Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Semana caótica

Adeus, 100 mil pontos: Ibovespa desaba 5,93% na semana e perde os três dígitos com ‘risco coronavírus’ no radar

Numa semana marcada pela explosão de casos de coronavírus no mundo, a aversão ao risco tomou conta do mercado e fez o Ibovespa amargar perdas expressivas, recuando para abaixo dos 100 mil pontos pela primeira vez desde 8 de outubro

Victor Aguiar
Victor Aguiar
6 de março de 2020
19:18 - atualizado às 19:23
Selo Mercados FECHAMENTO Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O Ibovespa chegou aos 100 mil pontos pela primeira vez em 18 de março de 2019 — na ocasião, não conseguiu se manter acima dos três dígitos no fechamento. Ainda levaria mais três meses para que o índice terminasse um pregão acima deste nível, no dia 19 de junho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desde então, o mercado se acostumou a pensar no Ibovespa na casa da centena. Ok, houve alguns períodos de turbulência em que o índice ficou abaixo dessa linha de corte em 2019, mas, de modo geral, a ideia dos 100 mil pontos parecia ter vindo para ficar.

Afinal, não foram poucas as intempéries enfrentadas pelo mercado acionário brasileiro nos últimos meses. Incertezas em relação à reforma da Previdência, tensões no cenário político doméstico, Brexit, guerra comercial, conflitos no Oriente Médio — a bolsa resistiu a todos esses riscos.

Mas um novo oponente mostrou-se forte demais para o Ibovespa: o surto global de coronavírus. Com a disseminação da doença ao redor do mundo, a sombra da desaceleração mundial começou a ganhar contornos cada vez mais palpáveis — e, ao ver o fantasma ganhando corpo, os mercados entraram em pânico.

E, no mercado financeiro, pânico é um gatilho clássico para a redução de riscos — e o investimento na bolsa sempre é visto como uma opção mais arriscada. Assim, sem ter certeza do que pode acontecer no futuro, houve uma venda generalizada de ações nessa semana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Eu gravei um vídeo comentando o derretimento dos mercados na semana. Veja abaixo:

Apenas nesta sexta-feira (6), o Ibovespa caiu 4,14%, aos 97.996,77 pontos, fechando abaixo dos 100 mil pontos pela primeira vez desde 8 de outubro de 2019 — é, também, o menor nível de encerramento desde 27 de agosto, quando o índice marcava 97.276,19 pontos.

Leia Também

Com o desempenho de hoje, o Ibovespa amargou uma perda de 5,93% apenas nesta semana — desde o começo de 2020, a baixa acumulada já chega a 15,26%.

A semana também foi ruim nos Estados Unidos, com o Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq terminando a semana com perdas acumuladas — e olha que, por lá, os desdobramentos das prévias do partido Democrata serviram para dar uma injeção de ânimo e neutralizar parte do pessimismo com o coronavírus.

Medidas extremas

O coronavírus deixou de ser um problema restrito à China e ganhou força mundial nos últimos dias — países como Itália, Coreia do Sul e Estados Unidos tiveram um salto no número de contaminados e de casos fatais. Com isso, um cenário de perda de força da economia global parece cada vez mais plausível.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E, em meio à essa percepção, os bancos centrais do mundo começaram a agir. A autoridade monetária da Austrália, por exemplo, cortou os juros do país, de modo a tentar blindar a economia local dos impactos da doença.

Na terça-feira, contudo, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), tomou uma medida extrema: cortou os juros em 0,5 ponto, de maneira extraordinária — a reunião que decidiria o futuro das taxas ocorrerá apenas no próximo dia 18.

A medida gerou polêmica, uma vez que muitos agentes financeiros interpretaram o passo do Fed como uma prova de que o surto do coronavírus é muito mais grave do que se imagina. E mesmo do lado econômico, há quem defenda que mais estímulos monetários não surtirão efeito, já que a economia dos EUA continua relativamente forte.

Concorde-se ou não com a decisão, fato é que ela foi tomada — e, com isso, uma nova onda de alívio monetário foi desencadeada no mundo. Afinal, se os EUA baixam juros, outras economias automaticamente se veem pressionadas a fazer o mesmo, de modo a manterem a competitividade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso inclui o Brasil. Por aqui, o Copom agora encontra-se numa situação complexa: por um lado, a Selic já está em níveis bastante baixos — e novos cortes podem ter alcance limitado para estimular a atividade. Por outro, com o Fed cortando juros, há uma pressão para que caminho semelhante seja adotado por aqui.

No entanto, um efeito secundário de mais cortes de juros é a desvalorização do dólar — e a moeda americana já está em níveis bastante elevados.

Dólar nas alturas

No mercado de câmbio, o surto de coronavírus provocou uma corrida dos investidores em busca de ativos mais seguros. Ou seja: houve um movimento coordenado de saída de moedas emergentes e um forte aumento na demanda por dólares.

Com isso, o dólar à vista teve mais uma semana de forte valorização ante o real: hoje, a divisa americana até fechou em baixa de 0,38%, a R$ 4,6338, mas, na semana, saltou 3,10%; antes da queda desta sexta-feira, o dólar vinha de uma sequência de 12 sessões consecutivas em alta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desde o início do ano, o dólar à vista já acumula ganhos de 15,50%.

A situação piorou muito por aqui a partir do dilema da Selic. Com o mercado não vendo outra alternativa para o Copom senão o prolongamento do ciclo de baixa nos juros, o dólar continuou estressado — afinal, o diferencial em relação aos EUA seguiria estreito.

Assim, o dólar saltou mais de 1% tanto na quarta quanto na quinta-feira, chegando ao patamar inédito de R$ 4,65 — o que, paradoxalmente, fez o mercado tirar um pouco do pé nas apostas de corte de juros. Mas, aparentemente, o cenário está dado: ainda não há consenso quanto à magnitude, mas as apostas são majoritárias em mais quedas na Selic.

Em meio ao caos no câmbio, o Banco Central usou algumas de suas armas para conter o avanço da moeda: fez leilões extraordinários de swap cambial, previamente anunciados — por meio dessa ferramenta, o BC injetou US$ 5 bilhões no sistema.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A postura do BC, no entanto, foi incapaz de reverter a tendência de valorização do dólar. Para analistas e operadores, a autoridade monetária deveria assumir uma postura mais enfática, anunciando programas mais estruturados de alívio ou até mesmo atuando no mercado à vista, como já foi feito no passado.

Petróleo despenca

Em meio às incertezas, o mercado de commodities também foi fortemente atingido, especialmente o petróleo: sem saber se a demanda global será afetada pela doença, o mercado assumiu uma postura defensiva e apostou na queda do produto.

E mesmo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não tem um consenso quanto ao futuro. Os membros do grupo não chegaram a um acordo em relação à possibilidade de cortes na produção da commodity — e, como resultado, tanto o WTI quanto o Brent caíram mais de 10% hoje.

Nesse cenário, ações como as da Petrobras tiveram uma semana bastante ruim — outras companhias exportadoras de commodities, como Vale, Usiminas, CSN e Gerdau também sofreram.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Top 5 na semana

Mesmo com tanto pessimismo no horizonte, há ações do Ibovespa que conseguiram fechar a semana no azul. Veja abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do índice desde segunda-feira:

  • Hypera ON (HYPE3): +15,51%
  • Klabin units (KLBN11): +8,99%
  • Telefônica Brasil PN (VIVT4): +6,01%
  • Ambev ON (ABEV3): +5,36%
  • Suzano ON (SUZB3): +4,96%

Na ponta negativa, destaque para IRB ON (IRBR3), que despencou mais de 50% apenas nesta semana em meio ao vexame envolvendo um suposto investimento feito pelo bilionário Warren Buffett na empresa — e que foi desmentido pelo próprio no início da semana.

