🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Entrevista exclusiva

Via Varejo ainda tem muito potencial, afirma João Braga, da XP Asset

Empresas em reestruturação na bolsa são um negócio difícil, mas entregam maior retorno quando dão certo, segundo sócio-gestor da XP Asset, que detém 7% do capital da Via Varejo, cujas ações mais que dobraram de valor desde a entrada da nova gestão

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
23 de dezembro de 2019
6:01 - atualizado às 9:32
João Braga, sócio-gestor da XP Asset
João Braga, sócio-gestor da XP Asset - Imagem: Reprodução

De todos os movimentos da indústria de fundos de investimento ao longo de 2019, poucos provocaram tanto barulho no mercado como a união da gestora da XP Investimentos com o empresário Michael Klein para a tomada do controle da Via Varejo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Após o negócio, que movimentou R$ 2,3 bilhões, a XP Asset passou a deter uma participação de pouco mais de 7% na varejista dona das redes Casas Bahia e Ponto Frio. Trata-se da maior posição dos fundos de ações da gestora, que possuem R$ 6 bilhões em patrimônio.

O investimento também rendeu uma cadeira no conselho da Via Varejo a João Luiz Braga, sócio-gestor da XP Asset e responsável pela área de renda variável, com quem me encontrei na semana passada.

A tacada ousada até agora vem se mostrando certeira. Em pouco mais de seis meses, as ações da Via Varejo (VVAR3) mais que dobraram de valor na bolsa. Nem mesmo a descoberta de uma fraude contábil bilionária abalou a confiança dos investidores na virada da companhia.

Como conselheiro da Via Varejo, Braga tem bastante restrição para falar sobre as perspectivas da varejista. Mas ele me contou em linhas gerais o que espera do investimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o gestor, empresas em processo de reestruturação na bolsa como a Via Varejo não são um negócio simples. Mas quando dão certo são as que tendem a dar mais certo – ou seja, entregam o maior retorno para os investidores.

Leia Também

Ele citou como exemplo bem sucedido o Magazine Luiza, cuja ação disparou mais de 18.000% desde o fim de 2015, quando a empresa começou a colher os frutos do processo de transformação digital. O que ele espera, então, da Via Varejo?

“Não existe uma receita de bolo para um turnaround [reestruturação], mas quando você muda o time e coloca o incentivo certo a mágica acontece. O sucesso da XP é isso: pessoas certas com incentivos certos. Essa receita você também tem na Via Varejo.”

Perguntei, então, se o preço da ação da empresa hoje já não reflete essa melhora na percepção com a entrada da nova gestão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Eu não acho que você deve olhar para o número corrente, e sim onde pode chegar. E, olhando para isso, eu acho que ainda tem muito potencial.”

Um gigantesco avião vazio

Para o gestor, as perspectivas para a bolsa como um todo seguem positivas mesmo depois da forte alta nos últimos anos. Ele atribui o bom desempenho do mercado acionário a um ajuste estrutural desde o início da agenda de reformas, em 2016, que possibilitou a redução dos juros para as mínimas históricas.

Mas uma segunda onda de valorização, a partir da revisão na projeção para o crescimento do lucro das empresas, ainda está para acontecer e sustenta a expectativa positiva para a bolsa, segundo Braga. "Esse talvez seja o tema de 2020", disse.

Depois de vários anos mais pessimista que a média do mercado para a economia, a XP Asset está no time dos mais confiantes para o desempenho do PIB em 2020, com uma expectativa de crescimento de 2,7%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como consequência, o faturamento das empresas listadas na bolsa deve aumentar, com um impacto ainda maior no lucro, graças à chamada alavancagem operacional.

Braga usou a metáfora de um avião para explicar como esse efeito pode se traduzir no lucro das empresas. Quanto mais assentos ocupados em um voo, maior o resultado da companhia para uma mesma base de custos.

“O Brasil hoje é um gigantesco avião vazio, por causa da baixa utilização da capacidade da indústria. Com a melhora econômica, aumenta o faturamento das empresas e a margem explode.”

Mas esse movimento de recuperação da economia é sustentável? Para o gestor da XP Asset, depende da manutenção da agenda de reformas. A aprovação das mudanças na Previdência afastou o risco de o país quebrar. "Mas ninguém vai tomar a decisão de abrir uma loja porque a reforma da Previdência foi aprovada. Agora, se a reforma tributária for, aí sim."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que deu certo: Copel e Qualicorp

Braga não tem uma projeção para o Ibovespa em 2020, até porque os fundos da XP Asset fazem a chamada gestão ativa, ou seja, têm liberdade para montar posições que não guardem correlação com o principal índice da bolsa.

No ano até a última quinta-feira, o XP Investor – produto de ações mais "clássico" da casa – rendia 45,4%. Já a rentabilidade do XP Long Biased, fundo com maior patrimônio da casa e tem características mais comparáveis a um multimercado, era de 25,2%.

