Mas, se você estivesse na Europa ou nos Estados Unidos, não poderia juntar os amigos e ir a um bar assistir à luta, já que o medo de transmissão de coronavírus tem afastado as pessoas de lugares potencialmente cheios. Assim, o jeito seria ficar em casa...

...desde que você tivesse um estoque de petiscos em casa, já que, tanto na Europa quanto nos EUA, há relatos de problemas de abastecimento nos supermercados — com medo do coronavírus, muitas pessoas têm corrido para estocar mantimentos em casa.

Conto toda essa história apenas para ilustrar os potenciais danos que o surto de coronavírus pode trazer à economia global. Ao forçar uma quarentena em grandes proporções, a doença paralisa a roda da economia — e, com o vírus continuando a avançar pelo mundo, não se sabe por quanto tempo essa letargia poderá durar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Até o momento, já são mais de 5 mil mortos e cerca de 140 mil pessoas contaminadas no mundo todo, com um forte crescimento nas ocorrências na Europa — especialmente na Itália — e nos Estados Unidos. Estatísticas que, por si só, já seriam capazes de gerar pânico.

O que piorou ainda mais o sentimento dos investidores, no entanto, foi a percepção de que as autoridades globais não estariam agindo de maneira suficientemente enfática para conter o avanço do vírus. Ao longo da semana, o mercado apostou que os BCs e governos anunciariam diversas medidas e pacotes de estímulo econômico — uma expectativa que foi apenas parcialmente atendida.

Ok, o Federal Reserve deu início a um programa de injeção de liquidez de até US$ 1,5 trilhão. Ok, os BCs do Japão e de diversos países europeus anunciaram cortes de juros e medidas extraordinárias. Mas, mesmo assim, ficou uma certa sensação de vazio no ar.

O que os investidores não contavam era com a piora do ambiente a partir das declarações das autoridades políticas — e o presidente Donald Trump fez exatamente isso, ao suspender todas as viagens entre EUA e Europa, sob o pretexto de contenção do avanço da doença.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma medida drástica e que afeta diretamente o comércio mundial — e coloca as companhias aéreas na berlinda, uma vez que a rota é importantíssima para empresas como Delta, American Airlines, United e Air France, entre outras.

Cruzado certeiro

Além de toda a tensão ligada ao coronavírus, os mercados globais ainda receberam um segundo golpe forte: a crise no mercado de petróleo, com uma queda de braço entre Arábia Saudita e Rússia.

Em resumo: os sauditas queriam cortar a produção da commodity, de modo a se adequar a um cenário de menor demanda por causa do coronavírus; os russos não concordaram com o plano, defendendo a manutenção dos níveis atuais — o que gerou uma crise dentro da Opep.

Sem um acordo, os sauditas tomaram uma atitude radical: decidiram conceder enormes descontos nos preços do próprio petróleo vendido no exterior, de modo a derrubar o valor da commodity no mundo todo. Por mais que a medida vá contra os interesses do país, ela também coloca intensa pressão sobre os russos — a ponto de, em teoria, puxá-los de volta à mesa de negociações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como resultado, o barril do petróleo desabou para perto do nível de US$ 30 — em abril de 2019, as cotações estavam acima de US$ 70. Como resultado desse derretimento — e da tensão internacional — as bolsas desabaram.

No Brasil, o efeito foi ainda pior, uma vez que o petróleo mais barato afetou diretamente a Petrobras, ação que tem enorme peso na composição do Ibovespa.

Até o momento, não há qualquer sinal de que a Arábia Saudita e a Rússia conseguirão chegar a um meio termo nos próximos dias — o que mantém os mercados sob alerta.

Direto no queixo

E, como se não bastasse todo o ambiente terrível visto no exterior, o Brasil também teve fatores de estresse para os mercados. Em Brasília, governo e Congresso continuaram entrando em atrito — e o resultado foi um golpe feio no ajuste fiscal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com as relações cada vez mais deterioradas entre os poderes, o Congresso derrubou o veto do presidente Jair Bolsonaro à elevação do piso do BPC. Como resultado, será gerado um gasto adicional da ordem de R$ 20 bilhões anuais ao Orçamento.

Uma medida que, evidentemente, pressiona o teto de gastos públicos e traz enorme dano ao lado fiscal — além de gerar ainda mais preocupação quanto ao andamento das reformas e demais pautas econômicas.

As preocupações fiscais afetaram especialmente o mercado de câmbio, gerando intensa pressão ao dólar à vista — na quinta-feira, dia de maior tensão, a moeda americana chegou a bater o nível de R$ 5,02, um novo recorde em termos intradiários.

E, por mais que o dólar tenha se afastado desses níveis, ele ainda terminou a semana cotado a R$ 4,8163, uma nova máxima de encerramento — na semana, a divisa acumulou ganhos de 3,94% e, no ano, já sobe 20,05%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ONDA DE AQUISIÇÕES?

A corrida pelo “ouro do século 21”: acordo bilionário de terras raras da Serra Verde pode ser apenas o começo, prevê BTG  

23 de abril de 2026 - 19:11

Para os analistas, a Serra Verde acaba de inaugurar o que deve ser uma “onda de aquisições” em solo brasileiro

ENFERRUJOU?

Itaú BBA corta preços-alvo de CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3); entenda o principal motivo para a decisão

23 de abril de 2026 - 17:06

Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%

NEM PAPEL, NEM TIJOLO

FoFs roubam a cena entre FIIs e lideram retornos no último ano, mostra índice da Rio Bravo; confira o desempenho dos setores

23 de abril de 2026 - 13:21

Por contarem com ativos de crédito e de tijolo na carteira, os Fundos de Fundos tendem a ter portfólios mais defensivos em momentos de instabilidade, segundo gestora

REFORÇO BILIONÁRIO

Carro já era? Tesla (TSLA34) quer triplicar investimentos em 2026 com a ambição de Elon Musk em se tornar uma potência de IA

23 de abril de 2026 - 11:57

A fabricante de carros elétricos aumentou o plano de aportes para US$ 25 bilhões neste ano, com foco em robotáxis, robôs humanoides, caminhão elétrico e fábrica de chips de inteligência artificial

NOVO VALOR

Small cap da bolsa recalcula dividendos de R$ 150 milhões após recompra de ações; veja novas datas e valores por papel

23 de abril de 2026 - 11:03

A Iguatemi (IGTI11) atualizou, na noite de quarta-feira (22), os dividendos que serão pagos ao longo de 2026

ESTRATÉGIA DE ELITE

Segredo de R$ 5 bilhões: a regra de ouro dos multimilionários para proteger o patrimônio (e como você pode copiar)

23 de abril de 2026 - 6:04

Quer investir como um magnata? O segredo está na diversificação inteligente e no patrimônio integrado; confira as lições da Ghia para preservar capital mesmo em tempos de guerra

O QUE COMPRAR AGORA

A mamata da bolsa acabou? Ibovespa pode chegar nos 210 mil pontos, segundo o BofA, mas as ações já não estão baratas

22 de abril de 2026 - 17:29

O Bank of America elevou o alvo para o Ibovespa em 2026, mas lembra que o rali é carregado por gigantes da bolsa brasileira e pelo fluxo aumentado de estrangeiros fazendo negócios por aqui

NA PONTA DO GIZ

Yduqs, Cogna, Ânima, Ser… empresas de educação devem sofrer no 1T26; veja quem ganha e quem perde, segundo o BofA

22 de abril de 2026 - 16:21

Em algumas empresas, os programas híbridos e presenciais devem absorver parte das quedas de matrículas do ensino à distância

O VAIVÉM DA TRÉGUA

Trump leva turbulência aos mercados, coloca bolsas em zona de perigo e faz o petróleo decolar

21 de abril de 2026 - 17:35

O temor de que o grande acordo prometido pelo presidente norte-americano não saia do papel — dando lugar à prontidão militar — fez os investidores apertarem o botão de venda

NO BALANÇO DAS HORAS

Do ouro e prata ao cobre e níquel, o tic-tac do cessar-fogo derruba commodities metálicas 

21 de abril de 2026 - 15:53

A notícia de que as conversas entre Washington e Teerã estariam suspensas chegou minutos antes do fechamento, funcionando como um gatilho para ampliar as perdas

INFLAÇÃO VIROU ALIADA?