Veja abaixo as maiores perdedoras do índice desde segunda:

  • IRB ON (IRBR3): -50,77%
  • Gol PN (GOLL4): -17,77%
  • Via Varejo ON (VVAR3): -16,29%
  • BTG Pactual units (BPAC11): -14,71%
  • BRF ON (BRFS3): -14,53%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MENOR PATAMAR EM DOIS ANOS

Dólar abaixo de R$ 5? O que precisa acontecer para a moeda cair ainda mais — e o que poderia atrapalhar isso

9 de abril de 2026 - 16:29

Com dólar ao redor de R$ 5,06 e queda próxima de 8% no mês, combinação de fluxo estrangeiro, juros elevados e cenário externo sustenta valorização do real. Especialistas acreditam que há espaço para mais desvalorização

DE VOLTA AO JOGO

Como a Petrobras (PETR4) recuperou R$ 27 bilhões perdidos na véspera e ajuda o Ibovespa a passar dos 195 mil pontos

9 de abril de 2026 - 14:42

Escalada das tensões no Oriente Médio, com foco em Israel e Líbano, ainda mantém os preços do barril em níveis elevados, e coloca estatal entre as mais negociadas do dia na bolsa brasileira

MUDANÇAS NO PORTFÓLIO

Riza Arctium Real Estate (RZAT11) anuncia venda de imóveis, e cotistas vão sair ganhando; veja os detalhes das operações

9 de abril de 2026 - 12:00

O fundo imobiliário destacou que a movimentação faz parte da estratégia ativa de gestão, com foco na geração de valor para os cotistas

VEJA OS DESTAQUES DA PRÉVIA OPERACIONAL

Tenda (TEND3) ‘faz a festa’ fora do Ibovespa após prévia operacional, mas calcanhar de Aquiles segue o mesmo. O que fazer com as ações?

8 de abril de 2026 - 16:40

A construtora divulgou números acima das expectativas do mercado e ações disparam mais de 12%, mas Alea segue sendo o grande incômodo de investidores

SEGURANÇA E DEFESA

O superciclo de investimento de US$ 2,6 trilhões que sobrevive à trégua de Trump com o Irã e está apenas começando

8 de abril de 2026 - 14:12

Trump pausou a guerra contra o Irã, mas o setor de defesa está longe de esfriar; BTG Pactual projeta um novo superciclo global de investimentos e recomenda ETF para capturar ganhos. Entenda por que a tese de rearmamento segue forte.

UM DOS GRANDES PROBLEMAS

Maior alta do Ibovespa: Hapvida (HAPV3) dispara mais de 10% com possível venda bilionária de ativos

8 de abril de 2026 - 12:37

Após críticas da Squadra sobre a operação da empresa no Sul e Sudeste, a empresa estaria buscando vender ativos em uma das regiões, segundo reportagem do Pipeline

MERCADO IMOBILIÁRIO

FIIs colocam Pague Menos e Amazon na mira, e emissão milionária rouba a cena; veja o que movimenta os fundos imobiliários hoje

8 de abril de 2026 - 11:12

Três operações de peso envolvendo os FIIs Bresco Logística (BRCO11), Capitânia Logística (CPLG11) e REC Recebíveis (RECR11) são destaques hoje; confira a seguir

MERCADOS HOJE

Ibovespa sobe mais de 2% com cessar-fogo entre EUA e Irã, mesmo com Petrobras (PETR4) desabando; dólar cai a R$ 5,10

8 de abril de 2026 - 9:52

O principal índice de ações da B3 encerrou o dia em alta de 2,01%, a 192.201,16 pontos. O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1029, com queda de 1,01%, enquanto os futuros do petróleo tiveram as maiores quedas percentuais desde a pandemia

HORA DE INVESTIR

‘Ações não são o patinho feio’. Gestores estão otimistas com os ganhos do Ibovespa mesmo diante da guerra e das eleições

7 de abril de 2026 - 15:42

Em evento do Bradesco BBI, especialistas afirmaram esperar a retomada do apetite dos estrangeiros e a continuidade da queda dos juros para destravar mais valor da Bolsa

A FOME DO 'PACMAN DOS FIIS'

O Zagros Renda (GGRC11) quer levantar até R$ 1,5 bilhão em nova oferta de cotas; entenda o que está na jogada para o fundo imobiliário

7 de abril de 2026 - 10:41

O fundo imobiliário GGRC11 poderá emitir um lote extra de até 50%, o que pode elevar o volume total da oferta

RECOMENDAÇÃO DE COMPRA

Copo meio cheio? Projeções para a Hypera (HYPE3) pioram, mas ação ainda pode saltar até 33%, diz Santander — e caneta emagrecedora é um dos motivos

6 de abril de 2026 - 18:02

Santander espera que a Hypera tenha um 1º trimestre mais fraco em 2026, mas ainda assim recomenda a compra da ação; o que está em jogo?

NOVOS PATAMARES

Qual o próximo passo da JBS na bolsa norte-americana, segundo o BTG? Veja qual a vantagem para o investidor

6 de abril de 2026 - 15:01

Aos poucos, a empresa está amadurecendo seus procedimentos internos e pode se tornar uma candidata a novos patamares nos EUA, como entrar em certos índices de ações

FII DO MÊS

Fundo imobiliário com carteira ‘genuinamente híbrida’ é o favorito para investir em abril — e ainda está com desconto 

6 de abril de 2026 - 6:04

O FII do mês da série do Seu Dinheiro é avaliado como um dos maiores e mais diversificados fundos imobiliários do mercado brasileiro

CARTEIRA RECOMENDADA

Small caps: Minerva Foods (BEEF3) e Azzas 2154 (AZZA3) entram na carteira de abril da Terra Investimentos; veja quem sai

5 de abril de 2026 - 17:52

Foram mantidas C&A (CEAB3), Brava Energia (BRAV3), Suzano (SUZB3), Plano&Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3) e Intelbras (INTB3)

OPORTUNIDADE NA CARTEIRA

Dividendos em abril: veja as ações recomendadas pelo Safra para turbinar os ganhos

5 de abril de 2026 - 14:48

Segundo o banco, o portfólio busca superar o Índice de Dividendos (IDIV) da B3 no longo prazo

GRINGO NA ÁREA

Nem a guerra do Irã parou a bolsa: mercado brasileiro deve ter melhor 1º trimestre em fluxo de capital estrangeiro desde 2022

4 de abril de 2026 - 13:42

Até o dia 24 de março, a bolsa brasileira já acumulava R$ 7,05 bilhões, e a expectativa é de que o ingresso de capital internacional continue

ENTRE ALTOS E BAIXOS

Natura (NATU3) sai na frente e RD Saúde (RADL3) é ação com pior desempenho; veja os destaques do Ibovespa nesta semana

4 de abril de 2026 - 12:49

Com a semana mais enxuta pelo feriado de Sexta-Feira Santa, apenas oito ações encerraram em queda

ENTENDA

Tombo de quase 80%: Fictor Alimentos (FICT3) vira ação de centavos e recebe alerta da B3

3 de abril de 2026 - 17:41

A Fictor Alimentos recebeu correspondência da B3 por negociar suas ações abaixo de R$ 1, condição conhecida como penny stock. A empresa busca solucionar o caso com um grupamento

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

Maior alta do Ibovespa na semana: Natura (NATU3) salta 12% com “selo” de gigante global. Vem mais por aí?

3 de abril de 2026 - 14:30

Os papéis da companhia encerraram a semana a R$ 10,35 após o anúncio da Advent International sobre a compra de papéis da Natura; veja o que mais mexeu com as ações e o que esperar

HORA DE COMPRAR?

Ação da Embraer (EMBJ3) tem sinal verde de compra? Empresa aumenta entregas de aviões em 47% e analistas dão veredito

3 de abril de 2026 - 12:52

A Embraer acumula queda na bolsa brasileira em 2026 e analistas dizem se a performance é sinal de risco ou oportunidade de compra

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia