🔴 CONHEÇA A ESTRATÉGIA DO ‘MELHOR TRADER DO MUNDO’ – CONHEÇA AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

Aversão ao risco

Sem chance ao azar: Ibovespa reduz perdas, mas segue em queda; dólar sobe a R$ 4,25

Um novo salto no número de mortos e infectados pelo coronavírus traz enorme cautela aos mercados globais, derrubando o Ibovespa às mínimas do ano e pressionando ainda mais o dólar

Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Um novo aumento no número de mortos e infectados pelo coronavírus mexe com os brios do mercado nesta quinta-feira (30). O avanço da doença provoca um salto na aversão ao risco, derrubando o Ibovespa e as demais bolsas do mundo — e desencadeando uma corrida ao dólar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por volta de 17h15, o principal índice acionário do Brasil recuava 0,87%, aos 114.379,75 pontos — no pior momento do dia, tocou os 112.825,49 (-2,22%), registrando uma nova mínima para 2020.

A melhora do Ibovespa ocorreu em linha com o exterior: nos Estados Unidos, o Dow Jones (-0,13%), o S&P 500 (-0,24%) e o Nasdaq (-0,24%) reduziram as perdas, reagindo a uma manifestação da Organização Mundial da Saúde (OMS) a respeito do coronavírus.

A instituição decretou emergência global de saúde pública, mas também elogiou os esforços do governo chinês para conter a disseminação da doença. A OMS também negou qualquer instrução para evitar viagens ao país asiático, uma postura que trouxe algum alívio às preocupações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mercado de câmbio, contudo, não teve muito tempo para reagir ao posicionamento. O dólar à vista fechou em alta de 0,90%, a R$ 4,2574 — a maior cotação de encerramento desde 27 de novembro (R$ 4,2586).

Leia Também

RADAR DE FIIS

BTLG11 quer levantar até R$ 1,2 bilhão com nova emissão de cotas; veja quem pode participar

MERCADOS

A explosão da renda fixa nos EUA: Treasury de dez anos bate máxima em 24 anos, ações caem e Ibovespa acompanha 

Até o começo da noite de ontem, o balanço do coronavírus dava conta de 133 mortos e cerca de seis mil pessoas infectadas. No entanto, o saldo aumentou bastante desde então — os números mais atualizados já mostram 170 mortes e quase oito mil contaminados no mundo.

"O mercado teme que a China não esteja contanto a verdade, teme que a realidade seja mais grave do que a revelada", diz um operador que prefere não ser identificado. "Há o receio de que o vírus poderá impactar a economia mundial".

A cautela em relação à doença também foi sentida no mercado de commodities. O petróleo Brent caiu 2,68% e o WTI terminou em baixa de 2,23% — as negociações de minério de ferro continuam paralisadas, em função do feriado do Ano Novo Lunar na China.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Turbulência na bolsa

O anúncio da OMS e a leitura de que a situação é menos grave do que o imaginado permitiu que alguns papéis que vinham sendo penalizados nesta quinta-feira ganhassem força — caso das empresas ligadas ao setor de commodities e que exportam para a China.

É o caso de Petrobras ON (PETR3), que virou e agora sobe 0,89%, apesar das perdas do petróleo. Vale ON (VALE3) e Gerdau PN (GGBR4) também passaram ao campo positivo, com ganhos de 0,61% e 1,34%, respectivamente.

Por outro lado, Petrobras PN (PETR4) segue em queda de 0,17% — CSN ON (CSNA3), com perda de 0,82%, e Usiminas PNA (USIM5), com desvalorização de 2,33%, também não conseguiram virar para alta.

No segmento de papel e celulose, Suzano ON (SUZB3) e as units da Klabin (KLBN11) recuam 1,71% e 1,18%, nesta ordem, trazendo pressão extra ao Ibovespa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De olho na agenda

Além da tensão relacionada ao coronavírus, os mercados ainda repercutem uma agenda econômica carregada nesta quinta-feira. Em primeiro plano, aparece o avanço de 2,1% do PIB dos Estados Unidos na primeira prévia do quarto trimestre — um dado que veio em linha com as expectativas e não trouxe mais preocupação aos investidores.