Além de Via Varejo, outro grande acerto da gestora neste ano foi o investimento na estatal paranaense de energia Copel. A aposta estava longe de ser trivial. Pelo contrário, após as eleições estaduais as empresas que despontaram como queridinhas do mercado foram aquelas com perspectivas de privatização, como as mineiras Cemig e Copasa.

Como o governador eleito do Paraná, Ratinho Júnior, afirmou que não venderia a Copel, a empresa inicialmente ficou de lado. Para "piorar", ele indicou como presidente da estatal Daniel Slaviero, que veio do SBT. Mas a gestora da XP acreditou que a mudança do comando traria uma melhora na gestão. E foi o que aconteceu.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Braga citou como exemplo a virada no Ebitda na área de distribuição de energia da Copel, que no terceiro trimestre passou a operar com prêmio em relação ao Ebitda regulatório, depois de registrar um desconto que chegou a 40%. A melhora nos números veio acompanhada do desempenho da ação (CPLE6), que acumula valorização de 130% em 2019.

Por falar em governança, Braga viveu um sufoco no ano passado com a Qualicorp, empresa que ocupa hoje a terceira maior posição nos fundos da casa. As ações da empresa registraram uma queda de 30% em um único dia depois da polêmica aprovação de um pagamento de R$ 150 milhões a Jose Seripieri Filho, o Júnior, fundador e então CEO da companhia.

A XP conseguiu depois costurar um acordo com com a companhia e o executivo, que se comprometeu a usar o dinheiro para investir em ações da própria Qualicorp. "Eu gostaria de agradecer a companhia pela oportunidade de melhorar a governança corporativa, e neste ano a gente colheu o fruto desse trabalho", afirmou Braga.

Outro grande catalisador das ações foi o acordo o anúncio do acordo com a Rede d'Or de hospitais, que adquiriu uma participação de 10% na companhia que pertencia ao fundador. Tudo isso levou os papéis da Qualicorp (QUAL3) a acumularem uma alta de 241% em 2019.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que (ainda) não deu certo: Banco do Brasil

A segunda maior posição dos fundos da XP Asset, atrás apenas da Via Varejo, é em Banco do Brasil. Mas o desempenho dos papéis (BBAS3) está bem abaixo da varejista e das outras empresas citadas pelo gestor, com uma alta de 15% no ano, metade do ganho do Ibovespa em 2019.

A gestora aproveitou para aumentar a posição em ações do BB durante a oferta de ações realizada em outubro, que foi justamente um dos fatores de pressão sobre os papéis, segundo Braga.

Junto com os outros bancos, o BB também sofre diante da incerteza dos investidores sobre o futuro das instituições em meio à competição com as novas empresas de tecnologia financeira (fintechs). Mas o gestor da XP Asset me disse que não está entre os que vê os bancões seriamente ameaçados.

A aposta no Banco do Brasil especificamente se deve à visão de que a instituição conta com uma boa equipe e tende a se beneficiar do processo de recuperação da economia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Mesmo com o aumento da alíquota da CSLL a partir do ano que vem nós vemos um crescimento de dois dígitos para o lucro do Banco do Brasil", afirmou.

Fechado para captação

O atual cenário de juros baixos e alta da bolsa atraiu um fluxo recorde de investidores para os fundos de ações, que registram uma captação de quase R$ 80 bilhões no acumulado do ano, de acordo com dados da Anbima.

Mas os fundos de ações da XP não se aproveitaram da atual onda porque estão fechados para captação desde o ano passado. Braga me disse que tem sido "provocado" para reabrir os fundos, mas disse que só vai tomar essa decisão quando entender que terá a capacidade de continuar entregando bons retornos.

“O fundo não pode ser tão grande a ponto de não conseguir operar, mas também não pode ser muito pequeno, senão o Michael Klein não me recebe”, brincou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BUSCA POR SEGURANÇA

Ibovespa dispara no ano, mas investidores brasileiros estão receosos e tiram dinheiro da bolsa, diz XP

29 de janeiro de 2026 - 14:15

Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável

VIROU PASSEIO

Ouro ultrapassa os US$ 5.500 pela 1ª vez e faz BTG elevar preço-alvo da Aura (AURA33) para US$ 87; Ibovespa alcança inéditos 186 mil pontos

29 de janeiro de 2026 - 12:39

Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA

A VISÃO DO GESTOR

BTRA11 e BTAL11: por que o BTG está convertendo esses FIIs em fiagros — e como isso pode turbinar os seus dividendos

29 de janeiro de 2026 - 6:04

Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas

GLOW UP NA BOLSA

A troca de look da Riachuelo: Guararapes define data para a estreia do novo ticker na B3

28 de janeiro de 2026 - 19:52

Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público

BOLSA E CÂMBIO

Uma Super Quarta nos mercados: Ibovespa bate novo recorde aos 184 mil pontos e ouro atinge marca histórica; dólar fica estável a R$ 5,20

28 de janeiro de 2026 - 19:25

Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%

REFORÇO FINANCEIRO

Raízen (RAIZ4) dispara 20% com expectativa por aumento de capital de R$ 1 bilhão; ação volta a valer mais de R$ 1

28 de janeiro de 2026 - 17:55

A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira

BOLSA EM FESTA

Recorde do Ibovespa é fichinha: bolsa brasileira pode ir a 300 mil pontos — e o investidor brasileiro pode chegar atrasado

28 de janeiro de 2026 - 17:02

Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa

BOLSA E CÂMBIO

Dólar leva tombo e fecha a R$ 5,20 — o menor nível desde maio de 2024 — graças a empurrão de Trump 

27 de janeiro de 2026 - 20:04

Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais

ALOCAÇÃO GLOBAL

Mesmo em recorde, a bolsa brasileira segue barata para o gringo — e fiscal não apavora o estrangeiro, diz UBS

27 de janeiro de 2026 - 17:30

Na avaliação de Ulrike Hoffmann e Arend Kapteyn, mesmo com incertezas fiscais, ações brasileiras seguem atraentes no cenário global

FOGUETE NÃO TEM RÉ

Ibovespa bate mais um recorde, e mérito não é (só) do Brasil; veja as ações preferidas dos estrangeiros

27 de janeiro de 2026 - 12:31

As ações que compõem o Ibovespa são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice

NEM TUDO QUE RELUZ...

Nem ouro, nem prata: metais ‘diferentões’ como platina, paládio e ródio chegam a altas de mais de 120%, mas não são para todo mundo 

26 de janeiro de 2026 - 6:04

Investir nesse tipo de ativo não é óbvio e exige um olhar atento às características específicas de cada metal; o Seu Dinheiro te dá o passo a passo, conta os riscos e vantagens desse tipo de investimento

FORA DO CONSENSO

Santander diz que o mercado minimiza os riscos do Banco do Brasil (BBAS3) e ignora outras boas ações; veja quais

25 de janeiro de 2026 - 12:52

Relatório do Santander destaca ações fora do consenso e aponta onde o mercado pode estar errando na precificação

ONDE INVESTIR 2026

Onde investir em 2026? Tudo que você precisa saber para montar sua carteira para este ano

25 de janeiro de 2026 - 8:00

Evento do Seu Dinheiro traz estratégias para investir em ações, FIIs, criptoativos, renda fixa e ativos internacionais neste ano

MERCADOS NA SEMANA

Bolsa brasileira nas alturas: Cogna (COGN3) lidera altas do Ibovespa, enquanto só uma dupla de ações fecha semana no vermelho

24 de janeiro de 2026 - 12:10

Nesta semana, o Ibovespa superou os 180 mil pontos pela primeira vez. Entenda o que esteve por trás da performance positiva da bolsa nos últimos dias

ONDE INVESTIR 2026

Não basta escolher o ativo perfeito: o segredo para ganhar dinheiro com investimentos é outro — veja a fórmula para 2026

24 de janeiro de 2026 - 10:00

No evento Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro, Marcelo Bolzan, da The Hill Capital, fala o segredo para surfar um ano de corte de juros em 2026 e proteger sua carteira de riscos desnecessários

FAZENDO HISTÓRIA TODO DIA

Fome do estrangeiro pela bolsa brasileira leva o Ibovespa aos 180 mil pontos na máxima do dia; dólar vai a R$ 5,2862 

23 de janeiro de 2026 - 18:44

Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias

OS FIIS DE EXTREMA À FARIA LIMA

Vacância em queda e aluguéis em alta: lajes corporativas e galpões logísticos aqueceram em 2025 — e isso é só o começo

23 de janeiro de 2026 - 17:05

A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente

VEJA OS DADOS DE 2025

Surpresa até para a Anbima: mercado de capitais bate recorde de R$ 838,8 bilhões em 2025, puxado pela renda fixa, com FDICs em destaque

22 de janeiro de 2026 - 18:05

Volume recorde foi puxado pela renda fixa, com avanço dos FIDCs, debêntures incentivadas e maior liquidez no mercado secundário, enquanto a bolsa seguiu travada. Veja os dados da Anbima

ABERTURA DE CAPITAL

Precursor do Pix, PicPay lança oferta na Nasdaq com foco em open finance, seguros e jogos para rivalizar com bancos digitais

22 de janeiro de 2026 - 17:00

Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores

MERCADOS

Foguete não tem ré: Ibovespa quebra novo recorde histórico e supera os 177 mil pontos. Entenda o que impulsiona o índice

22 de janeiro de 2026 - 14:49

Em meio a transferências globais de capital, o principal índice da B3 renovou máximas históricas puxado pelo fluxo estrangeiro, dólar em queda e expectativa de juros mais baixos nos EUA

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar