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Ações da rede dona das Casas Bahia e Ponto Frio reagem em queda moderada ao prejuízo de R$ 279 milhões no quarto trimestre do ano passado. Projeções da empresa para este ano ajudam a sustentar algum otimismo
Os resultados do quarto trimestre da Via Varejo mais uma vez decepcionaram quem esperava por alguma reação depois de uma sequência de números abaixo do esperado. A rede dona das Casas Bahia e Ponto Frio registrou um prejuízo de R$ 279 milhões nos três últimos meses do ano passado, o segundo seguido, e revertendo o lucro de R$ 111 milhões no mesmo período de 2017.
A expectativa média dos analistas apontava para um lucro de R$ 202 milhões da Via Varejo no quarto trimestre, de acordo com dados da Bloomberg. A diferença entre a estimativa e a realidade se deu principalmente pela contabilização de despesas adicionais relacionadas ao processo de reestruturação da varejista.
As ações da Via Varejo (VVAR3) reagem em queda moderada ao resultado considerado bem ruim. Por volta das 15h30, os papéis eram negociados em queda de 1,52%, a R$ 5,20. No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,03%.
As projeções mais otimistas divulgadas pela Via Varejo para este ano ajudaram a sustentar algum otimismo. A empresa projeta um crescimento nas vendas “mesmas lojas” de 2 pontos percentuais acima da inflação e margem Ebitda ajustada superior a 6%.
Leia a seguir o que escreveram os analistas que acompanham a varejista, em relatório a clientes:
Recomendação: Compra
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Preço-alvo: R$ 8,50
"Os resultados do quarto trimestre foram mais fracos do que o esperado com um crescimento decepcionante das receitas e uma maior contração da margem bruta."
"As projeções para este ano estão em linha com as nossas estimativas e consistentes com nossa previsão de lucro de R$ 420 milhões."
Recomendação: Neutra
Preço-alvo: R$ 8,00
"A Via Varejo apresentou resultados fracos, com vendas de R$ 7,4 bilhões, alta anual de 1% e 5% abaixo das nossas estimativas."
"Apesar das iniciativas bem-vindas, a surpresa negativa com os resultados trimestrais e com os riscos de execução, alem do fato de as ações acumularem uma alta de 20% no ano, devem evitar uma grande reclassificação [para as ações] no curto prazo."
Recomendação: Venda
Preço-alvo: R$ 5,10
"Na nossa visão, o resultado bem abaixo do consenso apresentado pela Via Varejo no quarto trimestre deve mais do que compensar as projeções encorajadoras da companhia para 2019."
"Acreditamos que existe um risco para as projeções da empresa e as expectativas do mercado, dada a dificuldade persistente na integração dos sistemas (inicialmente era esperada para meados de 2018 e adiada para este ano) e os ventos contrários na concorrência no mercado online."
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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