Por aqui, são digeridos os dados do IGP-M, mostrando uma desaceleração para 0,48% em janeiro — em dezembro, o indicador subiu 2,09%. E, com o alívio na pressão inflacionária, o mercado volta a apostar num novo corte da Selic pelo Copom.

Mas, apesar da surpresa positiva com o IGP-M, as curvas de juros fecharam em alta — a pressão no dólar à vista e a tensão global com o coronavírus se sobrepuseram ao alívio inflacionário. Veja abaixo como ficaram os principais DIs nesta quinta-feira:

  • Janeiro/2021: de 4,34% para 4,36%;
  • Janeiro/2023: de 5,49% para 5,50%;
  • Janeiro/2025: de 6,18% para 6,21%;
  • Janeiro/2027: de 6,58% para 6,59%.

Até onde vai o dólar?

No mercado de câmbio, o dólar se valorizou em relação às moedas de países emergentes, como o peso mexicano, o rublo russo, o peso chileno, o rand sul-africano e o peso chileno, entre outras. Assim, o real acompanhou o contexto de cautela externa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Ninguém sabe até onde essa crise vai", diz Jefferson Luiz Rugik, diretor de câmbio da corretora Correparti. "O investidor é arredio ao risco: ele vê uma instabilidade dessas e corre para a segurança".

Esse é um movimento clássico dos mercados de câmbio: em momentos de turbulência, os agentes financeiros deixam suas posições em ativos mais arriscados — como as moedas de países emergentes — e correm para opções mais sólidas, como o dólar ou o iene.

Vale ressaltar, no entanto, que a divisa brasileira tem o pior desempenho do grupo, com o dólar já próximo as máximas nominais históricas. Rugik, no entanto, ainda não aposta numa atuação do Banco Central para conter o avanço da moeda americana.

"É um problema mundial, não é um problema específico do Brasil", diz ele. "Claro que, se o dólar subir demais, o Banco Central vai ter que intervir de alguma maneira. Mas, por enquanto, eu não vejo necessidade".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O diretor da Correparti ainda lembra que, no ano passado, quando o BC promoveu leilões de dólares no mercado à vista, havia um problema de liquidez no mercado doméstico — muitas empresas estavam enviando recursos ao exterior para o pagamento de proventos.

Assim, a conjuntura atual é diferente da do ano passado, já que, desta vez, não há uma questão estrutural relacionada ao país.

Dia vermelho

A maioria das ações do Ibovespa opera em queda nesta quinta-feira, com alguns poucos papéis conseguindo sustentar um desempenho positivo. Veja abaixo quais são as altas do índice:

  • Cielo ON (CIEL3): +1,72%
  • Gerdau PN (GGBR4): +1,64%
  • Cosan ON (CSAN3): +0,88%
  • Fleury ON (FLRY3): +0,87%
  • Hypera ON (HYPE3): +0,81%

Confira também as cinco maiores quedas do Ibovespa:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Braskem PNA (BRKM5): -4,20%
  • Marfrig ON (MRFG3): -3,78%
  • B2W ON (BTOW3): -3,63%
  • Weg ON (WEGE3): -3,59%
  • Cogna ON (COGN3): -3,42%
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
JBS avança rumo à dupla listagem de ações 2 de outubro de 2026 - 19:32
Montagem com imagens de urna eletrônica, a bandeira do Brasil, o presidente Lula de cabeça baixa do lado esquerdo da imagem, um homem asiático ao centro (o entrevistado do podcast), e do lado direito Flávio Bolsonaro comemorando 2 de outubro de 2026 - 18:30
Montagem que traz um fundo de gráficos de ações. Do lado direito, uma lupa e dentro da lupa, urna eletrônica 2 de outubro de 2026 - 17:36
Candidatos às eleições presidenciais de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro 1 de outubro de 2026 - 11:32
Montagem do real no mapa dos EUA e uma placa com Ibovespa e setas apontando para cima 30 de setembro de 2026 - 17:49
Imagem criada por IA traz um mapa da América Latina, com uma lupa sobre ele e notas de dólares caindo do céu 28 de setembro de 2026 - 18:45
Especialistas discutem visão para bolsa, renda fixa e crédito durante o Inter Invest Summit. Foto: Divulgação 26 de setembro de 2026 - 18:08
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar