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Em meio à tensão global com o coronavírus e a escalada nos atritos entre governo e Congresso, o dólar abriu em forte alta de mais de 6%
Sim, você não leu errado. O dólar à vista ultrapassou a barreira dos R$ 5,00.
Logo depois da abertura da sessão desta quinta-feira (12), a moeda americana chegou a disparar 6,47%, indo ao nível de R$ 5,0280 — a divisa nunca sequer tinha rompido o patamar de R$ 4,80.
Por volta do meio dia, a pressão sobre o câmbio havia diminuído um pouco e a moeda era negociada a R$ 4,8775 – ainda assim em forte alta de 3,36%.
O Banco Central (BC) procurou agir rapidamente diante da disparada. A autoridade monetária já havia convocado um leilão de dólares no mercado à vista, no montante de até US$ 1,5 bilhão, e resolveu aumentar o poder de fogo, acrescentando mais US$ 1 bilhão ao certame. Além disso, já convocou uma segunda operação, de US$ 1,25 bilhão.
A disparada do dólar tem dois gatilhos: lá fora, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a suspensão das viagens entre o país e a Europa, de modo a tentar conter o avanço do coronavírus — uma medida que gerou ainda mais preocupação e de força à leitura de que o surto da doença causará fortes impactos à economia mundial.
Por aqui, o mercado mostra-se bastante tenso com os atritos entre governo e Congresso: ontem, foi derrubado o veto imposto pelo presidente Jair Bolsonaro à elevação do BPC, criando um gasto adicional da ordem de R$ 20 bilhões por ano ao orçamento do país — e, consequentemente, criando fortes dúvidas quanto ao ajuste fiscal do país.
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Com a nova disparada de hoje, o dólar à vista já acumula uma valorização de 21,62% desde o começo do ano.
Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos
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