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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Vídeo

O gringo vem ou não vem? Afinal, o que a gente ganha com o investimento estrangeiro?

Entenda por que o Brasil se preocupa tanto em atrair investimentos estrangeiros, e como o capital gringo afeta os seus próprios investimentos

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
5 de julho de 2019
5:30 - atualizado às 9:47

Você já parou para pensar em por que o Brasil e outros países, sobretudo os emergentes, se preocupam tanto em atrair investimento estrangeiro? E você sabe o que o capital gringo pode fazer pelos seus próprios investimentos? No vídeo a seguir eu discuto essas duas questões, dá uma olhada:

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Confira a transcrição do texto do vídeo sobre investimento estrangeiro no Brasil

Os olhos do mercado e da imprensa especializada estão sempre atentos à entrada e saída de dólares do país. Com a perspectiva de aprovação de reformas e uma consequente retomada da atividade econômica, é grande também a expectativa para uma entrada mais massiva de investimento gringo no Brasil. Mas os estrangeiros, por enquanto, permanecem cautelosos e ainda não vieram com tudo. Seja como for, a atração de capital externo é sempre uma preocupação de governos e agentes de mercado. Mas por que isso é tão importante para a economia? E o que os seus investimentos têm a ganhar? Investimento estrangeiro no Brasil: e eu com isso?

O investimento estrangeiro em um país pode tomar basicamente duas formas: investimento direto ou via mercado de capitais. O investimento direto é aquele investimento de longo prazo, por meio de ações como a compra de grandes participações em empresas locais, abertura de filiais de multinacionais, construção de fábricas e obras de infraestrutura.

Já o investimento via mercado de capitais normalmente visa prazos mais curtos. Inclui, por exemplo, a compra de títulos de dívida públicos e privados, além de pequenas participações acionárias em empresas locais na bolsa de valores.

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Mas os dois tipos são cobiçados e podem beneficiar os seus investimentos. Para começar, a entrada de recursos estrangeiros contribui pra equilibrar as contas externas do país e a cotação do real frente ao dólar.

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O investimento estrangeiro pela via financeira ajuda a aumentar os volumes negociados e a liquidez dos ativos nos mercados de bolsa e renda fixa, além de gerar uma demanda maior pra emissões de novos títulos e ações, estimulando até mesmo a entrada de novas empresas no mercado de capitais. Esse maior apetite por investimentos financeiros tende a aumentar as opções disponíveis pra pessoa física.

Já o investimento direto tem a capacidade de contribuir para a atividade econômica, aumentar a concorrência e gerar emprego, inovação e renda por aqui, o que também acaba estimulando o surgimento de opções de investimento novas e rentáveis no mercado financeiro.

O investimento estrangeiro pode se tornar mais ou menos relevante dependendo do contexto da economia do país. No momento em que eu estou gravando esse vídeo, o Brasil conta com poucas alternativas para financiar negócios e fazer a economia voltar a crescer. Há muito por fazer - demanda por capital é o que não falta. Só que o governo perdeu a capacidade de investimento por causa de uma grande crise fiscal. Também temos uma legião de desempregados, pessoas sem renda constante, o que dificulta a recuperação simplesmente por meio do consumo local. Já a nossa poupança interna é historicamente baixa. Além disso, estamos como os menores juros da história, o que faz com que os investidores estejam ávidos por alternativas mais rentáveis que a renda fixa conservadora. Nesse contexto, bem que uma mãozinha do gringo viria a calhar.

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