O FII que paga IPCA + quase 10% ao ano: por que a XP segue comprada no KNIP11

21 de abril de 2026 - 12:00

Para analistas, fundo imobiliário de CRIs combina perfil defensivo, IPCA e gestão forte para entregar renda consistente em cenário incerto

FLUXO GLOBAL

Brasil é o emergente preferido dos estrangeiros na América Latina — mas a bolsa que mais dispara em 2026 fica do outro lado do mundo

20 de abril de 2026 - 13:05

Apesar do fluxo bilionário para o Ibovespa, uma bolsa na Ásia já disparou mais de 50% no ano e lidera o ranking global entre os emergentes

ATÉ MAIS TARDE

O bitcoin não dorme — e a B3 quer acompanhar: bolsa estende pregão de criptomoedas e ouro até 20h

20 de abril de 2026 - 9:54

Com cripto operando 24/7 lá fora, mudança busca aproximar o investidor local do ritmo global do mercado; veja o que muda na prática

MERCADOS HOJE

Petróleo salta com nova escalada no Oriente Médio e pressiona bolsas globais. Por que o mercado entrou em alerta?

20 de abril de 2026 - 9:21

Escalada das tensões reacende temor sobre oferta da commodity e pressiona ativos globais na abertura da semana; veja o que mexe com os mercados hoje

BULL MARKET

A tendência de alta do Ibovespa é consistente e o índice de ações pode ultrapassar os 225 mil pontos, segundo o Daycoval

18 de abril de 2026 - 10:45

A posição do Brasil no contexto geopolítico, de guerra e pressão inflacionária, favorece a entrada de mais investidores globais nos próximos meses

PATINHO FEIO

Ibovespa voa, mas Small Caps ficam para trás — e distância entre um índice e outro é a maior em 20 anos

17 de abril de 2026 - 19:01

O índice das ações medianas não entrou no apetite dos estrangeiros e, sem os locais, os papéis estão esquecidos na bolsa

NÃO É QUALIDADE

Fleury (FLRY3): os dois motivos que fizeram o BTG desistir da recomendação de compra — e quem é a queridinha do setor

17 de abril de 2026 - 18:18

Embora o banco veja bons resultados para a companhia, há outras duas ações do setor de saúde que são as preferidas para investir

OPERAÇÃO BILIONÁRIA

O mercado parou para ler: carta de Bill Ackman detalha a estratégia por trás do IPO duplo da Pershing Square

17 de abril de 2026 - 17:31

Conhecido como “discípulo de Warren Buffet”, ele reforça que o modelo da Pershing Square se baseia em investir no longo prazo em poucas empresas de alta qualidade, com forte geração de caixa e vantagens competitivas duráveis

MERCADOS

Petrobras (PETR4) no olho do furacão: a trégua que virou pesadelo para as petroleiras, drenou o Ibovespa e fez o dólar flertar com os R$ 5,00 

17 de abril de 2026 - 12:54

O cessar-fogo no Líbano e a abertura do Estreito de Ormuz pelo Irã derrubaram o petróleo, que já chegou a cair 14% nesta sexta-feira (17), e mexeu com as bolsas aqui e lá fora

ENCHEU O CARRINHO

Vai cair na conta? FII da XP compra 6 galpões logísticos por R$ 919 milhões; veja como ficam os dividendos

17 de abril de 2026 - 11:22

Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia