O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Para a associação, a concorrência pelas debêntures de infraestrutura, que contam com isenção de imposto para pessoas físicas, vai se resolver com o aumento no volume de emissões
São as dores do crescimento. É assim que a Anbima, associação que representa as instituições que atuam no mercado de capitais, avalia o avanço dos bancos sobre as debêntures incentivadas. Os títulos de dívida emitidos por empresas cujos recursos sejam destinados a obras de infraestrutura são isentos de IR para pessoas físicas e estrangeiros.
Os papéis caíram no gosto do investidor, só que que os bancos também estão atrás do benefício fiscal, como eu escrevi nesta reportagem. Os bancos não são isentos, mas pagam apenas 15% de imposto ao colocarem os papéis incentivados na carteira, bem menos que os 40% de alíquota à qual estão sujeitos nas operações de crédito convencional.
Para José Eduardo Laloni, vice-presidente da Anbima, o que existe hoje é uma demanda muito maior pelas debêntures de infraestrutura - seja de bancos ou dos vários fundos de crédito criados nos últimos anos na esteira da queda dos juros - do que papéis disponíveis para investir.
"Os bancos querem crescer e os gestores querem gerir, mas as emissões não estão vindo na velocidade que a gente gostaria", me disse Laloni, em uma entrevista por telefone.
Esse fenômeno acontece porque o crescimento da economia hoje gera oportunidades de novos negócios em uma velocidade menor do que a acumulação de poupança, segundo o executivo da Anbima, que também é vice-presidente do banco ABC Brasil.
Em 2018, as emissões de debêntures de infraestrutura bateram o recorde de R$ 23,9 bilhões, de acordo com a Anbima. Mas, desse total, os bancos abocanharam quase R$ 10 bilhões - o equivalente a 41,8% do volume. Nos três primeiros meses deste ano, a participação dos bancos é menor, mas o número é distorcido por uma emissão de R$ 3,6 bilhões da Petrobras que foi direcionada para pessoas físicas.
Leia Também
Eu perguntei a Laloni se, diante dessa escassez de debêntures incentivadas no mercado, os bancos não estariam sendo "fominhas". Afinal, quanto mais papéis os bancos colocam nas carteiras, menos sobra para você investir, seja diretamente ou via fundos.
"O mercado está funcionando muito bem, mas é normal que o gestor de fundos reclame por mais oferta", ele respondeu.
Sobre a atuação dos bancos, ele reconheceu que as tesourarias das instituições financeiras estão mesmo mais ativas na compra das debêntures. Mas aponta um lado positivo dessa atuação.
"As tesourarias estão olhando o trading, com a negociação no mercado secundário. E, quanto mais negociação, mais liquidez para comprar e vender os papéis, o que é bom para os gestores de fundos e investidores", afirmou.
Para o vice-presidente da Anbima, a agenda do governo de privatizações e concessões deve levar a uma nova rodada de investimentos que precisarão de financiamento, o que deve satisfazer a demanda do mercado.
De todo modo, a associação defende mudanças na Lei nº 12.431, que concedeu o benefício fiscal nas captações de recursos para financiar obras de infraestrutura. Uma das sugestões da Anbima é permitir que a isenção de imposto possa ser usufruído tanto pelo investidor como pela empresa emissora das debêntures. Hoje o benefício é válido apenas para o investidor.
Fundos de crédito começam a registrar resgates pelos investidores, mas volume ainda é pequeno — o risco é aumentar nos próximos meses
Alterações em prazos, juros ou conversões para ações podem afetar os títulos de dívida que têm a Raízen como devedora
As emissões com taxas prefixadas ofereceram 11,59% de juro ao ano — quase 1% ao mês isento de IR
Incerteza global mexeu nas taxas dos títulos públicos e interrompeu os ajustes na precificação dos títulos de renda fixa pela perspectiva de corte nos juros
Ciclo de queda da taxa básica de juros tende a aumentar a volatilidade no mercado secundário de crédito privado e lembrar ao investidor que renda fixa não é proxy de CDI
Relatório da Empiricus com gestores de crédito mostra quais são as apostas dos especialistas para um corte maior ou menor nos juros; confira
A vantagem fiscal não deve ser o único benefício de um título de crédito — o risco também deve ser remunerado, e nem toda renda fixa está pagando essa conta
Com R$ 117 bilhões em títulos para vencer, empresas devem vir a mercado para tentar novas emissões, a taxas ainda atraentes para o investidor
Levantamento da Quantum Finance mostra quais emissões ficaram com taxas acima da média do mercado
Depois dos bonds, debêntures da Raízen derretem no mercado secundário, com abertura de até 40 pontos percentuais em taxas
Carteiras recomendadas de bancos destacam o melhor da renda fixa para o mês e também trazem uma pitada de Tesouro Direto; confira
Em alguns casos, o ganho de um título em dólar sobre o equivalente em real pode ultrapassar 3 pontos percentuais
Juros dos títulos em dólar explodem em meio à falta de apoio claro de Cosan e Shell
Banco vê oportunidade de ganho significativo em dólar, investindo em empresas brasileiras e conhecidas
Papéis prefixados e indexados à inflação tem vencimento alongado, enquanto Tesouro Selic só oferece um vencimento
Relatório da XP recomenda a janela estratégica rara nos títulos indexados à inflação e indica os dois títulos preferidos da casa
O novo título público quer concorrer com os ‘cofrinhos’ e ‘caixinhas’ dos bancos digitais, e ser uma opção tão simples quando a poupança
Os recursos serão usados para cobrir gastos relacionados com a implantação e exploração da usina termelétrica movida a gás natural UTE Azulão II, no Amazonas; papéis são voltados a investidores profissionais
Levantamento da Empiricus mostra quais setores lideram oportunidades e como o mercado de debêntures deve se comportar nos próximos meses
Incertezas globais elevam rendimentos dos títulos públicos e abrem nova janela de entrada no Tesouro Direto