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Empresa de biotecnologia informou que voluntários de um teste para a vacina contra o coronavírus produziram anticorpos que podem ajudar na proteção contra a doença

As ações da empresa americana de biotecnologia Moderna dispararam nesta segunda-feira (18) com notícia de que a companhia avançou no desenvolvimento da vacina mRNA-1273, que deve atuar contra o novo coronavírus.
Ao fim da sessão, os papéis da empresa subiam 19,96%, a US$ 80,00, mas chegaram a ser negociados a US$ 87,00 na máxima (+30,45%).
A Moderna informou que voluntários de um teste para a vacina contra o coronavírus produziram anticorpos que podem ajudar na proteção contra a doença, durante a "fase 1" do estudo - conduzida pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, nos Estados Unidos.
A pesquisa dividiu 45 voluntários em grupos, que receberam 25, 100 e 250 microgramas de dose da vacina. Segundo a companhia, no 43º dia após a primeira de duas doses, os níveis de anticorpos no grupo de 25 microgramas estavam no mesmo nível visto em sangue de pessoas que se recuperaram da doença.
Já o grupo de 100 microgramas tinha anticorpos em níveis maiores do que de pacientes recuperados do novo coronavírus, diz a Moderna em comunicado.
Após a fase 1, a empresa espera iniciar um estudo intermediário da vacina e passar para um estágio final em julho.
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A Moderna é uma das companhias cujas ações dispararam desde o início da crise do coronavírus, em meio as expectativas sobre o desenvolvimento de uma vacina. A empresa acumula ganhos de 240% no ano até o fechamento do pregão de sexta-feira.
No mundo, há mais de 100 vacinas em desenvolvimento, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas também há incertezas a respeito até mesmo se seria possível pessoas serem infectadas mais de uma vez.
O novo coronavírus já infectou mais de 4,7 milhões de pessoas, de acordo com a Universidade Johns Hopkins. São 315 mil mortes. Os Estados registram 89 mil mortes, enquanto no Brasil o total chega a 16 mil, ainda segundo a instituição.
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